Do Leitor
Do Leitor

“Sou uma simples eleitora querendo um novo amor”

Margaret Maranhão

Sobre a nota “Iris Rezende assinala que pode recuar em pré-candidatura” (Jornal Opção Online), não precisava de nada disso, apenas que o passado aceitasse o presente. O PMDB e Iris Rezende já tiveram um casamento sólido, como versa a música de Adoniran Barbosa: “De tanto levar/ flechada do teu olhar/ meu peito até parece sabe o quê? ‘Tauba’ de tiro ao ‘álvaro’ / não tem mais onde furar.” Não tem mais! As flechas foram as derrotas que foram tidas como traições. Sou uma simples eleitora, querendo um novo amor.

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“Saúde à família real!”

cartas

Dom João de Orléans

Nei Oliveira

Eu conto com as mentes ilustres da Nação, para semear a boa semente da boa informação. Saúde à família real! O ensino na mão do Estado, como está, é um grande perigo para a Nação e para sua própria subsistência. Com a aplicação da ideologia enganadora, nunca o povo enxergará sua verdadeira identidade. Somos o único país da América que pode se tornar um império com monarquia parlamentarista, mas como disse ilustríssimo dom João de Orléans na entrevista ao Jornal Opção (edição 2029), o povo não está preparado para conviver com uma forma de governo virtuoso e de elevada estima, com a honra e a moral como pilares de virtudes a guiar a Nação para a excelência humana com a participação de um povo brilhante e honrado.

Já passou da conta, para que as Forças Armadas devolvam à nação o que ela em 1889 usurpou. Avante, povo da nação brasileira!

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“Entrevista para compreender as esferas do poder”

Magda Gobira

A entrevista com dom João de Orléans é longa. Mas salvem-na e leiam-na devagar. Ajuda a compreender o ponto de vista de alguém que sempre esteve nas esferas do poder no Brasil e discorre sem agressividade sobre Estado e poder, povo e partido. Brasileiros e brasileiras, sim, com muito orgulho, mui­to amor e muita honra!

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“Discussão fulanizada”

Elias Rocha

A discussão política em Goiás (e no Brasil) é fulanizada (o poderoso fulano prefere escolher beltrano, guerra entre os sicranos etc.). Nada de ideias inovadoras, propostas concretas de construção de uma sociedade melhor. Apenas disputas de egos e interesses de grupos. Somos uma terra de Macunaímas, de um tropicalismo ultrapassado fantasiado de democracia. Mesmo na minha pequena cidade de Iporá, já temos por aqui uns oito candidatos a deputado estadual disputando os nossos parcos votos. Reforma política já, com voto distrital, inclusive.

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“Governo é omisso em questão de terras”

Mônica Alves Corrêa

Sou proprietária de área rural no Mato Grosso do Sul, invadida em 2013 por índios da etnia Terena, cuja origem é o Chaco paraguaio. A respeito do texto “Quando flechas e ataques cibernéticos se cruzam e ferem o coração da República” (Jornal Opção 2030), tenho a dizer que nossas terras têm títulos desde 1873, sendo que em sua origem era uma sesmaria. Desde a invasão e com nossa vida do avesso, temos percorrido assembleias e tribunais e a questão não progride. Índios manipulados e incitados pelo próprio governo federal, na figura de Gilberto Carvalho [ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência], querem ampliar suas terras, com violência e abusos. Proprietários defendem seu direito a produzir em paz. O governo e a Justiça Federal são omissos e estão na plateia. Não pode resultar boa coisa.

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“Orgulho de ser Jornal Opção”

Márcio Costa Rodrigues

Leio a nota “Jornal Opção obtém mais de 1 milhão de acessos num mês” (coluna “Imprensa”, edição 2030) e digo: Parabéns, Jornal Opção! Or­gulho-me de fazer parte desta estatística.

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“Leitor do Opção desde a adolescência”

Rildo Alves

Uma alegria muito grande ver este sucesso do Jornal Opção. O jornalista Euler de França Belém sabe que sou leitor antigo, diria que desde a adolescência. E tive o enorme prazer de passar um tempinho na redação, quando pude aprender a admirar mais ainda a equipe que até então eu acompanhava apenas por meio do jornal impresso, que lia toda semana. Abraço a todos e sucesso.

