Do Leitor
Do Leitor

Cartas

“Não tenho simpatia pela ‘biliarquia’ como governo”

ARNALDO B. S. NETO

Ponho sempre um pé atrás quando vejo meus compatriotas esperançosos na candidatura de algum potentado dos negócios na política brasileira, como a recente conjectura em torno do nome de um famoso apresentador e proprietário de um canal de televisão (por quem tenho grande simpatia, entretanto) para postular a Presidência da República em 2018.

As razões estão postas num texto de Michael Walzer [filósofo político norte-americano, professor do Instituto de Estudos Avançados de Princeton], intitulado “O liberalismo como arte da separação”. Antes de prosseguirmos com Walzer, temos de recordar que, muito antes de ter uma dimensão econômica, o liberalismo foi uma forma de inteligência institucional, voltada para a compreensão do político. O cerne do liberalismo político encontra-se em sua visão das formas de Estado e nos perigos da concentração de poder. O liberalismo é, mais do que tudo, uma reflexão sobre o despotismo, em todas as suas formas.

Walzer nos lembra de um outro aspecto: o liberalismo se construiu como um rompimento com a ideia de sociedade orgânica, unificada por alguma síntese superior, como o Estado absolutista. Nesse rompimento, promoveu múltiplas separações. Separou Igreja e Estado; distinguiu Estado e Igreja, por um lado, e Universidade, por outro; colocou em campos distintos uma sociedade civil autônoma e o poder político; aprofundou a linha divisória entre o universo do público e a vida privada. E, ao construir essas “muralhas” entre esferas da sociedade (Walzer é famoso por sua teoria das esferas de justiça), foi criando, em cada uma, uma liberdade: liberdade religiosa, liberdade acadêmica, liberdade civil, liberdade privada etc.
Todavia, não podemos nos esquecer de outra separação fundamental, tão ausente no Brasil, qual seja aquela que separa a política do mundo dos negócios. A fusão entre o poder econômico e o poder político possui um poder corruptor e dissolutor para as instituições democráticas tão poderoso quanto o fim da clássica separação dos poderes.

Antes de dialogar com o liberalismo ou com qualquer corrente de pensamento, eu tenho sempre em conta as lições do realismo, que nos previne contra as ilusões de cada momento, contra a busca de soluções mágicas. Por isso, não tenho simpatias por um governo dos bilionários — uma “biliarquia”, se preferirem. Prefiro que a esfera da política seja cuidadosamente blindada do mundo dos negócios, algo incomum na república patrimonialista brasileira. Que tal poder se confunda com o potencial de uma grande rede televisiva me parece tanto mais perigoso.

Por mais que tenha simpatias pelo personagem em questão, como afirmei antes, que tanto animou as tardes de domingo de nossa televisão aberta, com seu senso peculiar de humor — onde um observador pode encontrar traços da cultura sefaradi [palavra de origem hebraica para designar a Península Ibérica e termo para fazer referência aos descendentes de judeus originários de Portugal e Espanha] —, não recomendo tal candidatura. Espero que as classes dirigentes da política nacional reconheçam o abismo que se abre sobre nosso sistema político e produzam a renovação necessária. Prefiro isso ao risco dos atalhos que podem nos conduzir aos piores desastres. [“Silvio Santos planeja disputar a Presidência da República pelo PP”, Jornal Opção Online]

Arnaldo B. S. Neto é professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás e doutor em Direito Público pela Universidade Vale dos Sinos (Unisinos).

“Merecida homenagem a um cicloativista”

JACI FIGUEIREDO

Merecida homenagem a esse querido amigo e cicloativista Sávio Afonso, que tem feito muito por Goiânia e por todos nós ciclistas. Vale lembrar, que o Sávio participa ativamente de vários grupos de pedal, ouve as necessidades dos ciclistas e fez um trabalho extraordinário. O Nosso Salve a esse querido amigo pelo Legado a nós deixado. [“Bi­cicleta compartilhada chega para confirmar que espaço para ciclistas em Goiânia é conquista definitiva”, Jornal Opção 2160].

Jaci Figueiredo é master coach.


“Desde quando a Câmara de Goiânia é ‘terreiro’ de alguém?”

ABEL LIMA RIVERO

Não morro de amores por Jorge Kajuru [radialista e vereador eleito de Goiânia pelo PRP], não moro em Goiânia, mas fica evidenciada sua má educação. E é lamentável o comportamento desse tal Anselmo Pereira (PSDB) dizendo que o outro “não vai cantar de galo no seu terreiro”. Desde quando a Câmara Municipal é “terreiro” de alguém? Faltam conceitos e atitudes dignas.

Abel Lima Rivero é fiscal do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).

“Jornal Opção, o melhor de Goiás”

TALMON PINHEIRO LIMA

Parabéns ao Jornal Opção, o melhor jornal de Goiás.

Talmon Pinheiro Lima é advogado.

 

“Brilhante trabalho na comunicação”

NORTON LUIZ FERREIRA

Parabéns! Vocês fazem um brilhante trabalho na área de comunicação. Todo o sucesso do mundo!

Norton Luiz Ferreira é delegado de Polícia e jornalista.

 

“Jornalismo moderno e inteligente”

HERIVELTO NUNES

Parabéns ao Jornal Opção. Jornalismo moderno e inteligente.

Herivelto Nunes é jornalista.

“Corpinho de 18 e maturidade de 60”

RICARDO TRICK

O Jornal Opção tem corpinho de 18 e maturidade de 60 anos. Parabéns especial ao jornalista Euler de França Belém.

Ricardo Trick é consultor.

“Jornal Opção faz bom jornalismo há 41 anos em Goiás”

ARTHUR OTTO

Parabéns ao Jornal Opção pelos 41 anos de bom jornalismo e a Euler de França Belém por ser um dos pilares dessa qualidade do jornal.

Arthur Otto é físico nuclear.

“Fiz parte dessa história no tempo da censura”

PAULO MENEGAZZO

Eu fiz parte dessa história, na época em que nossos textos e reportagens, antes de serem publicados, passavam pela Censura Federal. Os tempos mudaram e o Jornal Opção continua firme na sua trajetória. Parabéns, Euler de França Belém, você é a alma deste jornal!

Paulo Menegazzo é diretor e editor-geral da revista “Auto Club News”.

 

“Um superfã desse jornal”

RICARDO TAVARES

Parabéns ao Jornal Opção por estar há 41 anos nos trazendo boas análises sobre a política local e nacional. Sou um superfã desse jornal.

Ricardo Tavares é historiador, professor, analista político e assessor na Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima).

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