Do Leitor
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“Se mal usado, o ‘sic’ pode soar esnobe”

Luiz José Aguiar

A reportagem é oportuna e esclarecedora. Este semanário é reconhecido pelo conteúdo dos trabalhos publicados. Há, porém, uma observação que se impõe – até por questão de justiça. Aprendi que o advérbio latino “sic” é uma arma sucinta e poderosa à disposição do autor de um texto na hora de enfatizar que está fazendo uma transcrição literal, sobretudo quando esta contém um erro gramatical ou mesmo uma opinião da qual ele discorde. Um bom “sic” tem seu lugar, inclusive como elemento de zombaria, mas deve ser empregado com parcimônia. Mal usado, pode soar apenas esnobe ou arrogante, caso em que não custa nada substitui-lo por outros modos de indicar uma correção ou uma discordância.

No caso de trecho da manifestação do procurador Helio Telho, escrita em 1997 e transcrita em 2016 pelo Jornal Opção, as expressões grafadas pelo procurador (“infra-estrutura” e “consequência”) obedeceram às regras gramaticais vigentes à época. Portanto, o uso do advérbio “sic” após tais expressões, hoje, permite uma interpretação equivocada acerca de um possível erro, pois o novo acordo gramatical estabeleceu mais recentemente nova grafia destas expressões. Provavel­mente o uso do “sic”, neste caso, não teve a função de apontar um suposto “erro”, mas considerando o uso comum desse advérbio com tal finalidade, ouso fazer este esclarecimento como forma de contribuição. [“Por erro do Incra, governo federal deve pagar quase meio bilhão de reais por fazenda goiana”, Jornal Opção 2162]

“Caiado deve sofrer de algum caso raro de dissociação”

Thiago Cazarim

Sobre uma publicação do senador Ronaldo Caiado (DEM) na “Folha de S. Paulo”, em que ele acusa quem foi aos protestos contra a PEC 55 e o Michel Temer de serem financiados pelo PT, quero dizer que eu estava em Brasília e não fui financiado pelo partido. E sobre ouvir a academia, Caiado deve sofrer de algum caso raro de dissociação, dadas as inúmeras projeções feitas por economistas de universidades brasileiras mostrando os efeitos nocivos da PEC 55 para os investimentos sociais e que, além disso, não solucionam a questão fiscal no País.

Thiago Cazarim é mestrando em Performances Culturais na UFG

“Seria estranho o MBL aceitar partidos de esquerda em seus quadros”

Ulysses Remy

Ressaltamos que o MBL [Movimento Brasil Livre] não quer disputar hegemonia pelo movimento. O MBL tem uma agenda liberal e apoiou e elegeu alguns candidatos. Para isso, a legislação exige filiação partidária. Somos a favor da candidatura, apoiamos nomes e não partidos. Seria estranho se o MBL aceitasse em seus quadros partidos de esquerda. [“MBL e Vem Pra Rua Goiás convocam goianienses a participar de protesto contra a corrupção”, Jornal Opção Online]

E-mail: [email protected]

“Ferreira Gullar era o maior poeta do português”

Carlos Willian Leite

Gullar era o maior poeta da língua portuguesa. Seu “Poema Sujo” vale a produção inteira de 98% dos poetas brasileiros. [“Morre Ferreira Gullar, o notável poeta que não ganhou o Nobel de Literatura”, Jornal Opção Online]

Carlos Willian Leite é jornalista e editor da Revista Bula.

“Raro poeta e grande ser humano”

Arthur Otto

Este final de ano está sendo o tempo das grandes perdas. Agora foi Ferreira Gullar, um raro poeta e um grande ser humano, que sempre lutou pela liberdade democrática. Deus o tenha junto a Ele.

Arthur Otto é físico nuclear.