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“Só restou a Joaquim Barbosa sair”

Marcelo Luiz Correa

Comentando o texto “Sem Barbosa, o Supremo será uma casa para o governo acabar de mobiliar ao seu gosto” (Jornal Opção 2030), não se deve comparar a aposentadoria de Joaquim Barbo­sa à renúncia de Jânio Qua­dros. Barbosa sai de cabeça erguida, sabe que o Supremo tornou-se uma corte subjugada, onde não se julga com imparcialidade e justiça: lá a maioria é subserviente ao PT. Se o seu esforço de forjar julgamentos imparciais e justos falhou, só lhe resta sair.

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Descanse em paz, Capitão América

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Fernando Silva

Nós, colorados, vivemos tempos difíceis nos anos 90. No início dos anos 2000, vimos ser formado um time que aos poucos foi nos devolvendo a confiança, a vontade de torcer, de gritar com força novamente o nome do Inter. Esse time tinha a liderança de Fernan­dão, e isso fazia muita diferença, era decisiva para continuarmos crendo na vitória, que aqueles tempos difíceis haviam ficado no passado, que não voltaríamos a beliscar o titulo e fracassar novamente. Nos anos de 2004 e 2005, isso até voltou a ocorrer, mas podíamos sentir em Fernandão, Tinga, Índio, Clemer e Iarley que algo estava mudando, que a postura não era mais a mesma. No fatídico 16 de agosto de 2006, pudemos soltar um grito preso na garganta por tantos anos, graças à liderança, à técnica, à vibração e ao entusiasmo de Fernandão e seus capitaneados. Fernandão, não tenho palavras para te agradecer. Descanse em paz, Capitão América, nunca te esqueceremos. A Nação Colorada, jamais o esquecerá.

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“Sem temer a morte”

Manuel Ferreira

Parabéns ao sr. Valdeci Mar­ques pelo texto “Já me preparo para a morte” (Jornal Opção 2029, caderno Opção Cultural). Sempre valorizei as pessoas que miram para além deste mundo tão transitório quanto carregado de ilusões, pelas quais nos esforçamos tanto (não sei para quê!). Desde que procurei estudar com mais persistência as perspectivas futuras, orientado pelas luzes do Evangelho (e, no meu caso, sob a interpretação espírita), mais e mais penso na grande transição, e, ao contrário do que alguns poderiam supor, deixo de temê-la, começo a entender o significado da ressurreição, e assim, mais facilmente, me deixo submeter mais facilmente às experiências que estão preparadas para mim e cada um de nós.

Em bate-papos, nos questionamos: até quando você quer viver: 80, 100 anos? Sinceramente e sem esperar credibilidade ou não, eu afirmo: até quando estiver preparado para mim. Hoje, amanhã, mês que vem, 80, 100 anos… sei lá! Tenho certeza de que há uma inteligência maior olhando por todos nós, segundo a máxima “nenhuma folha cai da árvore sem a vontade de Nosso Pai”.

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“Acontecimento que poderia ter mudado a história”

Carlos Spindula

O texto “A história de um complô, entre a ficção e a realidade, pra matar o nazista Hitler”, de Irapuan Costa Junior na coluna Contraponto (Jornal Opção 2029) é uma excelente história, narrada em cima de um acontecimento que, se tivesse dado certo, poderia ter alterado a história, ou pelo menos ter poupado a vida de muitos.

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 “Deixem as pessoas escreverem ou lerem o que quiserem”

Epaminondas Silva

Acho difícil que Machado tenha se prevenido de uma coisa natural: as línguas evoluem. Quando ele escreveu “as escravas riam à socaba” (em “Missa do Galo”), ele não tinha como prever que um dia, o termo “à socaba” pararia de ser empregado (assim como também, “escravas” — mas, felizmente, o patrulhamento não o atingiu como seu comparsa, Mark Twain). Um século depois, visitar Machado de Assis demanda esforço porque a língua não é estática.

