Marquinhos Marques
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Padre ligado a Gim Argello ataca GDF no encerramento do Pentecostes

Reprodução

150 mil fiéis participaram do encerramento da 8ª edição do Pentecostes, uma das principais festas do calendário cristão do DF. A Missa da Cura, último ato da celebração, teve início por volta das 16h e só terminou depois das 20h, sob o comando do padre Moacir Anastácio. No entanto, ao contrário de anos anteriores, poucos políticos marcaram presença na edição desse ano.

Durante a pregação, o padre Moacir Anastácio fez uma crítica à atual administração do GDF. “Já tem dois anos que não consigo pregar um prego na igreja graças a esse governo que está aí”, disparou. A reclamação foi feita sem a presença do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), que só teve o nome anunciado pelo cerimonial praticamente no fim da Missa de Cura, com o vice-governador Renato Santana e o secretário das Cidades, Marcos Dantas. O baixo quórum de políticos na festividade, que durou três dias no total, e a reclamação sobre Rollemberg vieram pouco mais de um ano após o padre, um dos religiosos mais populares do DF, ter de se explicar ao Ministério Público Federal do Paraná.

Em abril de 2016, Moacir encaminhou ofício aos procuradores da Lava Jato, onde confirmou ter recebido R$ 950 mil de empreiteiras (OAS, Andrade Gutierrez e Via Engenheira) a pedido do ex-senador Gim Argello e do ex-governador Agnelo Queiroz (PT). Os recursos foram doados à Paróquia São Pedro, dirigida pelo padre. O religioso tentou, inclusive, devolver os valores. Gim Argello foi condenado a mais de 19 anos de cadeia, por 10 crimes apontados pela Lava Jato. Recentemente, Agnelo passou oito dias preso, acusado de receber propina durante as obras do estádio Mané Garrincha.

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