“Brasil levará ao menos 50 anos para se livrar da massificação que o PT criou na educação universitária”

Antropólogo, com formação pela antiga União Soviética, cientista político e professor da PUC-GO afirma que lulopetismo levou o Brasil ao atraso e garante: “Lula é carta fora do baralho na política nacional”

Fernando Leite/Jornal Opção

Para professor, 13 anos de PT no poder levaram a educação brasileira ao atraso | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Wilson Ferreira Cunha é daqueles professores que não têm medo de opinar e que gostam de basear suas opiniões no conhecimento adquirido ao longo dos anos. E, como historiador, antropólogo e cientista político, é possível dizer que conhecimento não lhe falta.

Nesta entrevista, o professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) faz duras críticas à educação brasileira e diz que os 13 anos da era PT à frente do governo federal levaram a educação brasileira ao atraso. Segundo ele, o lulopetismo institucionalizou um patrulhamento na Educação brasileira que pode ser comparado ao que viu quando estudou na União Soviética durante o período de Leonid Ilitch Brejnev, último ditador soviético.

“Começa pelos reitores das instituições federais de ensino e até das universidades particulares, que são atrelados aos programas obsoletos do Ministério da Educação. Há um “puxa-saquismo” geral nos meios da Educação. É preciso tirar isso, o que será muito difícil, porque é um sistema orgânico inserido na Educação brasileira, que vai levar uns 50 anos”, diz.

Euler de França Belém – A detenção do ex-ministro Guido Mantega em um hospital causou indignação, mas a indignação com a corrupção do PT não teria de ser muito maior?
O PT está perdendo o foco principal, que é a ladroagem, a corrupção. Claro que o juiz Sérgio Moro e a Polícia Federal não tinham conhecimento da gravidade da saúde da mulher de Guido Mantega, e o juiz mandou soltá-lo imediatamente após reconhecer esse fato. Só que isso não tira a ilegalidade da posição do ex-ministro durante sua gestão, tanto que já foram bloqueados R$ 10 milhões das contas dele. O PT, como sempre, tenta desvirtuar o principal foco do problema que é a corrupção, a ladroeira que ocorreu neste país nos últimos 13 anos. Isso é uma estratégia de pessoas que têm uma imaginação totalitária de únicos detentores da verdade, os únicos que podem fazer o bem.

Euler de França Belém – Como o sr. interpreta a atitude do ex-presidente Lula, que nessa história toda parece não viver no Brasil, e parece, sobretudo, que está acima das leis?
Não é só Lula, o PT se acha privilegiado, acima de todos os brasileiros, acima da lei. Tanto que ele também fica indignado, bravo com o que foi noticiado como se fosse uma pirotecnia. Maior pirotecnia é o roubo de toneladas de dinheiro das instituições públicas como nunca aconteceu em outra parte do planeta. Esse é o principal problema. Lula e todo o lulopetismo estão identificados com o poder e não com a administração do poder, e para isso, desde 2002, começaram a ter essa estratégia de como permanecer per saecula saeculorum no poder ao longo de sua administração. Todas as ações do PT foram canalizadas para esse objetivo.

Euler de França Belém – O sr. estudou na União Soviética no período brejneviano [Leonid Ilitch Brejnev liderou o país entre 1964 e 1982], marcado por muita corrupção. Mas parece que a corrupção da esquerda soviética foi muito menor do que a que ocorreu agora no Brasil na era petista. O sr. se surpreendeu com a escala de corrupção do PT?
Todos nós nos surpreendemos, porque o PT tinha um discurso de ética, de moralismo com a coisa pública e fez exatamente o contrário; aliás, pior que os outros partidos tradicionais.

Cezar Santos – O sr. diria, então, que o PT montou uma mecânica para domínio total das instâncias de poder para benefício próprio, através da apropriação de dinheiro público?
E isso começou nos primeiros meses do governo Lula, em que foram se apropriando das instituições públicas, com o objetivo de cooptar, conciliar com os outros partidos, principalmente com o PMDB, para ter uma permanência duradoura no poder. E para isso eles precisavam de dinheiro, e tiraram o dinheiro das instituições públicas, como Petrobrás, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), fundos de pensão, Caixa Econômica Federal etc. Eles chegaram a falir a Petrobrás tamanha a roubalheira. Essa corrupção no Brasil é um marco mundial inédito, porque nunca houve no mundo tamanha usurpação do dinheiro público por parte de um partido político, no caso o PT.

Cezar Santos – Além do roubo em si, qual consequência essa escalada de corrupção promovida pelo PT causa aos brasileiros?
Isso é triste para o País porque despolitiza a política. Política não é roubalheira, política deve ser movimento para construir e desenvolver um país. Mas não é só na área financeira que o PT fez um desgoverno. Os danos foram em todas as áreas, como a educacional.

Marcos Nunes Carreiro – O sr. pode citar exemplos?
Institucionalizou-se um patrulhamento inimaginável na Edu­cação brasileira, talvez pior do que o que vivi na ditadura socialista de Brejnev, que foi um dos últimos ditadores soviéticos. Há uma militância que se diz a favor dos pobres e oprimidos, dos não acolhidos, e isso reflete no ensino, tanto fundamental quanto médio e principalmente no terceiro grau. Há uma baixaria enorme na área educacional que a gente não pensaria ser possível numa democracia republicana.

Começa pelos reitores das instituições federais de ensino e até das universidades particulares, que são atrelados aos programas ob­soletos do Ministério da Edu­cação. Há um “puxa-saquismo” geral nos meios da Educação. É preciso tirar isso, o que será muito difícil, porque é um sistema orgânico inserido na Educação brasileira, que vai levar uns 50 anos. Crianças que nasceram em 2002, atravessaram os 13 anos de petismo no poder, e aqueles que tinham 15 anos, quer dizer, a geração que menos 35 anos não tem outra imagem do Brasil a não ser a dos governos petistas. Com isso, houve um prejuízo enorme na consciência, na formação do estudante, do cidadão brasileiro.

Euler de França Belém – O sr. é historiador, antropólogo, cientista político. Na sua avaliação, como fi­cará a imagem do PT na história?
Vai ficar muito ruim, será uma marca desastrosa. Com o PT erigiram-se alguns paradigmas na Educação brasileira que precisam ser destruídos. Por exemplo, criou-se o pensamento de que trabalho em grupo é que movimenta o ensino no País. Ora, trabalho em grupo justifica a imagem de que na universidade tudo se copia e nada se cria e isso se institucionalizou. Na verdade, um aluno faz o trabalho e os outros integrantes do grupo assinam. Então, isso precisa ser extirpado do ensino brasileiro.

Outro dano é a postura crítica, entre aspas, que se sobrepõe à absorção do conhecimento. A crítica é só para aquele que pensa o contrário, não é a crítica que constrói o conhecimento. Outro ponto é a frouxidão e a permissividade em vez da disciplina e da cobrança do aluno. Quer dizer, o aluno é um frequentador de aulas, sem nenhum compromisso, nenhuma responsabilidade. Veja que isso não existia nem na ditadura, época em que pelo menos os alunos procuravam adquirir conhecimento. Hoje, temos o analfabeto virtual dentro da universidade, que não sabe escrever nem falar direito.

