Do Leitor
Do Leitor

“O que fariam os traficantes se as drogas fossem legalizadas?”

Arthur de Lucca

Gostei da entrevista do professor Dione Antonio de Carvalho (edição 2065). Como não poderia deixar de constar, estava lá a frase-clichê: “Tudo o que fizemos até hoje, nos últimos 30 anos, para resolver esse problema, em qualquer lugar do mundo, esteve ligado à política da guerra ao tráfico. E uma coisa que ficou clara é que isso não funcionou.” Parecia que eu estava lendo a “Superinteressante”, em que o editor-chefe é um incansável defensor da legalização. Faltou ser mencionado o Uruguai, aquela potência de país de 3 milhões de habitantes que está dando exemplo ao mundo. O que eu queria saber do sr. Dione é minha incompreensão, quando ele afirma: “quando legalizamos já se desarticula uma atividade criminosa. Isso é certeza: vai acabar com o tráfico, embora não com o uso”. Então, o que os traficantes irão fazer? Pleitear uma das 396.993 vaguinhas de emprego criadas pelo governo PT–PMDB em 2013?

Arthur de Lucca é representante comercial.

 

“Vanderlan seria o Márcio Lacerda de Goiás”

Di Almeida

Acabo de ler o Editorial da edição 2065 do Jornal Opção. Vanderlan Cardoso (PSB) é, sem dúvida alguma, o melhor nome para prefeito de Goiânia. A aliança mais coerente seria mesmo PSB–PSDB, tendo em vista que ambos os partidos são da oposição em nível federal. O Vanderlan seria o Márcio Lacerda [prefeito de Belo Horizonte pelo PSB]. E — político habilidoso, com bom discurso e sendo um gestor experimentado — tem muita chance de vencer. Jayme Rincón (PSDB) deveria continuar o bom trabalho na Agetop [Agência Goiana de Transporte e Obras].

E-mail: [email protected]

 

“Por esse modelo inescrupuloso, a morte virá por inanição”

meio ambiente

Elcival Machado

Sob o prisma de algumas teorias científicas, parece obvio que o mundo um dia acabará. O sol é uma estrela e por isso vai morrer um dia. Crescerá exageradamente e, ao se aproximar da Terra, destruirá toda forma de vida. Depois, transformar-se-á em uma estrela do tipo anã branca. Mas isso é para daqui a bilhões de anos.

Na atual circunstância, em relação à matéria “Para qual planeta o seu neto vai se mudar?” (Jornal Opção 2065), creio que, em função do modelo de desenvolvimento econômico adotado em nosso planeta, a tendência é a destruição dos rios, lagos e florestas para a plantação de cereais e criação de gado, o acúmulo de riquezas de alguns e os superávits nas balanças comerciais dos países. Não me considero malthusiano, mas avalio que esse modelo inescrupuloso (que destrói a fauna e a flora silvestre) tem levado à exaustão os recursos naturais e, consequentemente, poderá haver catástrofes grandiosas que deverão diminuir consideravelmente a capacidade produtiva do planeta e, com isso, a ausência de bens de consumo essenciais à vida humana. A morte virá por inanição. Então beberemos areia e comeremos pedra até o toque das trombetas do juízo final.

Elcival Machado é sociólogo.

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