Euler de França Belém
Euler de França Belém

Neymar, Playboy e a modelo Patrícia Jordane ganham com exposição na mídia. Ninguém perde nada

Neymar ameaça processar a Playboy. Mas a morena que supostamente encantou o jogador vai encantar os brasileiros e retirar dinheiro do bolso dos compradores da revista

patricia-jordaneA “Playboy”, revista publicada pela Editora Abril, tem uma tradição de seriedade. Mas é possível que haja, de vez em quando, algum exagero. Talvez seja o caso da modelo Patrícia Jordane (de 21 anos) – e como há modelo neste país de Capitus, Diadorins e Baleias. As revistas, quando publicam as fotografias de mulheres nuas, na falta de qualificativo mais chamativo, chamam-nas de “modelos”. Trata-se de uma palavra – quase valise – na qual cabe quase tudo. Tempos depois, com exceções, algumas modelos aparecem, de corpo e alma, em salões requisitados por homens com dinheiro, como o Real Privê. Esta casa de Goiânia, que recebe mulheres guapas que posam para algumas revistas, como a “Sexy” e outras semi-vips, às vezes parece sucursal de publicações seriíssimas do país. Porque posou lá aparece aqui, mais nua do que na revista, não raro apresentada como “bailarina”. Como Bentinho, o personagem de Machado de Assis, ficamos na dúvida.

Corte para o mundo esportivo. Como se sabe entre as marias-chuteiras, jogadores de futebol são uma espécie de banqueiros da plebe às vezes rude. Jogadores bem-sucedidos, com muito dinheiro no banco e carrões de luxo, como Ferrari e Porsche, costumam aparecer em público e nas boates com belas mulheres – algumas marias-chuteiras, outras não (algumas são atrizes). É possível que alguns saiam com tantas mulheres que, depois, se esquecem delas, tanto do corpo quanto do nome. Pelo menos um jogador, o goleiro Bruno, ex-Flamengo, encomendou a morte de uma maria-chuteira, a jovem e inocente Eliza Samudio.

A “Playboy” levou às bancas uma edição com uma fotografia de uma maja desnuda que, a bela moçoila garante, teria sido namoradinha de Neymar, sim, o craque da Seleção Brasileira. Namorada, nem tanto – a, digamos, modelo Patrícia Jordane admite. Mas, como dizem alguns jovens, uma espécie de “ficante”. Neymar, apaixonado pela atriz Bruna Marquezini – entre idas e vindas –, garante que não namorou nem “ficou” com miss Jordane. Talvez seja o ciúme de la Marquezini, que marca sob pressão, que tenha levado Neymar a irritar-se, não com as fotos de Jordane, é claro, e sim com as declarações de que foram namorados ou quase. Os advogados de Neymar estão a postos para processar a revista. Mas há alguma reparação – exceto financeira? Anote: acordo à vista.

“A morena que encantou Neymar”, segundo as palavras da revista, teria dito que conheceu o jogador em 2012 “mas não rolou nada”. La Jordane contou que, em seguida, no Reveillon de 2013, em Florianópolis, rolou uma química esperta entre a dupla, na versão da, vá lá, modelo. Depois, o jogador e a modelo ficaram juntos no carnaval. Aí, como em Floripa, teria rolado alguma coisa de mais substancial. Jovens com os hormônios em dia se acertam rapidinho.

O jogo é o seguinte, caro leitor: quanto mais polêmica, quanto mais exposição na mídia, mais a revista vai vender. No fundo, é bom, muito bom, para todos. Neymar fica com fama de garanhão supremo. Se perder a beldade Bruna Marquezine, ganha dezenas de outras, quem sabe, igualmente famosas e glamourosas. A srta. Jordane ganhará mais trabalhos como “modelo” e, quiçá, poderá namorar (e não apenas ficar com) um jogador promissor. É o jogo esperto da sociedade do espetáculo, com seus temas artificiais e frágeis, mas que parecem seriíssimos. No final, tudo rende um bom dinheirinho.

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