Outros absurdos (Wilson consulta um texto que trouxe): a prioridade das atividades chamadas sociais; os trabalhos fora do estudo persistente, que é ajudar a incluir. Essa lengalenga de ajudar a justiça social, entre aspas, se tornou quase um padrão de direcionamento da política educacional brasileira. E, penúltimo, a valorização de pesquisadores de banalidades. Vê-se que as teses de mestrado e doutorado de excelência no Brasil não chegam a 2%, isso é constatado pelo próprio MEC. Gente que fez mestrado e doutorado por fazer, como se fosse uma indústria, sem nenhuma qualidade, sem resultado e sem nenhuma utilidade. É um autêntico besteirol, um festival de besteira nacional a nível de ensino.

Por último, a palavra metodologia virou assim um suprassumo da sapiência, um mantra. Fala-se de metodologia e está tudo resolvido, em detrimento dos conteúdos. Não se pode ter metodologia sem conteúdo, senão vai haver esse tipo de aluno que é o pior tipo de estudante não só no terceiro grau, mas também nos ensinos fundamental e médio. (enfático) Tanto que o MEC, agora sob nova gestão, dobrou a carga horária no ensino médio; de 800 passou para 1,6 mil horas e, nos três últimos anos, o aluno terá de escolher uma das áreas de interesse dele. Já é uma mudança positiva no ensino brasileiro.

Marcos Nunes Carreiro – O sr. diz que, no período petista, a educação brasileira foi posta a serviço do partido?
Educação deveria ser uma das políticas prioritárias de qualquer partido que chega ao poder, porque não se faz um país sem educação de qualidade. Aliás, a educação no Brasil virou uma massificação, principalmente no ensino universitário. Veja que o lulopetismo instalou, em 13 anos, praticamente o mesmo número de universidades federais no País que havia nos 100 anos anteriores. O resultado é baixa qualidade e o malefício maior se dá principalmente na área da saúde. Há diversas faculdades de medicina que não têm estrutura adequada para proporcionar um ensino de qualidade. Nem precisa ir às universidades para ver, basta ir aos hospitais, ao SUS. Ao lulopetismo interessa aquele reitor alinhado e aliado ao governo federal. Na eleição de Dilma Rousseff, todos os reitores de universidades federais manifestaram apoio a ela. Isso despolitiza e deixa desânimo na população, que está percebendo isso no bolso, no dia a dia.

Euler de França Belém – Fala-se em “entulho autoritário” da ditadura. E esse “entulho petista” vai durar quanto tempo?
Na educação, deve durar cinco décadas, porque são novas gerações que terão de vir para limpar isso. Esse entulho autoritário pseudomarxista-socialista-comunista tornou de esquerda a esmagadora maioria dos professores de história. Os livros e até as questões do Enade são tendenciosas.

Cezar Santos – Sobre isso, há livros didáticos aprovados pelo MEC para alunos do ensino fundamental que trazem críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso e elogios à gestão de Lula.
Isso é uma estratégia política de permanência no poder a qualquer custo. A corrupção do PT veio para manter esse tipo de orientação ideológica.

Cezar Santos – A história desse período só vai poder ser lida com mais realidade quando historiadores não petistas começarem a escrever os livros de análise?
Claro, e observo que os não petistas hoje são perseguidos. Há uma patrulha enorme sobre as pessoas que contestam esse sistema de interesse político esquerdista, e são poucos historiadores e antropólogos que discutem isso abertamente. Quando fazem isso são imediatamente destroçados, alijados do processo. Para se ter uma ideia, o Departamento de História da PUC tirou do currículo a disciplina antropologia. E por quê? É uma postura ideológica, porque a antropologia não se filia a nenhuma corrente, é uma concorrente ao marxismo-leninismo, é uma disciplina que não interessa a isso. Aliás, não existe neutralidade em nenhuma disciplina. O grande historiador judeu francês Marc Bloch (1886-1944), que foi fuzilado pela Gestapo de Hitler, propõe uma história na busca de problemas, uma história problemática, digamos. Esse é o foco da história: levantar os problemas do passado para não repeti-los no presente. E esse pós-socialismo, principalmente no Brasil e em países latino-americanos, está querendo introduzir de novo ideias marxistas e socialistas que foram colocadas na prateleira. Hoje, nem os próprios russos as defendem, nem os chineses; sobram aí o Vietnam do Norte, a Coreia do Norte, Cuba e talvez Equador, Venezuela. Tudo isso querendo se contrapor a um movimento globalizante, capitalista, que é inexorável. Aliás, esses ditos esquerdistas adotam as benesses do capitalismo. Eu pergunto: por que eles não trazem os economistas desses países para instaurar um modelo deles? Mas é uma questão de estratégia usar o processo representativo democrático do Brasil e utilizar eleições, com falatório de inclusão, de justiça social, de igualdade, para espalhar ideias ultrapassadas e obsoletas.

“Petistas não têm coragem de mostrar a sigla”

Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Euler de França Belém – Em texto recente, o filósofo Luiz Felipe Pondé diz que numa escola de elite em São Paulo, o professor determinou aos alunos um trabalho sob o tema “Fora, Temer golpista”…
Isso não fica só nas escolas. O próprio Jornal Opção já falou sobre o corporativismo, que é muito forte no Brasil. A criação de sindicatos em qualquer esquina se deu para fortalecer seguimentos de trabalhadores, mas que eram cooptados pelo governo federal. Isso é uma aberração. São mais de 11 mil sindicatos no País e todos defendendo essa linha. Dizem que o impeachment foi golpe. Como golpe, se Michel Temer foi escolha de Dilma? Se fosse golpe, ela deveria ter convocado as forças armadas para bloquear esse movimento golpista. “Golpe”, no Brasil, é uma me­táfora porque a palavra é nefasta no País, que se lembra do período da ditadura. Então, esse foi um argumento usado para penetrar na população e, até certo ponto, deu certo, porque tem gente que repete esse discurso. Eles não têm mais o governo federal nas mãos, mas ainda têm esses núcleos militantes, que são fortes.

Cezar Santos – O lulopetismo e, de alguma forma, a esquerda abdicou de discutir a ética e a moral. Como o sr. vê esse movimento?
Há um discurso de afirmação de grupos, por questões políticas e de defesa do seu próprio umbigo. Tanto que essas eleições serão uma amostra do que será a vida do PT pós-impeachment: em São Paulo, nas eleições passadas, eram mais de 9 mil candidatos a vereador e, hoje, não são 4 mil. Aliás, os candidatos do PT não têm coragem sequer de mostrar a sigla do partido junto com a sua foto. A estrelinha está o menor possível. Eles mesmos estão envergonhados de si, pois, mesmo entre os petistas, existe gente honesta.

Euler de França Belém – Qual será o Brasil após esse período conturbado? Estamos ven­do a cara dos nossos políticos, empresários e dos nossos intelectuais, mas vemos também as instituições funcionando, como Polícia Federal, Minis­tério Público e o Poder Judi­ciário. A sociedade brasileira melhora depois disso?
A perspectiva não é a do avanço de um regime totalitário, apesar de que a briga atual, não apenas no Brasil mas no planeta, é das posições totalitárias contra as posições abertas. E é claro que a esquerda defende, com arrogância, ser a única dona da verdade e consegue ter adeptos, porque é a narrativa de uma utopia acerca de algo que poderia acontecer e que foi visto por Rousseau ou Marx, nos séculos XVIII e XIX. Quer dizer, o mundo já está caminhando para outro lado e o Brasil, que não é um país como Equador ou Venezuela, deve se beneficiar desse novo quadro. O Brasil tem uma sociedade mais evoluída e um capitalismo presente, mesmo que muitos empresários tenham sido cooptados pelo governo federal e agora estão presos. Então, o País pode, por meio da Lava Jato, que é uma nova leitura jurídica dos ilícitos corridos no Brasil, dar mais valor aos fatos e não à narrativa criada.

