Atendendo apelos de sua coordenação financeira, o candidato do PMDB a governador de Goiás, Iris Rezende, autorizou a demissão de 22 profissionais de sua equipe de comunicação. A maioria dos demitidos é de Brasília. Eles vieram para a campanha a convite do marqueteiro Dimas Thomas. Um peemedebista disse ao Jornal Opção que não haverá “calote”. “Todos vão receber.”

Entre os demitidos estão produtoras, repórteres, cinegrafistas, assistentes de cinegrafistas, locutor e assistentes de produção. Todos foram demitidos — ou avisados da demissão — diretamente por Dimas Thomas. Um dado curioso: alguns dos demitidos trabalham na Prefeitura de Goiânia. Com autorização do prefeito Paulo Garcia, eles tiraram férias para trabalhar na campanha.

Um peemedebista disse que, além da baixa produtividade dos demitidos, a coordenação vai priorizar a estrutura de campanha e a área de publicidade. “Vamos ampliar o espaço para a área publicitária.” Ele frisa que, com as demissões, vai sobrar mais dinheiro para comprar combustível para abastecer veículos que movimentam as carreatas e para contratar motoristas. As carreatas são vistas como prioridades absoluta, porque mostram que a campanha tem algum “volume”.

O Jornal Opção ouviu dois profissionais demitidos. “Não se pode falar em baixa produtividade, principalmente porque as condições de trabalho eram muito difíceis. Falta tudo na campanha de Iris Rezende — de dinheiro a respeito. Parece que todos estão perdidos e comenta-se abertamente que o governador Marconi Perillo será reeleito no primeiro turno e que é preciso salvar pelo menos Ronaldo Caiado [candidato a senador pelo DEM]. Culpar os profissionais, que estavam fazendo o impossível para melhorar a imagem de Iris Rezende, não é justo”, afirma um dos afastados. “Ouvi que, como Iris Rezende vai perder mesmo, é preciso fazer uma campanha mais enxuta”, afirma outro demitido. “Nós estamos com medo de calote”, afirma.