Euler de França Belém
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Especialista diz que Instagram não funciona para aumentar audiência de jornais

Carlos Willian garante que é um autoengano perceber o Instagram como ampliador de acesso a artigos e reportagens

O jornalista e especialista em redes sociais Carlos Willian Leite, editor da “Revista Bula”, diz que as grandes ideias são logo apropriadas pelos jornais e revistas, sobretudo para fomentar e aumentar a audiência, o que representa, por vezes, mais faturamento comercial. “O ‘New York Times’, o ‘Washington Post’, a ‘Folha de S. Paulo’, ‘O Estadão’, ‘O Globo’, a “Veja’ e a ‘Epoca” não dão tanta importância ao Instagram. O motivo é prosaico: porque, se pode gerar uma fofoca imediata a respeito de um assunto, pois funciona como uma espécie de coluna social, não leva, necessariamente, a uma maior audiência dos veículos. Não dá sequer para postar links”.

O Instagram de um jornal deve ser visto, afirma Carlos Willian, praticamente como um veículo à parte. “Porque não representa aumento de audiência. E há um problema que está acontecendo no Facebook e no Twitter: o Instagram vai limitar o alcance das postagens. Não estou sugerindo que não se deve ter Instagram, e sim que é preciso entender, de maneira precisa, o seu alcance para a obtenção ou não de audiência”.

O expert em redes sociais frisa que “o Instagram não funciona para veículos de comunicação. Quem acreditar nisto está perdendo tempo e certamente vai gastar dinheiro à toa. Muito mais produtivo é manter arquivos do material jornalístico de qualidade na internet. Este material, que não é perecível, deve ser divulgado com certa frequência nas redes sociais, porque os leitores estão sempre mudando, e também será acessado via portais de busca, como o Google. Tais portais são, por vezes, até mais cruciais para os jornais do que as redes sociais. Mas é preciso preservar a integridade dos arquivos. O que estou dizendo é o bê-á-bá da ampliação da audiência na internet, mas percebo que alguns editores e proprietários de jornais estão sempre procurando ‘soluções’ equivocadas e milagrosas. Aí, por vezes, caem nas mãos dos aproveitadores e profetas da ilusão. É o que o economista e filósofo Eduardo Giannetti chama de autoengano”.

Carlos William sugere que, bem utilizado, o WhatsApp pode contribuir para aumentar e potenciar audiência.

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