Jornalista do DF tem três reportagens selecionadas para o Prêmio Vladimir Herzog

Textos de João Negrão reportam os valores e os dramas vividos por minorias sociais como os indígenas, negros, integrantes de religiões de origem africana

Zezé Silva

Especial para o Jornal Opção

O jornalista João Negrão, editor do portal de notícias Expresso 61, de Brasília, teve três reportagens selecionadas para o prêmio Vladimir Herzog. Considerado uma das mais importantes condecorações do jornalismo no Brasil, o Prêmio Vladimir Herzog é realizado anualmente com o objetivo de ressaltar e valorizar profissionais e veículos da área de comunicação que se destacam por informar a população com o foco na defesa da democracia, da cidadania e dos direitos humanos.

João Negrão tem 39 anos de profissão. Nestas quase quatro décadas, atuou como jornalista em diferentes instituições e empresas de comunicação localizadas no Distrito Federal (DF) e no Mato Grosso (MT). Em sua carreira profissional constam participações no Fórum Nacional de Cultura, Mutirum Instituto da Cultura, Revista BSB Brasil, Revista e Portal 3 Poderes Brasil, jornal impresso e site Estação Brasília e Repórter Brasil Central, todos no DF. Em MT, João Negrão trabalhou na TV Centro América, TV Mais, TV Pixé, Veja Centro-Oeste, Jornal A Gazeta, Folha do Estado e no governo do Estado de Mato Grosso, entre outros.

João Negrão: jornalista | Foto: Divulgação

Grande parte dos trabalhos jornalísticos produzidos por João Negrão destaca-se por reportar os valores e os dramas vividos por minorias sociais como os indígenas, negros, integrantes de religiões de origem africana, membros de ocupações urbanas, trabalhadores rurais e componentes de comunidades quilombolas. Os três textos selecionados para o prêmio Vladimir Herzog, todos publicados no portal Expresso 61, seguem a mesma tendência ao apresentar, de forma sensível e aprofundada, as mazelas sociais. Uma das reportagens — “Testemunhos da história de uma das maiores crueldades contra seres humanos indefesos” —, retrata a exploração, o preconceito, as dores e as alegrias vividos por deficientes mentais, chamados popularmente de bobos.

A segunda matéria jornalística destacada para concorrer a premiação — “Mata Cavalo, 30 anos depois: a resistência de um quilombo sempre ameaçado de destruição” — mostra o reencontro do jornalista com os integrantes de uma comunidade quilombola que vive nas proximidades de Cuiabá, que, três décadas depois, ainda luta pela garantia do direito à terra, à alimentação, à saúde, à vida. O terceiro trabalho — “Latifundiários invadem terras e mantêm acampados sob ameaça de morte em Mato Grosso com apoio do Incra” — mostra a ocupação irregular por grileiros e pistoleiros de uma área que já havia sido alvo de investigação da Polícia Federal pela venda ilegal de lotes da reforma agrária.

Zezé Silva é jornalista.

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