Temos linhas jurídicas diferenciadas em que é possível pe­gar o bandido, principalmente o de colarinho branco, verificando o caminho percorrido pelo di­nheiro, pela propina. É a “propinocracia”, palavra criada por Deltan [Dallagnol, procurador Mi­nistério Público Federal e co­ordenador da força-tarefa da O­peração Lava Jato]. Isto é, o “go­verno da propina”, que realmente foi instituído no País. Quem participou ficou indignado quando a denúncia foi feita, mas não ficou indignado com o uso da propina. Agora, denúncia não significa acusação. A acusação foi aceita e o processo foi ini­ciado. Os méritos do processo, os fatos, é que são inquestionáveis. Veja o caso de Mantega, que teve a prisão decretada exatamente porque há fatos concretos mostrando que ele pegou propina.

Euler de França Belém – Muitos acreditam que Lula já ficou no passado e deve ser debatido como figura histórica. O sr. acredita que Lula tem algum futuro político?
Não deveríamos acreditar nisso, porque Lula é uma carta tirada do baralho a nível político nacional. Mas quem vai referendar essa conclusão é o eleitor brasileiro e, provavelmente, nem será candidato em 2018. Essa já é uma aposentadoria, porque a marca do governo petista foi, desde 2003, corrupção. E os demais partidos, sobretudo o PMDB, assim como os empresários, também são culpados disso. E outra coisa: há um conluio para barrar a Lava Jato. No Congresso, há mais centenas de deputados e senadores envolvidos na “propinocracia”, tanto que tentaram, na calada da noite, absolver aqueles que estavam envolvidos em esquemas de caixa dois, isto é, dar aos políticos evolvidos nisso, anistia. Caixa dois é algo usado até hoje. Nessas eleições, o próprio Tribunal Superior Eleitoral já denunciou quase 20 mil casos, no País inteiro, de mortos e pessoas que recebem Bolsa Família doando quantidades grandes de dinheiro. Esse é o jeitinho, a malandragem, que não é só do político, mas também é parte da cultura, do comportamento antropológico brasileiro.

Euler de França Belém – O sr. acha que a política exterior do Brasil já melhorou com José Serra?
Claro. Isso trouxe oxigênio ao País, o que é bom politica e economicamente, porque há certa confiabilidade na trajetória do governo Temer. Os resultados são vistos na economia. Agora, é engraçado que as pessoas do governo passado não assumem o que é atribuído a ele, mas querem que Temer resolva, em três meses, o rombo de treze anos.

Marcos Nunes Carreiro – O sr. não vê nada de positivo nos governos da última década?
O que esses governos trouxeram de positivo foi o entendimento de que não se pode confiar em político. Quem disse isso pela primeira vez foi Maquiavel, de que política se faz com humanos e não com santos, com messias. E humanos são capazes de prejudicar pessoas e também o País. Então, isso é um aprendizado. O prejuízo foi que o lulopetismo misturou o público e o privado.

O Brasil foi patrimônio dos portugueses durante 400 anos e patrimônio do lulopetismo du­ran­te 13 anos, como se a “coisa pública” pertencesse àquele partido que chegasse ao poder. Por isso, a população deve se indignar com a ladroagem que aconteceu nesses 13 anos, porque foi dinheiro público, fruto de impostos que a população pagou, que foi direcionado a empresas privadas, partidos políticos e até para o bolso particular de uma quantidade enorme de políticos. Então, o Brasil viu que não se pode confiar em muitas pessoas.

A democracia tem que ser reavaliada sempre, pois é muito vulnerável. Todos participam e vemos pessoas desonestas participando e que estão ali para atender a interesses pessoais. E também é uma oportunidade de a população perceber quem está falando a verdade, tanto que o melhor político hoje, no sentido de ganhar voto, é aquele que fica em cima do muro. É o genérico da política e quanto menos atitudes e posições ele tiver, melhor. Tanto que os políticos só faltam prometer vida eterna, saúde e fortuna.

Euler de França Belém – É possível perceber um descompasso no Brasil. Goiânia, por exemplo, é uma cidade moderna, mas que tem um candidato como Iris Rezende, que não tem uma visão moderna de cidade. Por que existem, no Brasil, figuras retardatárias como essa?
Iris deve ser o último populista que nós temos, cheio de proselitismo e retóricas tradicionais. Mas a culpa disso está na discussão política que começa na escola e na universidade e que foi aplacada durante esses 13 anos. Então, não se viu surgir novas lideranças no País. Por isso, temos as “familiocracias” que governam desde as capitanias hereditárias, transmitindo de geração para geração a mesmice, sem nenhuma mudança significativa.

E Iris não é único. Existem muitos “Iris” espalhados pelo Brasil, assim como muitos “Lulas”, pessoas que se veem em uma missão messiânica, de chamamento para resolver os problemas de uma cidade que é muito complexa, da saúde ao transporte público. Os candidatos não têm coragem de colocar sobre a mesa ideias, propostas e planos viáveis com o orçamento da cidade, afinal, existem limites. Veja que tem candidato propondo colocar videomonitoramento em todas as esquinas da cidade. Fala-se em construir um hospital 24 horas, pagando R$ 3 mil a um médico? Então, esse discurso se mantém porque não hou­ve renovação durante 13 anos. Es­sa cooptação do governo federal em todas as áreas atrasou o Brasil por décadas. Se fosse um país verdadeira, que discutisse a realidade das cidades, dos Estados e do País, não teríamos esse atraso. Nós regredimos ao invés de avançar.

A sociedade avançou, Goiânia avançou, é moderna. A sociedade evoluiu, mas os políticos permaneceram. Então, essa eleição pode mudar a forma de fazer política para as próximas eleições. Como? Uma reforma política que extinga o fundo partidário, que é uma aberração. Tem partido que vive só pelo fundo partidário, que chega a garantir de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões por ano. Isso é uma loteria esportiva. (enfático) São partidos nanicos e que têm meia dúzia de militantes que ficam aí, sem produzir, sem trabalhar.

Cientista político Wilson Ferreira da Cunha: “Política eleitoral não é tudo numa sociedade. Quem faz sociedade é a própria sociedade. Os próprios moradores que vão fazer a cidade” | Foto: Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Cientista político Wilson Ferreira da Cunha: “Política eleitoral não é tudo numa sociedade. Quem faz sociedade é a própria sociedade. Os próprios moradores que vão fazer a cidade” | Foto: Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Euler de França Belém – O sr. tem notado o eleitor de Goiânia perceptivo? Parece que o eleitor tem avaliado inclusive os candidatos a vice.
Sim. Ele examina quantas vezes, por exemplo, Iris deixou a Prefeitura. Iris não termina um mandato. A perspectiva de ele se colocar como candidato foi praticamente no último minuto do segundo tempo. Ele não era candidato. Quando percebeu que o PMDB não tinha preparado um nome para ter visibilidade e densidade eleitoral, ele se apresentou como candidato.

