Marquinhos Marques
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Deputado distrital Juarezão enfrenta indústria farmacêutica

O deputado distrital Juarezão (PSB) foi notícia no site da Revista Época, por conta do seu Projeto de Lei, aprovado e sancionado no Distrito Federal. A Lei restringe a entrada de propagandistas nas unidades públicas de saúde.

Neste caso a proibição é para os profissionais contratados pelas indústrias e laboratórios farmacêuticos para fazerem a propaganda de seus produtos aos médicos que estão em escala. A demonstração de produtos que muitas vezes é feita inclusive com amostras grátis, com o objetivo de ter mais médicos receitando sua marca aos pacientes.

Para o deputado, esta é uma prática que gera conflito de interesses já que o médico deve receitar o que manda a medicina e não apenas um remédio que o propagandista recomenda.
“Além disso, enquanto os médicos atendem os propagandistas, a população fica do lado de fora esperando por atendimento. Isso é um absurdo. A saúde do nosso país, como um todo, vive uma situação delicada, e cada minuto perdido pode custar a vida de algum paciente na fila de espera”, defendeu.

Juarezão antes de ingressar na vida política, era servidor da Secretaria de Saúde do DF e por conta disso conhece bem a realidade de atividades como esta. “Eu trabalho de acordo com a minha consciência, e a comunidade pediu, pois estas ações dos propagandistas atrapalham o desenvolvimento dos profissionais em atendimento”, concluiu o deputado.

Segundo a Revista Época, que integra as Organizações Globo, a medida de Juarezão mirou atender o apelo popular, mas agora se criou um debate nebuloso: “como os médicos escolhem receitar um medicamento em vez de outro. Parece uma questão técnica, mas sofre influências variadas – até do grau de simpatia do médico pelo representante”.

No Distrito Federal a prática foi proibida, agora resta saber se os outros estados adotarão a mesma medida. Em algumas cidades, a indústria farmacêutica, que tem grande influência na sociedade inclusive no meio político conseguiu manter que seus propagandistas continuem atuando nas unidades hospitalares da capital. Em Goiânia (GO), por exemplo, houve projeto semelhante que tentou ser implantado, porém devido ao lobby da indústria não houve êxito.

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Julia

Que absurdo isso ,sou paciente e como paciente eu sempre fico muito feliz quando recebo amostra grátis assim podendo conhecer um início de tratamento. Nã vejo problema em um representante entrar na minha frente até porque eles demoram no máximo 5 minutos com o médico e o que ele esta deixando de amostra pode mudar a minha vida por anos .