Hélio Rocha
Hélio Rocha

Latim, que faz falta, pode melhorar o aprendizado do português e de outras línguas

“O latim não morreu; apenas se transformou, com o tempo, em português, castelhano, francês, italiano, romeno, que representam seus estágios modernos”

Certa ocasião produzi um artigo defendendo a introdução de noções de latim no ensino médio brasileiro. Um leitor do jornal enviou uma carta criticando a ideia, dizendo que se trata de língua morta, que o jovem tem de prender é inglês, principalmente agora com o domínio digital.

Na verdade, o latim não está totalmente morto, pois vive em outros idiomas, inclusive no Inglês, cujo vocábulo se divide, em certa da metade origem saxônica e cerca da metade de origem latina. Acrescente-se que as palavras em inglês da linguagem digital são de origem latina, como resetar e inserir.

Na introdução do seu livro “Não Perca o Seu Latim” (Nova Fronteira, 265 páginas), Paulo Rónai transcreve uma citação do professor Roberto Lyra Filho: “Uma das razões do estudo, sempre útil, do latim para nós, é o que o idioma tem de conducente à boa ordenação do pensar e ao despojado encanto no dizer”.

Paulo Rónai, húngaro de nascimento e brasileiro por adoção, escreve: “Chamaríamos este livro [“Não Perca o Seu Latim”] de inventário, se considerássemos o latim uma língua morta. Mas, a rigor, ele não morreu; apenas se transformou, com o tempo, em português, castelhano, francês, italiano, romeno, que representam seus estágios modernos, diversificados. Que a lado deles por tanto tempo se tenha mantido um estágio mais antigo, isto prova suas qualidades e seu prestígio”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.