Hélio Rocha
Hélio Rocha

O português e o papiamento de Aruba

Motivos da influência portuguesa — um grande grupo de judeus portugueses viveu em Aruba e Curaçao e portugueses foram traficantes de escravos de Cabo Verde para lá

Encontrava-me uma vez em Aruba, nas Antilhas holandesas, e fui a uma igreja assistir a uma missa. Que foi celebrada por dois sacerdotes, um em holandês, e outro em papiamento, que eu supunha ser um dialeto, mas é mais do que isto. É, na verdade, um idioma.

Havia dois missais para os fiéis, um em holandês, outro em papiamento. Neste é que acompanhei a missa. Impressionou-me muito o tanto de vocábulos que percebi serem derivados do português. Com permissão de um funcionário da igreja, levei o exemplar do missal comigo. Fiz uma pesquisa e descobri que o português é muito forte na estrutura do papiamento, contribuindo também o holandês, o inglês, o castelhano e o crioulo de Cabo Verde.

Dois motivos da influência portuguesa — um grande grupo de judeus portugueses viveu em Aruba e Curaçao e portugueses foram traficantes de escravos de Cabo Verde para lá.

Alguns exemplos de termos em papiamento: bon bini é bem-vindo. Pasa un bom — passe bem. Pan, pão. Mi stima — eu gosto

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