Do Leitor
Do Leitor

“Ter sua própria sexualidade é um direito humano”

Rafael Macedo Mustafé

Sobre “Assassinato de jornalista deve gerar debate sobre imprudência e maldade e não sobre sua sexualidade” [Jornal Opção, Coluna Imprensa, 2149]: Con­cordo plenamente que o foco não deve ser desviado. Ao focar na sexualidade da vítima, estaríamos esquecendo o grande e preocupante foco de discussão. A sexualidade em si não tem importância. Ter sua própria sexualidade é um direito humano.

O debate e o combate devem ser contra qualquer fator que ameace tais direitos. O grande debate é de como punir e com isso evitar ao máximo possível a maldade humana e o seu desrespeito à liberdade individual. Não só punir eu creio, acho que a educação também tem seu papel em diminuir essa “maldade humana”.

Rafael Macedo Mustafé é médico.

“Sempre é aconselhável a não exposição a perigos desnecessários”

Isabel Valverde

Excelente texto! Concordo que nada tem a ver com a sexualidade da pessoa, mas com a forma que encara e leva sua vida. Do outro lado, a maldade é humana. Não interessa o gênero, a opção, a sexualidade de alguém, sempre é aconselhável a não exposição a perigos desnecessários! E seja lá quem for e do jeito que for, uma morte aconteceu e é isso que deve ser relevante: a apuração e a punição dos culpados.

“Professor Pasquale dá aulas a Cármen Lúcia”

Wilmar Valente Júnior

Sobre a matéria “Professor Pas­quale corrige Cármen Lúcia e pro­va que termo presidenta está correto” [Jornal Opção Online, 2145]: O simpático Professor Pas­quale Cipro Neto, ao explicar que a forma é usada há décadas e devidamente dicionarizada, dá duas aulas à ministra do Su­premo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia.

A primeira, de Português: “‘Data venia’, Excelência, o cargo é de presidente ou presidenta”.

A segunda, de boa educação: “Tenho profundo respeito pela ministra Cármen Lúcia, não só pela liturgia do cargo, mas também e sobretudo pela altivez com que o professa. Justamente por isso, ouso dizer que teria sido melhor ela ter dito simplesmente “Prefiro presidente”.

Quer dizer, ministra, que todas as coisas têm limites e que para além e aquém deles não se pode manter a virtude. Seja juiz ou juíza, mais ainda o presidente ou a presidente/a do Supremo, mais limites tem e o gracejo gros­seiro certamente está além deles.

Wilmar Valente Júnior é advogado.

“Num mundo de redes sociais, as pessoas só leem títulos”

Cristiano Vieira

Sobre “O que está por trás das 11 demissões da Folha de S. Paulo? Um mercado que jornais ainda não entendem” [Jornal Opção, Co­luna Imprensa, 2148]: Num mundo de redes sociais, onde as pessoas estão lendo só títulos, percebemos que o conteúdo realmente pouco tem importado.

Vejo publicações de manchetes tendenciosas no Facebook, com títulos polêmicos. As pessoas reagem (curtem, amam, odeiam etc.) e comentam sem ler. A leitura é ignorada. Vejo ainda que muitos portais trazem textos extensos e sem objetividade, o que afasta o leitor. Os goianos “Diário da Manhã” e “O Popular” publicam notícias superficiais, sem informações suficientes, com excessos de erros de digitação, de concordância e de gramática.

Isso tudo pode afastar leitor e anunciantes e determinar a morte do meio de informação, somando-se a isto a parcialidade jornalística que é notória na maioria dos jornais.

Email: [email protected]

“Vou procurar livros do Yuri Kazakov aqui em S. Petersburgo”

Adalberto de Queiroz

Li o artigo “Um conto magnífico de Yúri Kazakov sobre um (quase) encontro entre Liérmontov e Púchkin” [Jornal Opção, Contraponto, 2149] e, eis uma feliz coincidência: ainda nesta semana postei (em minha página no Facebook) e no grupo Literatura Goyaz poemas de Pushkin e Lermontov do mesmo tradutor, o zeloso poeta Jorge de Sena. Parabéns! Vou procurar livros do Yuri Kazakov aqui em S. Petersburgo. Obrigado por compartilhar.

Adalberto de Queiroz é empresário e está em São Petersburgo, na Rússia.

“Os governantes acionaram a contagem regressiva para caos generalizado”

Simone Signoretti

Após terminar a leitura da entrevista “O Cerrado está extinto e isso leva ao fim dos rios e dos reservatórios de água” [Jornal Opção, 2048], com o professor Altair Sales Barbosa, me dei conta de que nunca tinha me deparado com um texto que expusesse tão profundamente sobre esse assunto. Fiquei estarrecida de saber a que ponto chegamos. Muitíssimo se fala de florestas e matas e de sua preservação.

Como cidadã comum, nunca sequer sonhei que o Cerrado tivesse essa importância crucial para a preservação das águas, do ar e que fosse um sistema tão antigo e impossível de ser reproduzido artificialmente. Estou indignada que isso não seja ensinado em nossas escolas e que a população no geral vive sem ter acesso a essas informações. Por isso, essa situação se tornou irreversível. Os governantes inescrupulosos deste País acionaram a contagem regressiva para o colapso e o caos generalizados e a população nem sabe o que os espera.

E-mail: [email protected]

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