Foi ingenuidade nossa acreditar que não seria candidato. Claro que ele tinha a possibilidade de perder a oportunidade de o PMDB conseguir a Prefeitura de Goiânia. Isso é determinante. Com relação a Vanderlan, provavelmente graças à sua campanha, ele foi subindo nas pesquisas, que não é a eleição. Pesquisa é o retrato do momento, não é resultado eleitoral. Isso pode parar também ou continuar. A gente não sabe.

Agora, há uma teoria política onde 40% dos eleitores seguem a maioria. Se aquele candidato está tendo mais votos, os 40% que vêm aí vão desembocar na urna a favor desse mais favorito.

Marcos Nunes Carreiro – As pesquisas acabam pautando o voto do eleitor?
Sim.

Marcos Nunes Carreiro – Essa é a primeira eleição após essa minirreforma eleitoral, que não pautou mudanças profundas, mesmo com o financiamento de campanha e o tempo modificados. Já é possível ter alguma avaliação do resultado prático disso ou é preciso esperar a eleição acabar para poder analisar?
Esperando é melhor, mas já é possível falar alguma coisa. Vimos a diminuição do marketing. Praticamente fazia-se um produto, não um candidato. Apresentava-se o melhor produto. O marqueteiro fazia isso e ga­nhava a eleição com esse raciocínio de que os 40% seguem aquele mais vitorioso. Mas haverá a possibilidade de ter uma reforma política e mudar o jeito de votar. Talvez com a intenção dos próprios candidatos. Porque eles estão vendo que é muito mais difícil chegar ao eleitor.

Se houvesse distribuição dos eleitores por distrito, dos votos, o contato seria mais presente e mais eficiente, com o número delimitado de eleitores que iria votar naquele candidato. Eles vão sentir isso lá na frente. Não precisa fazer uma reforma política, basta mudar o voto proporcional majoritário para proporcional para acabar com esse distanciamento.
Outra coisa é acabar com as coligações e depois implantar um mínimo necessário como existência para partido político. Ele pode continuar a ser da política, mas não como partido político.

E sem dinheiro do fundo partidário. Não vai proibir que haja manifestação, pois na democracia você tem o livre direito à manifestação, mas não entrar na composição político-jurídica do País. Aí você vai filtrar mais e ter partidos com mais representatividade de ideias, de projetos e vai haver mais transparência e identidade.

Política eleitoral não é tudo numa sociedade. Quem faz sociedade é a própria sociedade. Os próprios moradores que vão fazer a cidade.

Cezar Santos – Em democracias mais maduras o voto não é obrigatório.
Outra coisa é deixar de ser obrigatório o voto. Tanto que nas eleições dos Estados Unidos nem 50% dos eleitores comparece no dia da votação. E o país deslancha. A gente dá muita atenção e poder àquele profissional político. Precisamos diminuir o papel do político profissional na sociedade, diminuir o papel do governo, do Estado. Aí você terá menos interferência na vida da própria sociedade nos aspectos econômico, político e individual.

E vai aflorar indivíduos com mais compromisso e responsabilidade quando se apresenta co­mo candidato. E não como salvador da pátria, como Messias, insubstituível. Praticamente quase todos os candidatos se creem insubstituíveis. Se não for ele, outro não presta. Com isso você terá administrações municipais e não administrações de partidos e de indivíduos que eventualmente estão no poder.

Você administra em uma gestão pública para o município. E não para aquele partido. Então você descaracteriza essa marca partidária e põe um gestor público, que é o que mais interessa ao município, Estado e União. Nós temos que pensar um novo pacto federativo.

Marcos Nunes Carreiro – O número de municípios é muito grande, na visão do sr.?
Será que o Brasil suporta 5.770 municípios? Não. Mais de 3 mil municípios são dependentes do governo federal e estadual. Nessas eleições deveria ser discutido isso. Eu acredito que isso seja a primeira pauta da agenda dos municípios brasileiros. Discutir o novo pacto federativo e uma nova forma de implantar municípios. Município é um lugar que deve ter autonomia econômica, autonomia financeira, gestão própria para sustentar os três poderes. É uma discussão muito interessante que vai refletir a nível estadual e federal.

Aqueles 3 mil municípios dependentes serão colocados como distritos ou povoados. Se ele alcançar uma autonomia, que é feito pelos moradores daquele povoado ou distrito, onde as pessoas crescem, enriquecem e sobe de degrau para distrito ou município. Essa discussão ela está não está sendo colocada em nenhum Estado brasileiro. Nem os candidatos estão colocando isso em discussão. Goiânia mesmo tem que discutir com cidades do entorno.

Cezar Santos – Não se fala de uma política de maior alcance, só se trata das coisas pequenas.
Existe mais um populismo demagógico, proselitismo, não há discussão política. Isso desqualifica a política municipal. Isso é gravíssimo. É um dos momentos mais importantes para se colocar em pauta.

Política se faz escolhas de ideias e posições, de doutrinas. A democracia precisa se reavaliar sempre. Não significa que isso será um ponto final na discussão política. Não há terminalidade. São três pontinhos. Isso é um processo, não é fechar a questão.

Todas as gestões públicas só devem ser avaliadas depois de terminadas essas gestões. No processo se houver algum desvio, como no caso da trapalhada da Dilma, você interferir. Está aí a existência dos três poderes autônomos. As regras democráticas exigem que cada um dos poderes seja independente e cada um tenha a sua atribuição, autonomia e prerrogativa.

Um caso interessante é analisar os candidatos a vereador, e mesmo a prefeito. Eles têm que saber reconhecer qual o terreno deles. Goiânia, por exemplo, termina ali na primeira rua em contato com Aparecida de Goiânia. Ele acha que vai sair da Câmara Municipal algum decreto para resolver o problema da inflação, da saúde, dos preços.

126 respostas para ““Brasil levará ao menos 50 anos para se livrar da massificação que o PT criou na educação universitária””

  1. Wagner Fraga disse:

    O PT, por onde passou estragou, estragou tudo o que tocou, institucionalizou a corrupção, aparelhou o Estado na tentativa de transformar a nação, de forma homeopática, a nação numa nação socialista, usou o dinheiro do contribuinte brasileiro para resolver problemas e sustentar ditaduras aliadas. Ainda bem que aos poucos o Brasil está acordando.

  2. Mauro Julio Vieira disse:

    É esse tipo de gente que deve ser ouvida. Fala o que vivenciou. Não inventa.

  3. Donizete disse:

    Cinquenta anos, mas com uma ressalva. Levaremos cinquenta anos se todo brasileiro de bom senso falar, falar muito, escrever muito, digitar muito…. Caso contrário, essa catástrofe de ideologia ainda poderá prevalecer e poderemos não mais sairmos disso indefinidamente. Portanto, é necessário que cada brasileiro com um pingo de discernimento fale, escreva, digite incessantemente até vencermos essa catástrofe…..

  4. Gutemberg Rodrigues disse:

    Esse sabe exatamente o que fala e o que realmente acontece.

  5. Sergio Nunes disse:

    Me chamou atenção dois pontos nessa entrevista: 99% dela foi foçada exclusivamente no PT e Lula, enquanto que ao se falar em Serra, há um elogio rasgado do digno professor.
    Demonstra, portanto, uma entrevista direcionada, apenas para criticar negativamente o PT sem levar em consideração os aspectos positivos, de visão nitidamente ideológica e sem qualquer consistência científica, carecendo de dados objetivos e claros.
    Composta basicamente de juízos de valor e de conclusões peremptórias, o que é lamentável para um antropólogo, que deveria ser fiel à sua formação.
    Por fim, parece muito mais uma antipropaganda, o que de certo, aprendeu na União Soviética.

