Hélio Rocha
Hélio Rocha

O alto custo do baile da Ilha Fiscal

A festa foi uma  homenagem à tripulação do navio chileno  almirante Concrane e também para festejar as bodas de prata da  princesa Isabel e do conde D’Eu

Quem chega ao  Rio de  avião pelo Aeroporto Santos Dumont tem uma boa   ideia da Ilha Fiscal, que  fica  próxima.  No tempo de  Dom Pedro II, ela pertencia à casa  imperial e nela se edificava um  palacete. Foi  lá que se realizou uma  célebre festa. Foi no dia 9  de novembro de 1889, um  sábado.

Por incrível que pareça, seis dias depois o império caiu, com a proclamação da  República. A festa foi uma  homenagem à tripulação do navio chileno  almirante Concrane e também para festejar as bodas de prata da  princesa Isabel e do conde D’Eu. Dom Pedro II tinha fama de austero, mas essa festa foi  super suntuosa,  com fantásticos gastos. Compareceram mais de 5 mil e  500 pessoas.  Veja-se  que nela se consumiu. 

Na festa foram consumidos 3 mil pratos de sopa, 50 caixas de peixes grandes, 800 latas de lagosta, 800 quilos de camarões, 100 latas de salmão, 3 mil latas de ervilhas, 1.200 latas de aspargos, 400 diferentes saladas, 800 latas de trufas, 12 mil frituras, 3.500 peças de caça miúda, 1.500 costeletas de carneiro, 1.200 frangos, 250 galinhas, 500 perus, 64 faisões, 80 patos, 23 cabritos, 25 cabeças de porco, 18 mil frutas, 1.200 pratos doces, 20 mil sanduíches, 14 mil sorvetes, 50 mil quilos de gelo – tudo isso regado a 10 mil litros de cerveja, 80 caixas de champanhe, 20 Caixas de vinho branco, 78 de tinto, 90 vinhos de sobremesa, além de 26 de conhaque, vermutes e outros licores.

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