Hélio Rocha
Hélio Rocha

Goleiros negros discriminados na seleção brasileira. Barbosa foi o mais injustiçado

O Brasil perdeu a Copa do Mundo de 1950 para o Uruguai, com 200 mil pessoas no Maracanã, por 2 x 1

Foi uma tragédia para o futebol brasileiro a derrota de 2 x 1 sofrida para o Uruguai, em 16 de julho de 1950, no então recém-inaugurado Maracanã, no Rio. O sonho do título mundial virou um pesadelo.

O goleiro Barbosa, da seleção brasileira em 1950 | Foto: Reprodução

O segundo gol do Uruguai foi marcado pelo ponta-direita Gighia. Para muitos, o goleiro do Brasil, Barbosa (1921-2000), falhou.

O jornalista Armando Nogueira escreveu: “Certamente, a criatura mais injustiçada na história do futebol brasileiro. Era um goleiro magistral. Fazia milagres, desviando de mão trocada bolas envenenadas. O gol de Ghiggia, na final da Copa de 50, caiu-lhe como uma maldição. E quanto mais vejo o lance, mais o absolvo. Aquele jogo o Brasil perdeu na véspera”.

Barbosa era negro e isto acarretaria uma espécie de discriminação, pois goleiros negros não foram mais convocados para as copas seguintes. Foram chamados posteriormente goleiros como Castilho, Gilmar, Leão e até um, Valdir Peres, que falhou na Copa de 1982, na derrota para a Itália na Copa disputada na Espanha. A seleção brasileira era a melhor dessa competição. Depois de longo tempo é que foi chamado o goleiro Dida.

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