  6. Eder D. Luffy disse:

    Entrevista maravilhosa!

  7. Carlos H. disse:

    Desde o ano de 1968 tive a convicção de que depois do ano 2000 a civilização mundial entraria em colapso financeiro, político, econômico, moral, social e climático irreversivelmente.
    Falta pouco agora para que isto aconteça.

    • Liosvaldo disse:

      Parabéns professor pela belíssima aula de história contemporânea, em que mostra o que foi o PT e não é dito para população brasileira que Lula e sua gangue quebrou o país…. Eu lembro muito bem o que foi Brasília antes da administração petista e o que é hoje, ou seja, onde os vermelhos passam deixam terra arazada rsrssr tsunami, terremoto nos cofres públicos

  8. Antonio Carlos Prado disse:

    É triste ter que concocordar com cada linha dessa entrevista

  9. José Godoi disse:

    O cara completamente partidário. Sergio Moro não sabia da situação da mulher de Mantega? E educação soviética? Parei por ai. A educação atual e muito melhor que dos anos 80 e 90 . Mas pra ele deve ser o projeto Mendonça/ Frota que presta. A deforma de previdência etc etc…

    • Francisco Carlos Popriaga disse:

      Amigo, acredite: Você está dentro de uma caixa escura e não sabe disso. Procure alguma luz. Procure se esclarecer.

    • Francisco disse:

      Meu caro colega. Qual a sua idade?
      Realmente falar que a educação atual é melhor que a do passado mostra uma enorme falta de senso de realidade. O que observo nas conversas aqui. Então aqui vai um dado para você pesquisar. Este ano (2018) o Brasil foi um dos piores colocados no Piza que é um exame feito no mundo todo. Em matemática estamos atrasados 70 anos em relação aos países desenvolvidos. E em leitura e interpretação só 250 anos. O que reflete na falta de análise da realidade e dos debates.
      Eu estudei em escola pública justamente neste período e entrei na USP duas vezes nos anos 90. O que não vejo hoje em dia.
      Então o que afirma não procede.

      • Enoir disse:

        Eu estudei em escola publica de 74 a 83 e passei em concursos altamente disputados; na faculdade minha base de matemática, português, história… era muito consistente. Emburreceram nossas crianças e jovens como parte do nefasto plano de eternizar o PT. Vai dar trabalho varrer essa gente.

      • Rosane disse:

        Sim, as escolas premiavam os primeiros colocados e isso fazia com que os pais investissem na faculdade dos filhos mesmo sem muito poder aquisitivo. E o resultado era no vestibular e nos concursos públicos.

    • Enoir disse:

      Educação hoje muito melhor que anos 80 90??? Como assim?? Instalou-se um processo de “idiotização” do aluno a olhos vistos e você me fala uma coisa dessas? Meu Deus, tenha ideologias mas nao fique cego meu caro Jose Godoi. Li cada frase da entrevista e imagino o quanto ele deve sofrer por ter que lidar com colegas com pensamento semelhante ao seu.

    • Surama de Jesus disse:

      Caro José vá para uma sala de aula uma, qualquer uma, escola pública e passe somente um minuto assistindo, se for possivel, a aula e assim terás real visão da educação no Brasil. Realmente, saia da caixa! Desculpe mostrar a triste realidade.

    • Malu disse:

      Não sabe o que está falando, sou professora e trabalhei nessa época, era bem melhor, já estava em decadência, mas com o PT só veio a piorar, pois a doutrinação nas universidades só veio crescendo, embrurrecendo os jovens e os tornando gado de manobra, tanto que estão aí, transam abertamente nas dependências da universidade, agridem, cospem, xingam, ofendem de todas as maneiras, colegas e até professores que não compactuam com sua ideologia torta, esquerdista, comunista. Deixe a verdade invadir sua mente, como deixou essa mentirada toda, pense no seu PAÍS ?? e não no seu grupo. NÓS SÓ CRESCEREMOS NOVAMENTE SE O POVO SE UNIR COMO UMA NAÇÃO E O OBJETIVO FOR O BEM COMUM.

    • Luim disse:

      José Godoi, lamento dizer, mas você está contaminado e não consegue ou não quer admitir que os governos petistas arrasaram com nosso Brasil.

  10. Artemisia Moreira da Rocha disse:

    Opiniao extremamente seletiva, partindo de um Antropologo. Ele fala dos 400 anos de colonizacao e dos 13 PT. Nao conta o intervalo ? Quando fala em corrupcao, restringe ao PT , fazendo questao de esquecer da Corrupcao nos governos PSDB. # Nao estudei na Epoca petista e sempre fiz trabalho em grupo. Nao eh uma invencao petista.Como antropologo , deveria mencionar que a corrupcao eh inerente aqueles que detem o Poder. Nao mencionou BANESTADO, FURNAS, a questao do Niobio…Enfim, absolutamente parcial, coleguinha do Sergio Moro. Essa entrevista merece Andedonha. PS – nao sou filiada ao PT.

  11. Edson Dário disse:

    Pede pra ele explicar as privatizações que ocorreram de 96-2002 e mesmo assim o brasil quebrar três vezes. Mais ainda vai lá no site do FMI e vê o PIB brasileiro naquela época e explica como bilhões sumiram ao invés de ficar supondo coisas.Porque o que ele falou não pode nem ser catalogado como absurdo. Nada está acima da Lei, e o pior que a lei esta sendo transgredida a todo momento por Moro em sua inquisição, tanto que juizes de New York o chamaram de lunático… Magina só o que vejo são pessoas se polarizando cada vez mais e perdendo a oportunidade de ver os dois lados da moeda.

    • Francisco disse:

      Há uma contradição na sua afirmação de que juízes de New York chamaram o Juiz Sérgio Moro de lunático por ele transgredir a lei, porque a Universidade de Notre Dame acaba de conceder o Título de “Doctor Laws Honoris Causa” para ele.
      E o lado da moeda que vimos recentemente, espero nunca mais termos que ver.
      Tudo o que se está provando foi pago pelo seu e pelo nosso esforço de trabalho.
      Vê se pensa melhor!

  12. Jex disse:

    Excelente matéria, mostra fielmente a filosofia do PT, a intenção deles nada mais era que perpetuar no poder, fazer uma ditadura no Brasil, graças a Deus nos livramos deles para sempre

  13. Bruno Santos disse:

    Muito interessante opinião do historiador faz refletir sobre esses 13 anos do país, porém no único momento que o mesmo menciona algo e/ou alguém da “antiga oposição” falando que Serra melhorou a imagem do país no cenario político externo eu começo a desconfiar de toda a análise

  14. Francisco Carlos Popriaga disse:

    Alguns comentários acima confirmam o que o entrevistado esclarece. Vamos ter imenso trabalho para limpar o entulho ideológico.

  15. Guiomar disse:

    Meu pensamento e entendimento por tudo que o povo brasileiro vem vivenciando , se encaixa perfeitamente com todo esclarecimento do Sr. Professor…Wilson Ferreira Cunha. Diagnóstico perfeito do cancro chamado PT.

