O estado de Goiás encerrou 2025 com resultados históricos na balança comercial. As exportações atingiram US$ 13,4 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 5,3 bilhões, garantindo um superávit de US$ 8 bilhões, crescimento de 20% em relação a 2024. Os dados foram divulgados pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), vinculado à Secretaria-Geral de Governo (SGG).

O agronegócio manteve papel central na economia goiana, responsável por 81,4% das vendas externas. O setor movimentou US$ 10,9 bilhões, alta de 7% frente ao ano anterior. Entre os principais produtos exportados estão o complexo soja, com US$ 6,2 bilhões (46,5% do total), carnes com US$ 2,7 bilhões (20,6%), minério com US$ 1,8 bilhão (13,4%) e milho e derivados com US$ 1 bilhão (7,6%), este último registrando avanço de 22,4%. Juntos, soja, carnes e minério representaram 80,6% das exportações estaduais.

A China permaneceu como principal destino dos produtos goianos, com US$ 5,8 bilhões (43,4% do total), crescimento de 8,5% em relação a 2024. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com US$ 641 milhões (alta de 57%), seguidos pelo Irã, que importou US$ 392 milhões (crescimento de 95,9%). O México também se destacou, com aumento de 148,3% nas compras, especialmente de carnes.

As importações totalizaram US$ 5,3 bilhões, registrando queda de 4,4% em comparação ao ano anterior. Os principais produtos adquiridos foram farmacêuticos (US$ 1,9 bilhão, 36,2%), veículos, tratores e partes (US$ 773 milhões, 14,4%) e reatores e equipamentos mecânicos (US$ 689 milhões, 12,9%). A China liderou como fornecedora, com 25,2% das compras, seguida pela Alemanha (12,3%) e pelos Estados Unidos (9,2%).

Entre os municípios, Rio Verde foi o maior exportador, com US$ 3,4 bilhões (29% do total), seguido por Jataí (9,6%) e Mozarlândia (5,8%). No campo das importações, Anápolis liderou com US$ 2,1 bilhões (40,3%), seguida por Catalão (20,8%) e Aparecida de Goiânia (15,3%).

Para o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, os números refletem a competitividade estrutural da economia goiana e sua inserção estratégica no comércio internacional. Já o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna, destacou que a segurança jurídica e os avanços na abertura de mercados têm consolidado Goiás como protagonista na rota global de exportações.

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