Hélio Rocha
Hélio Rocha

Goiânia e o 16 de julho de 1950: a “tragédia do Maracanã”

Idosa torceu contra o Brasil acreditando que a seleção canarinho estava enfrentando o Araguaia, o atual Vila Nova

De acordo com o recenseamento do IBGE de 1950, Goiânia, naquele ano, tinha população de apenas 50 mil habitantes. Nos 10 anos seguintes é que ocorreria o primeiro crescimento expressivo, triplicando-se o número de habitantes.

No dia 16 de julho e 1950, há 70 anos, a população em peso, quem gostasse ou não de futebol, foi ouvir a transmissão do jogo no qual o Uruguai venceu o Brasil por 2 X 1 e foi campeão do mundo, quando a seleção brasileira era a grande favorita. O jogo foi chamado de “tragédia do Maracanã”.

Alcides Ghiggia faz um gol contra o Brasil, em 1950 | Foto: Reprodução

Em Goiânia havia na época um tipo popular chamado Sebastião Burro Preto, que era muito estimado na cidade. Ele foi ouvir o jogo em uma casa cujo dono gostava dele. Quando o Brasil marcou o primeiro gol, assinalado pelo ponteiro Friaça, Burro Preto passou a gritar, alto: “Agora arrecua, Brasil, arrecua, Brasil!”

Mas o jogo prosseguiu, Schiaffino e Ghiggia marcaram e o Uruguai venceu.

O jornalista e escritor Eliézer Penna, então jovem, tinha acabado de se mudar para Goiânia. Estava hospedado em um hotel chamado Santo Antonino, na Rua 68, quase esquina com Avenida Paranaíba. Os hóspedes foram ouvir o jogo no pequeno hall do hotel.

Eliézer Penna estranhou porque havia uma idosa torcendo contra o Brasil. Depois ficou sabendo que ela achava que o Brasil estava enfrentando o Araguaia, clube que, na época, disputava o campeonato goiano. O Araguaia seria depois transformado no Vila Nova.

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