  16. Assis Utsch disse:

    A Doutrinação Lulopetista – O que leva os lulopetistas a serem tão fanatizados ? O filósofo, matemático e humanista Bertrand Russell incluiu o comunismo no rol das religiões, devido ao comportamento dogmático de seus seguidores. No caso do lulopetismo, depois de suas pregações por anos seguidos, tudo que emana de suas fontes passou a ser verdade absoluta, à semelhança de uma religião. Quaisquer de suas mentiras, após reiteradamente divulgadas, tornam-se verdade. Os fatos contrários tornam-se irrelevantes. Ao mesmo tempo, inventam “fatos” contrários a seus adversários.

  17. Roberto Machado disse:

    Na não foi só o PT, foi toda a ideologia esquerdista que há mais de 3 décadas vem degradando os valores éticos e morais de uma forma sistemática no Brasil.

  18. Aroldo Luiz Morais disse:

    Ainda não consegui entender como professores universitários se deixam cooptar por um líder analfabeto. Sou professor universitário, sempre defendi a democracia, vivo no meio de esquerdistas e nunca me deixei levar por essa política socialista que tem como objetivo comandar a sociedade impedindo que o conhecimento seja o meio pelo qual se desenvolve um país.
    Espero que esse professor tenha a oportunidade de levar essas informações diretamente aos nossos políticos.

  19. Eduardo Campos disse:

    Esse falso ex comunista é uma tremenda enganação, não gosto da política e nem dos fisiológicos políticos brasileiros, mais falar bem do governo FHC, Sarney e época de Serra, o que Lula realmente errou foi não ter educado as crianças de 0 a 10 anos corretamente, como já queria fazer Brizola e antes dele Darcy Ribeiro, o resto é mesmices de politicagem baixa de picuinhas, qualquer cidadão estudado e eu me incluo nesse rol, sabe disso tudo, as favas com antropólogo de comunismo!

    • Malu disse:

      Fale por vc, só por vc. Eu sou professora e Brizola, Darcy Ribeiro, tudo engodo, a criminalidade e o tráfico de drogas, no Rio de Janeiro, cresceu muito do governo do Brizola e daí pra cá só veio piorando e o ensino tbm. Brizola veio com a tal progressão automática, um horror, no ensino fundamental.

  20. Rizo Santos disse:

    Obviamente, uma discussao que tenta “derrubar” os bons trabalhos feitos pelo Lula e a Dilma. Nao existe perfeicao em nada que o ser humano faz mas, vivendo fora, sempre vi com orgulho as mudancas que notei cada vez que voltei a minha Patria amada. Eh interessante notar como o comunismo eh confundido com o socialismo democrata praticado nos paises da Europa (Suecia, Noruega, Italia, Franca, Holanda, Alemanha, e mais). Nesses paises constantemente, a populacao se declara “muito feliz”. Nao somente praticam socialismo democratico, mas tem representacao proporcional, de acordo com o numero de votos recebidos pelos seus partidos. Uma pessoa que se diz educada e escreve ou se declara como cega as mudancas positivas ocorridas no Brasil, nao merece que a/o leve a serio. Nao tenho partido politico, nem mesmo de futebol, mas reconheco que a lenga-lenga sobre roubo, corrupcao, etc… nao eh nada novo. Lembro, quando crianca, do Janio Quadros porque… Ora… qual a crianca que esquece um cara com uma vassoura,
    dizendo que vai limpar o paiz, acabar com a corrupcao, e tudo mais? Nos falta conviccao de que podemos ser honestos, podemos guiar nosso Brasil com fe na nossa gente… Talvez porque nos falta fe em nossa capacidade de ser honestos e tratarmos cada uma de nos como um todo que se chama Brasil. Creio que vou escrever um livro sobre isso, sendo que vejo essa parte da nossa brasilidade como a razao poque estamos sempre pondo falta no nosso trabalho, e caindo na ilusao de que este ou aquele politico que aparece com a vassoura na mao, vai ser o tal. Isso nos deixa vitimas eternas de golpes como esse. Danado costume colonial!

  21. Antonieta disse:

    Me espanta tanta “burridade” por parte de alguém tão “letrado”.

  22. J.C.Santos disse:

    Uma pessoa com uma formação intelectual de primeira qualidade, como a do entrevistado, que viveu parte de sua vida na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, e que também conhece o ambiente político-social brasileiro, como professor universitário da PUC que é, deve, no mínimo, gozar do respeito e da consideração de quem o lê e analisa o que ele tem a dizer. Entendo que o que ele diz faz todo o sentido lógico.

  23. Fabio disse:

    Parabéns ao professor Wilson pelo conhecimento. Mostrou que a esquerdalha brasileira nao chega nem ao pés da, já ruim, injusta e assassina esquerda soviética e chinesa. O PT conseguiu ser pior, mais injusta, mais corrupta e mais assassina que a esquerda asiática. Por isso chamo de esquerdalha.

  24. Patrícia Gus, médica oftalmologista, Porto Alegre disse:

    Que espetaculo de entrevista. Que entrevistado inteligente, culto e eloquente. Quem dera os lulopetistas fossem menos obtusos e pudessem reavaliar a nefasta e duradoura influência que exerceram sobre o Brasil. Mas a sua doutrina de poder é excessivamente ambiciosa e superficial para permitir esse “insight”. Parabéns pela entrevista.

  25. Assis Vicente Benedetti disse:

    Não há reparos à entrevista do prof Wilson Ferreira da Cunha. Clara e objetiva, não tenho partido político, acho um absurdo o número deles, a falta de ideologia clara, falta de compromisso com a ética, o descaso com a educação, a mentira na política etc.
    Sobre o número de sindicatos é simplesmente uma aberração, trabalham para partidos políticos e contra os trabalhadores. Deveríamos ter apenas alguns: dos trabalhadores do setor privado, do patronato, e do empregado público.

    • Marco Antônio disse:

      Na verdade tudo isso começou errado a séculos, opiniões e discussões que não irá levar a lugar nenhum, a corrupção já nasceu no Brasil , a verdade e que, todo mal tem que ser cortado pela raiz, não adianta ficar dando voltas e tentando fugir da VERDADE, somos um País rico em tudo porém ao mesmo tempo jogamos tudo fora, não há seriedade, por tanto, temos que individualmente procurar se melhor e buscar a sobrevivência, não vejo muita perspectiva de melhoras, vejo sim um País afundado na ignorância na falta de ética,respeito e educação.

  26. Márcio Flávio Silva de Oliveira disse:

    #LULA2018
    #LULALIVRE

  27. Ricardo Sousa disse:

    Perfeita análise!

    • maria das Dores M. de Lima disse:

      Considero uma reflexão bem interessante em relação as críticas que faz aos 13 anos de PT, da ideologia PTista … onde a critica parte para dilacerar, esfrangalhar os pensamentos contrários, com o objetivo de homogenização do pensamento do grupo majoritário que sempre definiu os rumos das politicas no Brasil … Na maioria das vezes até se contrapondo os princípios da dialética defendida por Marx. A dificuldade de aceitar os pensamentos contrários causou um grande prejuízo internamente, no avanço das politicas públicas em diversas áreas: educação, saúde, segurança publica etc. que em sua maioria vai de encontro aos princípios do pensamento dialético. Quanto aos prejuízos no campo da educação, concordo que tem que haver mudanças … mas não podemos esquecer e aí precisamos dar os créditos: nos dois governos do Lula houve um grande investimento na estrutura da educação no nosso País … Quanto as metodologias e teorias pedágogicas … não percebi muita coisa nova, foi reafirmado o que já tinha, mais destacou-se no incentivo ao processo de inclusão … O trabalho em grupo não vem da era PTtista, esse método nasce com a teoria da Nova Escola, com o Construtivismo. Só para lembrar foi o pensador russo Lev Vygotsky, quem percebeu que as interações sociais são impulsionadoras do conhecimento, onde a aprendizagem só se consuma intermediada pelo outro, e no Brasil tivemos a grande contribuição de Emília Ferreiro com a teoria do construtivismo criada por Jean Piaget. Enfim estamos vivendo um cenário em que precisamos levar em consideração as diversas reflexões … embora discorde de algumas afirmações, gostei da reflexão do professor Wilson Ferreira.

