Hélio Rocha
Hélio Rocha

Mina do Abade, bom tema para um filme, que quase foi feito por Aurélio Tomassini

O produtor queria fazer um filme sobre um problema ambiental em Pirenópolis. E eu seria o roteirista. Mas ele, depressivo, acabou se matando

No começo da década de 1980 houve um movimento para fortalecer o basquete em Goiás e alguns craques desse esporte do Rio vieram para Goiânia.

Entre eles, Aurélio Tomassini, que jogava no Botafogo carioca e que era também ligado ao cinema, como ator. Louro, alto, praticamente dois metros de altura, Aurélio tinha fama de homem bonito e havia feito papel de galã em alguns filmes.

Aurélio Tomassini e Pepita Rodrigues | Foto: Reprodução

Aurélio se tornou também empresário em Goiânia, sócio de César Sebba e, quando voltou ao Rio, decidiu produzir filmes. Fez “Massacre em Caxias” e pretendia realizar um filme em Goiás baseado num episódio acontecido no município de Pirenópolis.

O produtor queria que eu fizesse o roteiro para esse filme, que teria um apelo ecológico acima de tudo. Este fato foi o da exploração de ouro, por uma empresa estrangeira, na cachoeira do Abade, nas proximidades de Pirenópolis. Começou a ocorrer grande poluição do Rio das Almas e isso provocou uma revolta popular.

Certo dia, grande número de homens mascarados invadiu o local e destruiu as máquinas. De fato, se trata de bom tema para um filme. Mas Aurélio Tomassini acabou vencido por  um processo depressivo que o levou  ao suicídio.

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