Do Leitor
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O arame, a garrafa PET e a lâmpada amarela

Valdirene Oliveira 

lampada

Desde março de 2014 a luz do poste que fica em frente a minha casa, no Setor Gentil Meireles, está queimada. Solicitei a troca pelo 156 [telefone de atendimento da Prefeitura de Goiânia], tenho protocolo etc., mas nada de trocarem a lâmpada estragada. No início eu liguei, liguei, liguei. Mas acabei cansando de ligar e providenciamos solução por conta própria: um refletor com sensor em frente ao portão. Sei que não deveria ser assim, mas, se nem o lixo estava sendo recolhido, imaginem uma lâmpada ser trocada rapidamente.

Eis que na tarde desta quinta-feira, 11, chega um caminhão da Prefeitura para fazer a troca da lâmpada e lá fui eu falar com o moço que “fiscalizava” a troca. Queria apenas dizer se no papel que ele tinha em mãos constava a data da solicitação.

Conversa vai, conversa vem, e ele me disse que não sabia da data de solicitação e inclusive mostrou o papel para mim. Daí eu disse que a lâmpada do segundo poste havia queimado nessa semana e ele disse que aproveitariam que estavam ali e a consertariam também. Mas o inusitado da conversa foi quando ele me disse que eles não estavam trocando a lâmpada, mas sim fazendo uma “gambiarra” (sim, ele me disse isso!).

E eu, espantada, perguntei “como assim?”. E ele me falou: “Iríamos trocar se fosse lâmpada branca, por lâmpada branca. A Prefeitura não compra mais essa e só tem no estoque a lâmpada amarela, mas para usar a amarela teríamos que ter um reator. Só que não temos esse reator; então, nós estamos testando uma adaptação com o uso de uma garrafa PET e um reator já usado para ver se funciona”.

E eu disse: “Mas, e se não funcionar?” E ele, sem jeito, falou: “Então…”. Daí eu disse: “Então eu fico mais um tempo sem luz no poste?”. E ele, todo sem jeito (claro, sem ter responsabilidade direta pela situação, mas ali na situação de dar uma resposta ao ser questionado), me disse: “A Prefeitura não tem comprado material para trabalharmos. E, quando compra, é de ‘terceira’, mal terminamos um conserto e já estragou novamente.” E eu disse: “Realmente a nossa cidade está ‘abandonada’, mas o IPTU vai subir.”

Não quis pressionar o moço, pois a situação já estava constrangedora. E ele disse para mim: “Mas nós vamos fazer tudo pra dar certo e a senhora ter luz no poste. Desde março, não é?” E eu disse: “É… então tá. Se não der certo o ‘plano A’, tem o B, C ou D?”. Ele respondeu: “Vamos tentar.” E daí, para finalizar, ele me perguntou: “A senhora tem um pedaço de arame para arrumar pra gente? Porque aí ajuda.” E eu: “Acho que tenho, vou ver com meu marido…”

Entrei para casa e passei a tarefa para o marido, que arrumou o arame e levou para o pessoal.
Fui dar banho no meu filho, para ele tirar o cochilo da tarde, e fiquei pensando: “Gambiarra não é coisa de quem faz ‘gato’? E eu arrumei o arame? Mas a proposta veio da Prefeitura… e ainda tem a garrafa PET, deve ser a tal política da ‘sustentabilidade’…” E confesso que fiquei imaginando: será que vai dar certo?

Então, ao anoitecer… Eis que chegou a luz amarela! Pensei até em tomar um vinho em homenagem à iluminação de Natal da porta da minha casa. Afinal, tem até garrafa PET (está lá, pena que minha câmera não consiga registrar bem para mostrar). Quem quiser visitar para conhecer como é, estudar o caso etc… Está lá uma linda PET. Acho que de uma Coca-Cola de 2 litros. A que ponto chegamos.

Valdirene Oliveira é professora universitária e doutoranda em Educação pela Universidade Federal de Goiás.

“Gomide foi o melhor prefeito de Anápolis”

José Justino

“Esse é o momento mais importante para tornar-se conhecido”, avaliou Antônio Gomide | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Lendo a última edição (2057) do Jornal Opção, fiquei incomodado com a forma com que o recém-eleito deputado federal pelo PSDB, Alexandre Baldy, se portou durante a entrevista. Impressionou-me a falta de humildade do jovem político ao afirmar que Antô­nio Roberto Gomide (PT), nosso ex-prefeito — o melhor da história da cidade —, foi um gestor aquém do que Anápolis merecia e, mais, que graças a Pedro Sahium [prefeito antecessor] foi que Gomide conseguiu se destacar.

Ora, sr. Baldy, a educação em Anápolis é referência na­cio­nal. Em cinco anos, Gomide construiu viadutos que nunca tivemos em cem anos de história. Anápolis só tinha um hospital; hoje, a cidade conta com uma estrutura de saúde ampla. Casas construídas, já se completarão em torno de 10 mil. Os parques da cidade, que seu “salvador” Sahium quase inviabilizou, fazem parte dos mais belos de Goiás. Enfim, se um dia Alexandre Baldy for prefeito de Anápolis e fizer pelo menos 10% do que o ex-prefeito Gomide fez, já terá feito demais.

José Justino é morador do Setor Vivian Park, em Anápolis.

“Precisamos lidar com a questão mal resolvida com os militares”

Epaminondas Silva | E-mail: [email protected]

Em passeata contra Dilma e o governo, faixa pela volta dos militares

Em passeata contra Dilma e o governo, faixa pela volta dos militares

Se alguns carregam um cartaz “pela volta dos militares”, são escorraçados tanto pela direita como pela esquerda. O brasileiro precisa lidar com esta questão mal resolvida com os militares. Afinal, na hora em que a criminalidade assume, são os militares que são chamados.

Mas ai de alguém se elogiar a ditadura.

Entretanto, não compro essa ideia de que escolas militares são melhores. A diferença é por causa da “disciplina”. Ou vão me dizer que um diretor “civil” tem o mesmo grau de acesso que um militar para acionar outras instâncias governamentais?

E fora a ameaça de ser enxotado de uma instituição modelo para manter alunos incentivados a produzir bons resultados. Escolas militares são boas porque os alunos querem ficar nela e alunos querem ficar nelas porque são boas. E melhor ainda que escolas militares? A boa e

velha escola particular. Daí não tem como apreciar a ironia daquele sindicalista da educação, socialista, pregando o modelo falido de escola “gratuita”, enquanto são os militares e a iniciativa privada que entregam os melhores resultados.

 

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