Hélio Rocha
Hélio Rocha

Voto facultativo pode acabar ou pelo menos reduzir a abstenção

O número de eleitores que se abstiveram de votar é maior do que a votação de Maguito Vilela e Vanderlan Cardoso

Certamente que a pandemia contribuiu em parte, mas a imensa abstenção que ocorreu na eleição de domingo, em Goiânia, atingiu nível que não se podia nunca imaginar. A ponto de, juntando-se aos votos nulos, isto tenha representado quase a soma dos votos recebidos pelos dois candidatos.

Vamos aos números: 356.949 (36,75%) deixaram de votar no domingo, 29, no segundo turno. Ou seja, 79.452 a mais do que Maguito Vilela (MDB) e 106.913 a mais do que Vanderlan Cardoso. Votos nulos e em branco e abstenção somados chegaram a 443.688. O candidato emedebista obteve 277.497 votos (52,60%) e o pessedista conquistou 250.036 votos (47,40%).

Juntos, Maguito Vilela e Vanderlan Cardoso obtiveram 527.533 votos — só 83.845 votos a mais do que votos nulos e em branco e abstenção.

Algo assim jamais ocorreria se o voto fosse facultativo, pois quem se alistasse, neste caso, nunca iria deixar de votar. Outro dado importante — se o voto não fosse obrigatório, ninguém iria descuidar em sua manifestação, votando, portanto, com plena consciência.

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