Hélio Rocha
Hélio Rocha

Parece que tudo aconteceu entre 1967 e 1968. Mas o grande ano do Brasil foi 1958

Juscelino Kubitschek fazia um grande governo. Brasília surgia. A bossa nova conquistava o país e o mundo. A brasileira Adalgisa Colombo ganhou o Miss Universo

Adalgisa Colombo: Miss Universo | Foto: Reprodução

O jornalista e pesquisador Ruy Castro escreveu, dois anos atrás, um artigo no qual comentou o ano de 1968, repleto de acontecimentos que na verdade se iniciaram no final de 1967.

Foi o ano do histórico maio francês, de vários protestos de universitários, de levantes contra a Guerra do Vietnã, nos Estados Unidos, e, no Brasil, um terrível período da ditadura civil-militar.

Esses dois anos da década de 1960 marcaram de fato bastante, mas, no Brasil, muito mais triste do que alegre. Um ano também inesquecível, no Brasil, mas neste caso plenamente feliz, foi o de 1958.

João Gilberto: o Guimarães Rosa da música patropi — ás da bossa nova| Foto: Reprodução

O jornalista Joaquim Ferreira dos Santos escreveu um livro sobre esse ano: “Feliz 1958 — O Ano Que Não Devia Terminar” (Record, 190 páginas).

De fato, deveria ter sido mesmo interminável, pois talvez tenha sido o ano brasileiro mais feliz desde a Proclamação da República.

Em 1958 iniciavam-se os notáveis benefícios da administração de Juscelino Kubitschek, considerado o melhor de todos os presidentes. O Rio era a capital, a construção de Brasília entrava na fase final. Circulavam os primeiros automóveis de fabricação brasileira e os rapazes pilotavam lambretas.

Juscelino Kubitschek e o arquiteto Lucio Costa: pensando Brasília | Foto: Reprodução

O maior sonho esportivo dos brasileiros era a conquista da Copa do Mundo, que parecia impossível, mas aconteceu em 1958, na Suécia, com um time fantástico, formado por Gilmar, Djalma Santos, Bellini e Orlando Newton Santos, Zito e Didi, Garrincha, Vavá, Pelé e Zagalo.

Mulheres brasileiras são ou não bonitas? No ano de 1958 ficava mundialmente provado que sim, Adalgisa Colombo arrebatava o título de Miss Universo.

Os goianos viam a sua capital, Goiânia, crescer e assistiam ao surgimento de Brasília. Começavam a viajar por rodovias pavimentadas.

A precariedade de energia elétrica tornava-se coisa do passado, com o funcionamento da hidrelétrica de Cachoeira Dourada. Em 1958 surgiam indícios de que as Universidades Federal e Católica, hoje PUC, estavam nascendo.

A cultura brasileira realizava notáveis avanços. A música nacional conquistava projeção mundial, com o aparecimento da Bossa Nova. A televisão começava a conquistar grande público em Goiás, surgindo a expectativa de que iria aparecer logo, o que de fato ocorreu em 1960.

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