Euler de França Belém
Euler de França Belém

Edição impressa da “Playboy” americana é extinta

A crise do coronavírus, que deve gerar uma recessão global, acelerou o fim da publicação, diz o CEO da empresa

Conta-se que a “Playboy” brasileira (criada em 1975) era tão boa, mas tão boa — sim, está se falando de qualidade editorial e, claro, de tudo mais  —, que chegou a inspirar a “Playboy” americana (criada em 1953 — há 67 anos). A patropi nasceu depois e foi para o “sal” antes da ianque. Chegaram a lançá-la na internet — até com mulheres bonitas e charmosas, mas com um jornalismo de segunda linha, o que lhe tirou o charme e graça (a internet “matou” a revista de mulher nua). Tornou-se uma caricatura. Agora, a “Playboy” dos Estados Unidos não sairá mais impressa.

A empresa avisou que a edição desta semana é a última. O CEO Ben Kohn garante que a crise provocada pelo coronavírus acelerou a extinção da revista impressa. Mas já havia uma conversa, na empresa, sobre a permanência apenas como revista digital (Playboy Interview, 20Q, Playboy Advisor).

Marilyn Monroe, bela e, sobretudo, uma estrela, saiu na capa da primeira edição da “Playboy” — que vendeu 50 mil exemplares. Conta-se que nos Estados Unidos, como no Brasil, os homens, notadamente, compravam a revista e diziam para suas mulheres e namoradas: “As entrevistas são espetaculares”. De fato, eram. Mas os homens, no geral, claramente não compravam a publicação por causa das entrevistas, e sim por causa das mulheres tão lindas quanto esculturais. Vários até liam as entrevistas — sim, quase sempre espetaculares. (Confesso, sem tortura, que, antes das entrevistas, as feitas pelo Jovem Gui ou por Ruy Castro, eu dava uma olhada nas mulheres. Cheguei a ser assinante, admito).

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