“Mudanças dos valores dos combustíveis são sempre desfavoráveis ao consumidor”

Del Lisboa

Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Como conseguimos viver em um país desonesto e nos acostumamos com isso? Há três semanas, a Petrobrás anunciou uma pequena diminuição no preço da gasolina. Demoraram sete ou mais dias para baixar esse combustível 20 centavos em seu valor, o que já seria um absurdo. Pois na segunda-feira, 5, a mesma Pe­tro­brás anunciou um pequeno aumento nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias. Então, em menos de 24 horas da notícia, esses dois combustíveis subiram, em seus valores já indecentes, os mesmos 20 centavos. Que instantaneidade é essa pra repassar aumentos que não ocorre para diminuição dos valores? Até porque ainda não houve nem tempo para os donos de postos de combustíveis comprarem a gasolina e o diesel com os novos preços. A­go­ra, a maior desonestidade de to­das: por que o etanol, que não te­ve preço alterado, misteriosamente subiu os mesmos 20 centavos?
Isso sempre ocorre e nada acontece. Nós, consumidores, ficamos sem opção, não há possibilidade de economizamos, escolhendo esse ou aquele combustível, o cálculo dessa forma é sempre prejudicial ao consumidor. Enfim, essa é a minha conclusão sobre o assunto, simples e vergonhosa, sem uma luz no fim do túnel para nos salvar, até porque as instituições que deveriam defender nossos direitos nada fazem. Nem o túnel é possível ver nesse contexto, quanto mais a luz. [“Variação do litro da gasolina chega a 60 centavos em Goiânia”, Jornal Opção Online]

Del Lisboa é policial civil.

“Parabenizamos o profissionalismo do Jornal Opção”

César Moraes Lopes

Em nome da assessoria do deputado estadual Henrique Arantes (PTB), parabenizo a competência e seriedade com a qual os jornalistas têm retratado as notícias. Sempre acompanhamos as matérias e informações divulgadas no site do Jornal Opção e também no jornal impresso.
Venho agradecer a seriedade ao divulgar a notícia com o título “Jovair e Henrique Arantes são multados por propaganda eleitoral antecipada em Acreúna”, uma vez que o Jornal Opção – por meio do jornalista Marcelo Gouveia – foi o único veículo de comunicação que ouviu o “outro lado”, ao entrevistar ao menos uma das partes mencionadas na matéria, neste caso, o deputado Henrique Arantes.
Não há segredo que a informação realmente procede (por se tratar de um equívoco do candidato a vereador em questão) e o próprio deputado Henrique Arantes mencionou o fato publicamente na tribuna da Assembleia Legislativa, na tarde da quarta-feira, 7. Portanto, agradecendo a inserção do posicionamento do deputado Henrique, parabenizamos o profissionalismo e contamos sempre com a colaboração de toda a equipe.

César Moraes Lopes é assessor de imprensa do deputado estadual Henrique Arantes (PTB).

“Vi que a ilha de Fidel é bem pior do que eu imaginava”

Alberto Nery dos Santos

Confesso que já tive uma queda por Fidel, só via as pessoas de meu convívio dizerem bem de Cuba. Mas, de tanto ter interesse pela famosa ilha, passei a estudar sobre a mesma. E vi que não passava de uma “ilha da fantasia”, porque só amava a mesma quem não morava lá. Até meu pai, depois de se reformar como coronel da PM, resolveu fazer umas viagens à ilha. E, um dia, ele me contou a pobreza do povo cubano, onde as pessoas comia mal, as casas não podiam ter mais de duas lâmpadas e onde a prostituição era uma fonte de renda que as pessoas conseguiam para sobreviver. Tudo feito à vista da policia castrista, que ganhava polpudas propinas. Aí veio minha desilusão total.
Ultimamente, convivendo com vários médicos cubanos, vi que a ilha de Fidel é bem pior do que eu imaginava. Os Castros, nestes quase 60 anos, criaram um bando de micos amestrados. A maioria da população perdeu a vontade de ser alguém na vida. Até os médicos que estão aqui refletem o desânimo em seu rosto. Com a morte de Fidel, eles sabem que nada vai mudar, porque o sonho de Raúl era ser um presidente de fato e de direito. Ele não vai querer perder essa oportunidade. Segundo os mais otimistas, Cuba vai continuar como está por mais umas cinco décadas, porque o povo já acostumou em ter nada. Nem que Raúl tentasse fazer da ilha uma economia de mercado, como é a China, dificilmente isso daria certo, por causa de sua extrema pobreza. [“21 livros que ajudam a entender Fidel Castro, Che Guevara, a Revolução Cubana e a longeva ditadura”, Jornal Opção 2161]

E-mail: [email protected]

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