Euler de França Belém
Euler de França Belém

10 filmes em que os atores realmente fizeram sexo explícito

Mesmo em filmes que não são pornográficos, há cenas de sexo que são verdadeiras. Há casos de uso de dublês, mas em geral são os próprios atores que protagonizam as cenas

Montagem

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A repórter Maricela Flores, do jornal mexicano “El Universal” (9 de outubro), listou dez filmes em que os atores — ou seus dublês — realmente mantêm relações sexuais. “Nem tudo no cinema comercial é ficção. O sexo real não se dá apenas nos filmes pornôs”, afirma. Por isso, ela decidiu apresentar uma amostra. O título da reportagem é: “10 cintas en las que el sexo fue real”.

Tema tabu, o sexo é uma obsessão que intriga homens e mulheres. As pessoas têm imensa curiosidade sobre a sexualidade alheia, como se fosse um espelho da sua. “Sabemos que é um dos momentos mais íntimos em que só os envolvidos são testemunhas das emoções do outro e isso o torna um objeto de grande curiosidade”, sublinha a repórter. “No cinema também é um tema recorrente. Sem importar o gênero, o tema ou até a classificação do filme, em quase todas as cenas nas quais se mostra de forma mais ou menos explícita”, o sexo “causa polêmica e indignação entre os mais conservadores”.

“El Universal” sugere que “a linha entre a arte e a pornografia é muito tênue. Os filmes pornôs são uma ‘porta’ para a intimidade dos outros. Mas o que acontece quando são os filmes convencionais” — alguns ditos até de arte — “que contêm cenas cheias de intensidade sexual?” O poeta francês Guillaume Apollinaire (1880-1918) escreveu que “a pornografia é o erotismo dos outros” (“a pornographie c’est l’erotisme des autres”).

Maricela Flores frisa que “o sexo como arte busca demonstrar a complexidade nas relações humanas por intermédio de uma conexão física e mental, permitindo que nos adentremos ao mais profundo das personagens”. As cenas nem sempre são simuladas, ou incluem dublês, e são de um realismo ímpar. Os atores se tornam as personagens, criando uma sensação realista densa.

A lista do “El Universal” inclui dez filmes avaliados como não-pornográficos em que as cenas de sexo são “verdadeiras”, e não meras “atuações”. Os textos abaixo são do jornal. Traduzi o material quase de maneira literal, acrescentando informações,e adaptando aqui e ali para melhor compreensão do leitor brasileiro. Se o leitor quiser verificar o texto original — às vezes condensei o material, o que pode gerar distorções —, deve consultar um link do jornal (http://de10.com.mx/top-10/2016/10/09/10-cintas-en-las-que-el-sexo-fue-real).

Alerto que os vídeos contêm cenas fortes. Portanto, quem não quiser vê-los, para não ficar escandalizado, deve se contentar com a leitura do texto.

1 — Anticristo, de Lars von Trier (2009)

O filme de Lars Von Trier tem cenas muito intensas. Numa delas, filmada em branco e preto e em câmara lenta, se vê Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg fazendo sexo no banheiro. O sexo é real, mas a cena foi protagonizada por dublês.

2 — O Império dos Sentidos, de Nagisa Oshima (1976)

O filme foi apresentado no Festival de Cannes de 1976 e houve comoção no auditório. Todas as cenas de sexo são completamente reais e explícitas. O filme é baseado na verdadeira história de Sada Abre, cortesã japonesa conhecida por asfixiar eroticamente o amante e cortar seu pênis. Quarenta anos depois, o filme segue censurado no Japão.

3 — Clip, de Kaja Milos (2012)

O filme narra a história de Jasna, uma jovem que vive com sua mãe em um povoado da Sérvia, entre festas, drogas e álcool. Foi aclamado pela crítica, mas na China, na Rússia e na Noruega (país tido como liberal) fui catalogado como um filme que promove a pedofilia e a pornografia infantil. A atriz Isidora Simijonovic assegura que não participou das cenas de sexo, mas a equipe de produção diz o contrário.

4 — Um Estranho no Lago, de Alain Guiraudie (2013)

O cenário deste filme francês é um lago em torno do qual se reúne um grupo de banhistas (homossexuais). Trata-se da história da paixão de Franck (Pierre Deladonchamps) por Michel (Christophe Paou). Um assassinato desata uma série de intrigas e suspeitas. O filme foi premiado em Cannes e é único, já que seu elenco é formado 100% por homens.

5 — Calígula, de Tinto Brass (1979)

O filme é um dos mais polêmicos da história do cinema. Conta a vida do famoso imperador romano, caracterizado por seus excessos. Mantinha relações sexuais com homens, mulheres e até animais. As cenas explícitas de sexo (muitas teriam sido cortadas para não chocar) foram qualificadas por algumas pessoas como pornográficas.

6 — Deite Comigo, de Clement Virgo (2005)

O filme canadense estreou no Festival Internacional de Cine de Toronto e se inspira na novela homônima de Tamara Berger. Leila é uma jovem sexualmente voraz que se relaciona com homens em breves encontros íntimos. Os protagonistas, Eric Balfour e Lauren Lee Smith, admitiram que as cenas de sexo são reais. Não foram feitas por dublês.

7 — Love, de Gaspar Noé (2015)

O filme trata de um estudante de cinema americano, Murphy, que recebe um telefonema que o avisa do desaparecimento de uma mulher, Electra, com quem compartilhou experiências sexuais, como ménage a trois e swing, durante dois anos. Ele relembra a história de sexual de ambos.

8 — Pasolini, de Abel Ferrara (2015)

O filme narra os últimos dias do brilhante e plural Pier Paolo Pasolini, interpretado por Willem Dafoe. O diretor de cinema e escritor italiano foi assassinado em 1975. O cineasta se enamora de um jovem dos subúrbios de Roma e, apesar do alto conteúdo sexual não simulado, a crítica recebeu o filme com comentários favoráveis.

9 — Brown Bunny, de Vincent Gallo (2003)

No Brasil foi lançado com o título de “Brown Bunny”. Bud Clay (Vincent Gallo) se dedica a correr numa motocicleta — é piloto de cross-country — e empreende uma viagem à Califórnia. Todos os dias recorda-se da última vez que viu a mulher de sua vida e trata de evadir-se mantendo encontros com várias mulheres. Tudo seria absolutamente “normal”, se o sexo oral entre Vincent Gallo e Chloë Sevigny, que interpreta Daisy, não fosse completamente real. Os atores eram casados quando o filme foi feito. A atriz admitiu, numa entrevista, que a cena de sexo oral não foi simulada.

10 — Ninfomaníaca I e II, de Lars von Trier (2013)

O diretor dinamarquês, dando um passo adiante, narra as aventuras sexuais de Joe (Stacy Martin/Charlotte Gainsbourg). Um homem mais velho encontra Joe machucada, num beco, e a leva para sua casa, onde trata de suas feridas. Ela conta-lhe a história de sua vida, sempre referindo-se à evolução de sua sexualidade. As cenas de sexo foram feitas por atores pornôs. A produção, por meios digitais, simulou que eram os protagonistas que estavam mantendo relações sexuais.

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