Euler de França Belém
Euler de França Belém

Revista Playboy demite jornalistas mas direção afirma que, apesar da crise, não será extinta

Direção diz que “a revista não será terceirizada para outra editora e o conteúdo continua sendo próprio” e que conta com “uma equipe com mais de 20 pessoas”

Luana Piovani é a primeira capa da nova Playboy

Luana Piovani: atriz estampou a primeira capa da nova Playboy

A nova “Playboy”, se brincar, se tornará a velha “Playboy” — tende a ser extinta antes de emplacar. Não é o que se espera, pois, se fechar, será um produto editorial a menos no mercado. O problema da revista é menos da revista, e sim o que o mundo da nudez se tornou. A internet é pródiga em fornecer nu, inteiramente gratuito, para quem estiver disposto a navegar pelos vários sites. Há fotografias. Há vídeos, inclusive mostrando pessoas transando. Há filmes. Há sites de garotas e garotos de programa. Há os aplicativos pelos quais as pessoas podem se comunicar e marcar encontros, ou apenas se mostrar ou exibir um para o outro. O sexo se tornou mais interativo com a internet e os celulares (minicomputadores). Não dá para competir, por mais que a produção de uma revista seja caprichada e que se invista em bom gosto. A impressão que se tem é que, quanto mais sofisticada, explorando mais o sensual e o sutil, mais a revista é percebida como conservadora e avessa aos novos tempos. Déjà vu. Vive-se no tempo excessivo, mais de quantidade do que de qualidade.

A direção da “Playboy” brasileira frisa que, apesar do mercado adverso, a revista continua, não será extinta. Mesmo assim, a editora PBB demitiu o editor-chefe, Roberto Saraiva, o editor de Moda, Gregório Souza, e os repórteres Felipe Seffrin e Natália Horita. Eram os únicos que tinham carteira assinada. Três profissionais, pessoas jurídicas, e dois estagiários da área de arte permanecem cuidando da revista, do site e das redes sociais. Mesmo se muito experiente, é uma equipe muito pequena para tarefa tão hercúlea.

Antes, a diretoria há havia demitido quatro jornalistas, inclusive o diretor de redação.

A cúpula da “Playboy” diz que prejuízos acumulados levaram às demissões. A edição de aniversário vendeu só dois anúncios, o número de assinantes não passa de 500 e a revista não está vendendo bem nas bancas. As informações são do Portal Imprensa.

Comunicado da Playboy

Na terça-feira, 6, a diretoria da “Playboy” divulgou um o comunicado:

“Em virtude das demissões ocorridas na Playboy Brasil na última semana, a PBB Editora esclarece que:

“- Algumas demissões aconteceram na última semana por readequação da estrutura da publicação;

“- Uma equipe com mais de 20 pessoas é responsável pela revista (incluindo diretor de redação, arte, financeiro e operacional).

“- A revista não será terceirizada para outra editora e o conteúdo continua sendo próprio. Aliás, a PBB preza por conteúdo de qualidade em sua publicação. Esse é um dos nossos pilares;

“- O encerramento da revista está totalmente descartado;

“A PBB reitera que também sofre com a atual conjuntura econômica do país, como acontece com todo o mercado editorial brasileiro. No entanto, nossa publicação vem se consolidando no mercado (até o momento foram quatro edições: Luana Piovani, Vivi Orth, Marina Dias e Pathy Dejesus) e a empresa vem evoluindo em outras frentes: como a digital e de eventos.

“Cabe ainda esclarecer que a PBB não tem medo de mudanças e acredita que elas são necessárias para levar ao leitor o melhor produto possível.”

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