Euler de França Belém
Euler de França Belém

Playboy americana volta a apostar no nu total

Cooper Hefner diz que a retirada do nu integral foi um erro editorial 

O mundo mudou: a mulher vestida parece mais sensual do que a mulher nua. Porque o nu, excessivo, desperta atenção, mas não tanto quanto antes: o excesso, a quantidade que absorveu a qualidade, tornou-o, não sem sentido, mas trivial. O nu de uma atriz famosa, dessas que jamais posaram nua, até que atrai compradores de revistas como “Sexy” e “Playboy”. Porém, mulheres que estão sempre nuas, em revistas ou na internet, não são mais tão atraentes — no sentido de inescapáveis, de que o leitor tem de comprar a revista para vê-las—, ainda que sejam bonitas de rosto e corpo.

Entretanto, embora o nu tenha deixado de ser inteiramente escandaloso, porque não mais incomum, há quem, ao comprar uma revista como a “Sexy” e a “Playboy”, queira ver as mulheres inteiramente nuas, sem adereços — ou sensualidade produzida. Quando, em 2016, a “Playboy” americana decidiu acabar com as fotos de nu “integral”, houve certa comoção. Agora, por decisão de Cooper Hefner, o nu total volta às páginas da revista. “Foi um erro” a decisão anterior, afirma o executivo. A edição de março-abril, com o slogan “nudez é normal”, terá o retorno do nu dito “integral” (como se fala em Portugal). Há um ideal? Talvez a combinação de nus totais com nus parciais — com fotos, digamos, mais “artísticas”.

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