Augusto Diniz
Augusto Diniz

Concerto da Orquestra Filarmônica no Bananada será apresentado apenas no festival

Repertório mais popular, que inclui Beatles e Abba, faz parte de ações de aproximação do público propostas pelo maestro Neil Thomson

Concerto regido pelo maestro inglês Neil Thomson será especial e único | Foto: Rafaella Pessoa

A Orquestra Filarmônica de Goiás faz parte das atrações do 19º Festival Bananada, que acontece de 8 a 14 de maio em Goiânia. Para a ocasião, que acontece na quinta-feira 11 de maio, o maestro Neil Thomson prepara um concerto especial que deve ser apresentado uma só vez, justamente no Bananada.

Em entrevista à coluna 365 Shows, Fábricio Nobre, fundador do festival, informou que o repertório inclui músicas de bandas como os Beatles e Abba. Já a assistente do gabinete gestor do Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), Luisa Daher, confirmou que a reforma do espaço não atrapalhará a realização do evento, que já estava marcado antes da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) licitar as intervenções no CCON.

Com valor previsto de R$ 8,8 milhões, a reforma tem data de início previsto para o mês de abril. Mas, para não prejudicar a data de realização do Bananada no CCON, no final de semana dos dias 12, 13 e 14 de maio, as intervenções na Esplanada JK do CCON só serão feitas após o término do evento.

Leia abaixo a entrevista com Luisa Daher e saiba mais sobre a participação da Orquestra Filarmônica de Goiás no Festival Bananada e a parceria entre o evento e o espaço que chega ao quarto ano consecutivo.

Entrevista | Luisa Daher

É o quarto ano que o final de semana do Festival Bananada vai acontecer no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON). Como foi essa negociação? Que tipo de parceria existe entre o CCON e o evento?

Sempre que o Fabrício faz o festival no Centro Cultural Oscar Niemeyer, ele já está pensando na data do próximo ano. Desde o ano passado que nós estamos com essa data acertada. Inclusive a reforma não vai prejudicar a agenda do que já estava marcado. Tanto é que a gente está correndo com a licitação da reforma. A reforma vai começar, mas a parte da esplanada só acontece depois da execução do festival.

A parceria entre o Centro Cultural e o Bananada na verdade é como é para todo mundo. A gente faz uma negociação das datas e ele faz a montagem da agenda do CCON. O que a gente entrega para o Fabrício como produtor é o que nós entregamos para todo mundo. A gente ajuda na execução prestando uma assessoria por parte Centro Cultural, falando o que pode e o que não pode, até onde a gente consegue auxiliar durante a execução do evento. Mas o festival é todo de responsabilidade dos organizadores.

Assistente do gabinete gestor do CCON, Luisa Daher diz que ter a Orquestra no Bananada é motivo de satisfação para o Centro Cultural | Foto: Arquivo pessoal

O que acontece é que como o festival acontece há muitos anos no Centro Cultural, o Fabrício sempre faz questão de assegurar a data, porque a gente não pode ficar segurando a agenda para ninguém. A gente adora receber o festival no Centro Cultural. É motivo de muito orgulho ter o Bananada há quatro anos no Oscar Niemeyer. E o fato de a Orquestra Filarmônica estar no line-up também deixa a gente muito satisfeito. É uma inclusão do Centro Cultural no Bananada.

O Fabrício também faz questão de trabalhar junto com a gente. Existe um trabalho em conjunto muito próximo. São várias reuniões para não atrapalhar as outras atividades do Centro Cultural e também a gente não atrapalhar a execução do festival. Existe um planejamento e várias reuniões para que tudo aconteça da forma mais transparente possível para os dois lados.

No ano passado, durante o final de semana do festival aconteceu uma data de concerto da Orquestra em uma manhã de domingo que era a mesma data do festival. Como foi essa conversa para incluir a Filarmônica na programação do Bananada?

O calendário da Orquestra é definido com muita antecedência por causa da contratação de músicos, de maestros e uma uma série de fatores. Quando o Fabrício chegou com a data, a gente avisou que tinha evento da Orquestra em uma data que coincidia com a do Bananada. Como o Fabrício é muito aberto, na mesma hora ele propôs incluir a apresentação da Filarmônica no festival.

A negociação com o Fabrício sempre se dá dessa forma, ele quer agregar as atividades. Nunca foi um problema ter uma data já definida na agenda da Orquestra que chocasse com a semana do Bananada. A gente também tem planejamento de ações para o Museu de Arte Contemporânea (MAC) na mesma época do festival. Eu acredito que isso possa fazer parte da programação do festival de alguma forma. Porque não acredito que o Fabrício queira prejudicar as ações do Centro Cultural durante a execução do Bananada.

Você comentou na coletiva de lançamento do Bananada 2017 que era interessante ter a Orquestra Filarmônica na programação do festival. E o Fabrício comentou que há a preparação de um concerto especial para o festival. O que vem a ser essa apresentação especial?

É um repertório específico para esse evento que, até onde a gente sabe, não vai se repetir novamente durante a temporada e foi feito inteiro pensado no Bananada, porque é uma ação que já vem sendo planejada desde o ano passado.

O Neil Thomson, que é o maestro da Orquestra, é apaixonado por esse tipo de atividade que extrapola um pouco o teatro, que vai além da coisa da música clássica em seu formato mais habitual. O Neil quer propor ações diferentes, outros tipos de concertos e trazer o público mais próximo da Orquestra. E a oportunidade de ter a Filarmônica no festival foi casar duas pessoas que estão interessadas na mesma coisa. Essa negociação foi feita diretamente entre a Orquestra e o Bananada.

Apesar de a Orquestra ser ligada ao gabinete gestor, ela tem um funcionamento no dia-a-dia que é muito independente. E a proposta casa com o propósito da Orquestra. O lançamento da Filarmônica esse ano foi muito em torno de o calendário trazer atividades diferentes e do maestro propor uma temporada com ações diversificadas. A ideia é casar duas coisas que são muito boas: os concertos da Filarmônica e a programação do Bananada.

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