  28. Joao disse:

    Incrível como a gente consegue ler coisas absurdas (distorcoes evidentes) sajdas da boca de um pseudo i telectual que sequer leu algo sobre a origem do pt na historia do Brasil. Contradições primárias e negação primária do obvio (a verdade é que na gestao do PT houve plena democracia e presença do contraditório, o próprio golpe é resultado disso, houve inversão das prioridades em favor da população e se conseguiu com isso melhoria efetiva na vida da população, desmascarou o Consenso se Washington, se fez políticas públicas eficientes, efetivas e altamente pertinente e situada no espaço-tempo). Bastaria um pouquinho de boa vontade do autor, tanto do texto quanto de alguns comentários, para que não produzissem tamanha distorções. Kkkk. Eu poderia passar o dia demonstrando os equívocos quanto aos fatos, má fé e erros de análise do “professor”. Fica um recado para o teacher, para se justificar como porta voz dos vira-latas precisa de mais cuidado, com tantas leviandades não terá sucesso na empreitada. Kk

  29. Rogério Viana disse:

    As estatisticas de governos totalitários nunca refletem a realidade. São sempre maquiadas para reforçar as ideias propaladas ao, infelizmente, pouco instruído povo que foi transformado em massa de manobra. Se até no presente momento vemos estatísticas manipuladas, imagina nos governos do PT.

  30. Carlos Alberto Kunz disse:

    Seria maravilhoso se o professor Wilson não tivesse razão.

  31. Paulo Roberto disse:

    Alguns recortes da entrevista do professor Wilson da Cunha:

    O que esses governos trouxeram de positivo foi o entendimento de que não se pode confiar em político. Quem disse isso pela primeira vez foi Maquiavel, de que política se faz com humanos e não com santos, com messias. E humanos são capazes de prejudicar pessoas e também o País. Então, isso é um aprendizado.

    Aliás, não existe neutralidade em nenhuma disciplina.

    Na educação, deve durar cinco décadas, porque são novas gerações que terão de vir para limpar isso. Esse entulho autoritário pseudomarxista-socialista-comunista tornou de esquerda a esmagadora maioria dos professores de história. Os livros e até as questões do Enade são tendenciosas.

    Outro dano é a postura crítica, entre aspas, que se sobrepõe à absorção do conhecimento. A crítica é só para aquele que pensa o contrário, não é a crítica que constrói o conhecimento.

    Agora, minhas considerações:

    1.Muito antes de Maquiavel, Platão já desconfiava dos políticos e do povo também. Já dizia ele que o povo não sabia escolher. Bom não esquecer que na democracia ateniense, mulheres, escravos estrangeiros, endividados, não faziam parte do política. Era coisa para os bem- nascidos e com boa educação.

    2.Asseverar não existe neutralidade em nenhuma disciplina ,equivale dizer que todas correm o risco de exercer doutrinação? Não sou ingênuo a ponto de discordar que haja em qualquer matéria o menor viés possível. Aqui, cabe discussão.

    3.O Wilson me pareceu sensato ao nomear de pseudomarxista-socialista-comunista a esquerda contra a qual ele se posta. Há uma generalizada vulgaridade quando se fala de Marx, tanto pelos seus detratores quanto pelos seus “seguidores”. E muitos inadvertidamente ( na “direirta” e na “esquerda”) chamam o Estado de Bem-Estar Social de comunismo.

    4.Postura crítica? No senso comum criticar é falar mal do que você discorda. Mas a palavra crítica, do grego kritikós, significa exame. Examinar, analisar,pesquisar, em suma, estudar , o que evita a incidir nessas impropriedades. Aluno nem sempre é estudante, aliás etimologicamente aluno, significa sem luz. Frequentar a escola sem o mínimo de compromisso e disciplina não torna ninguém crítico, a não ser pelo senso comum.

  32. Luiz Fernando disse:

    ESSE É O LEGADO DO PT (PERDA TOTAL) PARA A EDUCAÇÃO, MAIS DUAS GERAÇÕES DE COLIFORMES FECAIS…

  33. MARCOS THÉ disse:

    Ressalte-se que igualmente declarado e publicado em esse Jornal Opção em 24/09/2016, por Wilson Ferreira Cunha que (…) “os não petistas hoje são perseguidos. Há uma patrulha enorme sobre as pessoas que contestam esse sistema de interesse político esquerdista, “(…) ” poucos historiadores e antropólogos que discutem isso” (…) “Quando fazem isso são imediatamente destroçados, alijados do processo”.
    Deixe-se bem claro a coragem de quem tem fundamento baseado em aquela pesquisa ou estudo, de quem não acredita em coincidências, mas em a persistência de a verdade, porém os que não rezam por essa “Cartilha” de o “lulopetismo”, é literalmente destruído ou deixado de lado ou na obscuridade profissional, educacional e social, simplesmente por não aquentar, participar e/ou aceitar tais desvios de conduta.
    Evidencie-se, portanto, a busca da “clausura intelectual” e/ou mais, de quem detêm o verdadeiro conhecimento e sua consequente capacidade técnico-profissional-educacional, por intermédio de quem não consegue deter a própria ignorância desse mesmo, portanto, o semialfabetizado do poder que é pior que o analfabeto real, por sua empáfia superficial e mentirosa.
    Torna-se bastante vergonhoso para quem procura o conhecimento técnico-profissional-educacional e principalmente, aplica-lo ou transferi-lo para outrem.
    Conceitue-se nossa consciência de o pensamento: O mundo muda, diminui, sempre.

  34. LENICE MONTEIRO ARRUDA disse:

    Achei excepcional essa entrevista ! Foi um grande aula de Política , clara , compreensível e elucidativa ! Felizmente temos no Brasil , ainda , intelectuais voltados para o verdadeiro e saudável exercício da política para o bem de uma nação , para que a Democracia seja uma realidade , e não uma figura de retórica sem sentido , maquiando as intenções espúrias , egoístas , desonestas e corrompidas de políticos profissionais corruptos ! E felizmente , o nível dos entrevistadores esteve à altura do entrevistado , com perguntas importantes e pertinentes ao momento atual em que vivemos . Está precisa , e , apesar de longa , ( e é uma lástima que os brasileiros tenham preguiça de ler … ) interessantíssima , com cada palavra imprescindível em seu contexto final ! Meus PARABÉNS !!!

  35. lika disse:

    Nem FHC, nem Lula, nem Dilma, nem Temer, nem Serra. Todos horriveis. Os politicos precisam se igualar ao povo em termos de regimento de trabalho: 8 horas por dia de trabalho, receber líquido 5 mil reais para sustentarem suas familias, possuire plano medico cuja mensalidade desconte de sua folha de pagamento, trabalhar por 30 anos e estarem sujeitos ao fator previdenciário, para se aposentarem com a media salarial dos 80 maiores salarios. Então darão valor e farão algo benéfico , porque eles estarão dentro desse regime. Acorda, Brasil!

