Euler de França Belém
Euler de França Belém

TV Anhanguera demite Ricardo Freitas, do Bom Dia Goiás. Quem garante que audiência vai subir?

E se o problema principal não forem os jornalistas, e sim os proprietários, que não querem investir e parecem desmotivados?

De Ricardo Freitas pode se dizer muitas coisas — como sério, competente e experimentado. Não se pode dizer, porém, que é mágico, porque não é. Para elevar a audiência da TV Anhanguera, cada vez mais perdendo espaço para a TV Record, o profissional, longe de entender de jornalismo, precisa fazer um curso de magia. Pois, como não tem vínculos com o oculto, Ricardo Freitas foi demitido.

Ricardo Freitas era editor-chefe do “Bom Dia Goiás”. A audiência do programa está caindo e, com a saída de Mariana Martins, que optou pela Record, não estão conseguindo reverter o problema. Agora, demitiram o editor. Amanhã, não tendo mais quem demitir, colocarão na rua a diretora de Jornalismo, Brenda Freitas.

Recebo dezenas — quiçá centenas — de e-mails e mensagens que, invariavelmente, culpam Brenda Freitas pela queda de audiência. Ela seria pouco criativa e não saberia agregar a equipe. Mas culpar tão-somente Brenda Freitas pelos problemas é como tentar esconder o sol com uma peneira. Pode até agradar seus desafetos imediatos. Mas o problema é muito maior do que a jornalista. Se for tirada, a audiência vai subir? É possível que não.

O fato é que a equipe da Anhanguera está desmotivada e os jornalistas e cinegrafistas reclamam, de maneira cada vez mais frequente, da falta de estrutura. O que se diz, e não apenas nos bastidores, é mais ou menos assim: “Se os donos não estão motivados, se não estão investindo de maneira maciça no negócio, por que nós vamos ficar motivados?” As palavras podem não ser exatamente estas, mas o sentido é o mesmo.

Polyana Jereissati: interesse na TV Anhanguera

O diretor de programação da TV Globo, Amaury Soares, esteve na Anhanguera e conversou com várias pessoas. Percebeu, de cara, que o principal problema é que a cúpula da Anhanguera ficou para trás, em termos de jornalismo e empresariais, e que culpar apenas um funcionário, no caso Brenda Freitas, não resolverá a situação. De fato, a diretora não se dá bem com parte de seus subordinados, mas talvez seja mais vítima do que sujeito de uma engrenagem que não funciona mais, que ficou para trás — talvez em definitivo. Ricardo Freitas foi demitido, mas seu afastamento provavelmente não vai elevar a audiência do “Bom Dia Goiás”. A audiência talvez até caia um pouco.

Um poeta sugeriu que, se era difícil trocar o governante de plantão, talvez fosse mais fácil trocar o povo. No caso da Anhanguera, no lugar de demitir Brenda Freitas — como se fosse a Nero da Serrinha —, o mais apropriado, quem sabe, é trocar os proprietários da emissora. “Sangue” novo e vontade de investir podem ser armas eficazes contra a modorra generalizada. O Grupo Zahran desistiu de adquirir a emissora. A empresária e jornalista Polyana Jereissati, de Pernambuco (e não do Ceará), esteve em Goiânia e manifestou interesse em assumir o comando da Anhanguera. Gostaria de comprar inclusive os imóveis. Mas, até agora, o negócio não chegou aos papéis.

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Renato

Problema lá passa-se pelo atendimento e produção.
Primeiro as pessoas ligam p passar alguma informação do que aconteceu,principalmente a noite não dão a mínima.
Outra quando você que fazer algum movimento alguma notícia,tem que passar por mais de dez pessoas e ninguém decidem nada pegam o telefone da pessoa p retornar e nem retorna.a decisão de fazer uma matéria está na mão de uma pessoa p decidir e eles são muito arcaicos na hora de decidir.
Nas outras emissoras é diferente eles agem rápido.
Lá na Anhanguera tá na época da ditadura tem que ser revisado e visto se pode ou não.

Aroldo Evangelista

Ninguém aguenta ficar assistindo trânsito, é so enrolação…