Do Leitor
Do Leitor

“Para ter amigos é preciso antes ser um”

TOM COELHO

Quando crianças, temos um mundo inteiro para descobrir e explorar. E esse mundo parece não ter fronteiras, tamanha sua vastidão. Olhamos ao redor e tudo o que vemos é a linha do horizonte. Mas há um aspecto muito bem delimitado. Ele corresponde à amizade [o Dia do Amigo foi comemorado em 20 de julho]. Nossos amigos são poucos e estão sempre próximos. Acompanham-nos à escola, curtem o recreio conosco, partilham a merenda. Ao lado deles fazemos as tarefas, estudamos para as provas, praticamos esportes e brincamos.

A idade avança e somos contemplados com o rótulo de adultos. Mudam nossos propósitos, responsabilidades e prioridades. E, quase que invariavelmente, também mudamos de casa, de bairro, talvez de município, Estado ou mesmo país.

Nosso mundo, agora, fica bem delineado. Passamos a tratar com mais e mais pessoas e, paradoxalmente, cultivamos menos amizades porque nossas relações são todas marcadas com o lacre da superficialidade.

Pessoas entram e saem de nossas vidas. Muitos se tornam nossos conhecidos, de um vizinho que mora na casa ao lado ou no apartamento do andar de cima, a profissionais que vemos em reuniões de negócios ou congressos. Sobre estes, pouco ou nada sabemos, nem mesmo o nome.

Já alguns viram nossos colegas. Dividem o tempo e o espaço conosco, sobretudo no ambiente de trabalho. Por conta deste vínculo, temos objetivos comuns, metas a serem alcançadas, até valores corporativos alinhados. Sabemos seus nomes, seus cargos, suas atribuições, mas podemos conviver por anos separados por uma única divisória ou porta sem conhecer suas preferências, sua família, sua história de vida.

De tanto refletir, descobri algumas coisas que dizem respeito à amizade. Amigos são pessoas que compartilham com alegria nossas vitórias, mas que nos acolhem despretensiosamente nos maus momentos. Nós os descobrimos na adversidade e na infelicidade. São apoiadores por natureza, mesmo quando discordam de nossas posições. Bons ouvintes, concedem-nos atenção e sabem que muitas vezes não queremos opiniões ou comentários, mas apenas sermos ouvidos com paciência.

Adeptos da diversidade, pouco lhes importa aspectos como raça, credo ou condição socioeconômica, pois respeitam nossas diferenças antes mesmo de desfrutar as semelhanças. Surpre­endem-nos com regularidade e são admiráveis confidentes, compartilhando seus segredos – e os nossos.

Não existem bons ou maus amigos, sinceros ou dissimulados. Por definição, um amigo é verdadeiro, honesto, leal e digno de honra e admiração. Lembro-me de Publius Syrius [escritor da Roma antiga]: “A amizade que acaba nunca principiou.”

Melhor do que conquistar novos amigos é conservar os velhos. Por isso, visite seus amigos com frequência. Os escandinavos dizem que o mato cresce depressa nos caminhos pouco percorridos. A amizade torna as pessoas mais amenas, gentis, generosas e felizes. Mas, para ter amigos, é preciso antes ser um. E isso envolve atitude. Começar junto e terminar junto. Assim se edifica uma sólida amizade.

Tom Coelho é educador, escritor e palestrante em gestão de pessoas e negócios. E-mail: [email protected]

“Adriana Accorsi tem meu voto em qualquer lugar do mundo”
Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

RONES DIAS ALVES

Meu sonho é que Adriana Accorsi seja candidata à prefeita e, posteriormente, à governadora e, em um futuro bem próximo, a presidente. O que o Brasil realmente precisa é de pessoas com caráter íntegro e transparente, como é o perfil de Adriana. Sou um admirador do trabalho dela e, antes mesmo de ela se candidatar, eu já a admirava como delegada. Essa, sim, me representa. Eu não gosto do PT por causa de uns “petralhas” que têm por lá, mas Adriana tem meu voto em qualquer lugar do mundo.

E-mail: [email protected]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.