A literatura não é à prova de erros. Por que deveria ser à prova de uma revisão? E por que a revisão mataria o original? Se é possível um original não sobreviver à evolução da língua, será que o era assim tão clássico?

Se há “70% de analfabetos funcionais”, as obras originais de Machado de Assis fizeram pouco para resgatá-los. Ou, melhor dizendo, as pessoas que acham que as obras de Machado de Assis estão num pedestal fizeram menos ainda para mudar este cenário.

Então temos três panoramas: o ideal (ler Assis no original); o alternativo (ler “simplificado”); e o pior dos panoramas, não ler nada. Desses três, me expliquem, por que o panorama “alternativo” é pior do que o “pior”? E, sério mesmo, vocês acham que apenas o “ideal” é válido? Só tivemos deste então os panoramas “ideal” e “pior” e, veja, temos “70% de analfabetos funcionais”.

Este imbróglio está mobilizando muito mais indignados do que quando a Caixa Econômica Federal retratou Machado de Assis como um caucasiano, num comercial. Então, ficamos assim: não se simplificam obras literárias. Ótimo, passaremos a ler Dostoievski no original, em russo. Afinal, ler uma tradução em português não é “facilitar”?

O problema não é reescrever Machado de Assis. O problema é exclusivamente as pessoas acharem que livros realmente interferem na visão das pessoas. A pon­to de as obras serem alçadas à con­dição de instrumentos sagrados, intocáveis. Bobagem, se livros mudassem as pessoas, o “50 Tons de Cinza”, um livro que reuniu mais leitores no último ano do que Ma­chado de Assis na última década, teria criado uma geração de mu­lheres, por assim dizer, “rodrigueanas”. Livros não mudam as pes­soas. Ninguém vai rever sua condição de vida por devorar Ma­chado naquele português re­bus­cado que ninguém mais pratica.

De quebra, estão numa enorme inversão, em que o sujeito que lê “simplificado” sai embrutecido da experiência. Por favor, deem mais crédito à inteligência alheia. As pessoas podem muito bem escolher por conta própria o que leem, por prazer. Se querem ler Machado “simplificado”, Paulo Coelho, Lya Luft ou qualquer coisa descartável, ainda tenho a ilusão que vivemos num grau de democracia em que as pessoas têm liberdade de perderem seu tempo lendo o que querem. E isto é mais interessante para a literatura do que uma professora aborrecida obrigando seus alunos a lerem um texto árido, pela única motivação que, se não ler, vai tirar zero na prova. Neste ponto, o original de Assis provocou muito mais deserções do gosto das pessoas pela literatura do que abriram novos horizontes para ela.

Nossa educação falha gloriosamente a partir do momento em que mostra que existe apenas uma literatura: a de língua portuguesa. Resultado? Geração após geração com gente avessa à leitura. E gente avessa à leitura, sinto muito dizer, existe independentemente de haver um Machado de Assis “mastigadinho”. E isso tem mais a ver com essa visão que certas literaturas são sagradas e obrigatórias. Deixem as pessoas escreverem ou lerem o que quiserem.

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“Llosa serve para explicar o caso com Machado de Assis”

Zedu Lima

A excelente abordagem de José Maria e Silva [sobre o “assassinato” da escrita de Machado de Assis] me remete a este comentário que Mário Vargas Llosa fez em uma entrevista da edição de 20/10/2010 da revista “Veja”: “A linguagem é preciosa para o escritor. Quando você está submerso nas massas, há muita pressão para rebaixar a fala, de forma a ser entendido pelo maior número de pessoas. É preciso repetir e simplificar, simplificar e repetir. No final, acabava traindo a mim mesmo e ao que há de mais sagrado para o trabalho do escritor.”

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“Patrícia Secco torna o mundo mais complexo”

Lara Lafur

Mas se Patrícia Secco, deturpando Machado de Assis, escreve que “a índole natural da ciência é a aceitação”, toda essa complexidade que acompanha o desenvolvimento científico e que “O Alienista” capta com incrível precisão termina por desaparecer sem deixar rastro. Com isso, ao invés de facilitar Machado de Assis, ela torna o mundo ainda mais complexo — ao calar uma das vozes geniais que mais soube compreendê-lo.

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