  36. Ronel disse:

    Por isso só nos resta uma única saída, o aeroporto.

  37. JOEL COSME DOS SANTOS ALMEIDA disse:

    Finalmente uma açao efetiva para a discussão deste importante tema. Acredito que a constância de entrevistas, como essa, possam transmitir aos que estão despertando deste sono, adquiram parâmetros para o despertar…esses mesmos darão ombros aos que já estão na luta e engrossarão a quantidade de despertos. É preciso continuar para que sintam que há um porto seguro para os acolher.!!!!

  38. Parabéns pelo trabalho, é uma das melhores entrevistas que já vi na vida. Me inspirou como aluno de jornalismo dado a profundidade dos temas. Gostei bastante!!!

  39. Luiz Celso Carvalho disse:

    A simples existência do PT é nefasta sob todos os aspectos !

  40. Marli Sette disse:

    O correto com novo governo retirar todos os Reitores de esquerda das universidades. E aos poucos colocar ordem dentro delas. Aluno que nao quiser estudar deveriam ser convidados a se retirar dela. Badernas consumo de alcool e drogas tbem deveria ser criminalizado dentro de uma universidade.

  41. juarez lopes disse:

    O melhor texto contemporâneo que já li sobre a realidade política brasileira. Parabéns !

  42. Helen disse:

    Como eu queria q todo eleitor do PT lesse na íntegra essa reportagem.

    • Carmem tomaselli disse:

      Ótima entrevista !!!! E para quem não gostou, temos que dar vez ao contraditório, afinal de contas quem não foi comunista aos 20 anos, não tem coração, mas, quem com 40anos continua comunista não tem cérebro….. de mais a mais, devemos entender que sendo petista dificilmente irá entender o que está escrito, tem que interpretar…. lembram ?!?! Difícil para que quem foi aluno dessa atual escola ….. e alguém comentou que tinha grande graduação e também não entendeu de fato, desmerecer a fala do entrevistado, digo o que apredi em casa : um burro carregando de livros, continua burro. Simples assim !!!!

  43. Eu só me pergunto se o PT representa unicamente a esquerda no Brasil???Existe tal hegemonia?

  44. José Roberto Silva disse:

    Gostaria de saber quando essa entrevista do Professor Cezar foi concedida!. Trata-se de uma republicação?

  45. Uclaucla disse:

    Se é cientista, coleta e analisa dados, onde estão os dados que corroboram a tese de que há muitos petistas em universidades?
    Onde está o paper? Não parece científico afirmar algo que está somente dentro da cabeça do “cientista”, isso tem outro nome, asneira patrocinada partidária.

  46. Maria disse:

    Já tenho 68 anos. Entendi que político não serve p nada; a não ser para me assaltar todos os dias, pois trabalhei 44 anos c carteira assinada e 10 anos sem carteira! Continuo pagando IR no meu mísero salário enquanto políticos são eleitos p enriquecerem a custa do trabalho honesto da classe trabalhadora! Meu desejo e que morram todos os políticos, nAo sobre nenhum p contar istoria!!!!!

  47. Carlos Alberto T. Silva disse:

    BRILHANTE A ENTREVISTA DO PROFESSOR WILSON FERREIRA. É A NOSSA REALIDADE. PARABÉNS!

  48. ANDERSON disse:

    Só mais um falando merda kkk ????

  49. Claudete Teixeira Duarte disse:

    QUE PALHACADA É ESTÁ?

  50. Antonio Miranda disse:

    Tem que ser criado uma outra Instituição de Ensino com urgência, e esquecer esse atual…

  51. LEOPOLDO disse:

    Brilhante o artigo , porém em que pese a densidade da argumentação, data vênia não há qualquer prova para sustentar os argumentos. Penso que o povo que vivenciou as atitudes do governo PT, podem ser melhor avaluados dobque o texto academico proposto pelo professor, com todo respeito, os argimentos nao merecem credito, diante do oco que sao as peovas carreadas.

  52. Paulo Massayoshi Kubota disse:

    Uma pena que esta análise foi até o Temer. E gostei muito na segunda parte sobre os municípios. E por último fiquei surpreso com a análise cristalina da política no Brasil de um estudioso que estudou na URSS da era Brejniev! Espero uma complementação para o cenário pós eleição de 2018.

  53. Ed Farias disse:

    Certamente, para o sujeito, era melhor um monte de gente só usando rodo e bota plástica, sem chances mínimas de entrar em faculdade ou em um curso técnico ou coisas do tipo.

    Ainda que esse sujeito seja dotado mesmo desse todo conhecimento e apelo à autoridade, essa merda que ele tá falando não faz sentido.

    Exceto caso ele esteja chorando as pitangas por causa dos pobres entrando em faculdades federais.

    Geralmente, esse povo elitista tende a desmerecer tudo aquilo que atende uma parcela pequena ou média de gente pobre.

  54. Jane disse:

    Esses homens que se intitulam melhores conhecedores , estudiosos, e não lembra do Brasil antes do PT é um mentiroso para si mesmo? , ou seria opinar de acordo com suas prioridades e benefícios próprios? ,ainda bem que daqui 50 anos não teremos esses conhecimentos pifios e interesseiros em nosso meio.

  55. Teotônio Luz disse:

    Texto que deveria ser divulgado em todos os níveis da sociedade, até em cada esquina, etc.

  56. Aldrim Campos disse:

    Graças a Deus, nos livramos desse mal!!

  57. Renata Rodrigues disse:

    Corcondo plenamente com tudo que ele escreveu!

  58. Maria De Lourdes bortolatto disse:

    Não estranho que a geração anterior ao PT repudia tudo isso. É por vivência, conhecimento na qual somos parte da história. Nós podemos sim diferenciar o estrago que fizeram. Como nas barragens, tinhamos qualidade e veio a avalanche de lama contaminando tudo.
    Há porém pessoas da minha idade que continuam apoiando a lama. Faltou evoluir, já apoiavam o erro antes e não quiseram aprender. Paciencia. Façamos nós a parte qur nos cabe e incentovando os jovrns de valor que não se contaminaram.

  59. JUCELINO DE PAULA E SILVA disse:

    Que brilhante entrevista! Que análise perfeita da realidade contemporânea a qual vivemos! Parabéns, professor! Você realmente merece o título de professor… Abraços

  60. Marcos R. Q. Araújo disse:

    Simplesmente lúcido e brilhante comentário

  61. LUIZ CARLOS PILOTTO disse:

    parabéns pela entrevista

  62. Pedro A M Auler disse:

    Excelente matéria, reflete a triste realidade das universidades no Brasil e a ação criminosa que foi usá-las para impor um pensamento hegemônico de esquerda, dentro de um processo de massificação e dominação política da sociedade. Canalhas.

  63. CarlosBruckmann disse:

    Nunca terão um Prêmio parecido com o Pulitzer!

  64. Edivan Ferreira disse:

    Em relação aos três níveis de ensino estamos de acordo em gênero número e grau. Discordo apenas ao tempo de 50 anos para mudança. Como nós somos mais competentes podemos fazer a revolução educacional em 16 anos. Acredito que ela já teve início.
    Oxalá que Sérgio Moro em 2022 dê continuidade.

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