Do Leitor
Do Leitor

“Não há compra de ‘likes’ na campanha de Vanderlan”

Gercyley Batista

cartas.qxdÉ com muito respeito que venho fazer uma observação muito importante a cerca da reportagem “Equipes de Iris e Vanderlan podem ter comprado seguidores e curtidas em páginas do Facebook” (Jornal Opção 2041), que contém dois grandes equívocos e que não representam, pelo menos de forma técnica, a informação correta, que, no entendimento do jornalismo, é prioridade para que o público não faça um julgamento errado do que foi apresentado.

Eu li a reportagem que, ao seu final, não levou em consideração as explicações oferecidas pela campanha, que foram muito claras e francas. Conforme explicado em carta, respondendo ao e-mail que ofereceu a pergunta, ficou bastante claro que os widgets (aquelas fotos pequenas na barra de tarefas do site do candidato) são pessoas ligadas ou fãs de quem, logado no Facebook, acessou o endereço eletrônico (site). Portanto, esses russos, indianos e quantas mais nacionalidades são da pessoa, ou máquina, que acessou, e não da fan page de Vanderlan Cardoso (PSB). Ou seja, estranho são esses nomes em um “print” de quem supostamente denunciou.

Relevo esse erro, em se tratando, hipoteticamente, do jornalista ser leigo no assunto e sugiro um maior aprofundamento na leitura das métricas das redes sociais e da programação de sites, o que o ajudaria muito. Ou se o jornalista foi assessorado, sugiro que informe à fonte que houve um erro crasso nesse caso.

Sobre o Facebook e o número de fãs engajados, posso dizer que os especialistas ouvidos erraram profundamente também, talvez por falta de acompanhamento da evolução da ferramenta Facebook, já que, ao mencionar o fato dos poucos mais de 2 mil seguidores ativos há dois graves erros de análise, os quais explicarei abaixo.

Páginas “abandonadas” não têm 2 mil seguidores engajados — gostaria até de ler sobre isso e ver onde há algum artigo acadêmico sobre o assunto, pois as referências bibliográficas de que dispomos são contraditórias. Sobre verificar esses engajamentos, creio que não há como o jornalista e o suposto denunciante ver isso de forma completa, pois somente os administradores da página podem ter acesso aos números completos oferecidos pelo Facebook, por senha e login de administrador. É política da empresa que, inclusive, costuma condenar práticas de “farmlikes” [fabricação artificial de curtição de páginas].

Não creio que o jornalista tenha tido uma assessoria que realmente conheça as ferramentas, e me coloco à sua disposição, se julgar necessário, para conhecer como funciona o trabalho das redes digitais do candidato Vanderlan, e que também saiba como nós descobrimos, por exemplo: inflação de “likes” [curtidas] em outras campanhas, que, como já dito em comunicado, “não questionamos por achar o assunto irrelevante, pois a discussão deve ser de alto nível, pautada na intenção com internautas e a apresentação de bom conteúdo”.

Encerrando, não há compra de “likes” e esses perfis altamente “fora da realidade Brasil” são, na verdade, resultado do perfil que acessou a página. Sugiro até que avise o denunciante do alto grau de “perfis farmlikes” constante em seu Facebook. Espero ter esclarecido de forma definitiva qualquer equívoco.

Gercyley Batista é vice-presidente do PRP em Goiás.

Nota da Redação: O sr. Gercyley Batista está enganado duplamente. Primeiro equívoco: o widget do Facebook mostra os amigos em comum que curtiram uma determinada página. Sugerimos que o sr. Batista faça o teste em qualquer site ou jornal que contenha um widget do Facebook — por exemplo, a “Folha de S. Paulo”, “O Estado de S. Paulo” ou o Jornal Opção e, assim, poderá observar que ali aparecerão seus amigos (de Facebook) que curtiram aquela página. Segundo equívoco: no caso específico da fan page de Vanderlan Cardoso, o “print” foi feito deslogado do Facebook, justamente para descobrir quem eram os reais seguidores e não apenas os amigos em comum que curtiram a página. Quanto ao envolvimento com a página, os números estão disponíveis na própria página e podem ser checados por qualquer pessoa.

 

“A teoria da mentira explica o caso Bernardo”

Maria Virgílio Carvalho

Sobre a reportagem “Morte do garoto Bernardo: quais os limites da crueldade humana?” (Jornal Opção 2038), de Fre­de­rico Vitor, querem saber sua ca­pa­cidade de cometer um crime destes? Pois bem, eu tenho a teoria da mentira. Aquele que gosta de mentir, tapear, quem engana pa­ra tirar proveito facilmente, diante de uma situação em que supõe ser possível faz coisas parecidas, é capaz de fazer isso. As pessoas que têm vergonha de fazer coisas escondidas nunca as farão. Con­clui-se que tem muita gente capaz de fazer estas coisas. E fazem!

E-mail: [email protected] • 187.2.199.206

 

cartas.qxd“Todo homem tem mais de uma face”

Cristiano Vieira

Muito bom o texto “Médici, de ditador mais temido a cidadão impotente” (Jornal Opção 2040), de Elder Dias. Toda história, todo homem, todo fato tem mais de uma face. E nem sempre todas são feias ou bonitas.

E-mail: [email protected]

 

“Irapuan disse tudo que eu queria ouvir”

José Agostinho

Parabéns a Irapuan Costa Junior pelo artigo “7 passos para o “buraco” ideológico”, na coluna “Contraponto” (Jornal Opção 2038). Disse tudo em poucas palavras. Você é o melhor articulista deste jornal, pois disse tudo que eu, como cidadão, quero ouvir, mas poucos têm a coragem de falar.

E-mail: [email protected]

 

cartas.qxd“Nicolau Sevcenko, um grande brasileiro”

Lorayne Garcia Ueocka

Vejo a nota “Brasil perde Nicolau Sevcenko, um discípulo de Sérgio Buarque de Holanda”, na coluna “Imprensa” (Jornal Opção 2041). Senti muito pela morte desse grande professor. Tive aula com ele na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) na década de 80. Realmente era uma figura brilhante na historiografia brasileira. Uma pena ele ter ido tão cedo. Podemos considerá-lo como um dos grandes vultos da história social no Brasil.

E-mail: [email protected]

 

“Pessoas usam a internet para despejar suas angústias”

Eduardo Campos: morte do candidato à Presidência leva leitores à reflexão

Eduardo Campos: morte do candidato à Presidência leva leitores à reflexão

Dulcinea V. Gama

Estou encantada com o texto “A morte de Eduardo Campos e o ‘atentado’ das teorias conspiratórias que predominam na internet” (Jornal Opção Online), de Ketllyn Fernandes. Muito bem escrito e totalmente imparcial sobre questões tão delicadas. A preocupação da jornalista é bem procedente quanto ao presente e futuro do que rola pela internet. A questão não é o que aconteceu e com quem aconteceu, mas, sim, esse lixo que aparece na mídia refletindo a alma dos internautas: pessoas infelizes, amarguradas e despreparadas para se manifestar sobre qualquer tema. Ficam despejando suas angústias nas redes, numa terapia coletiva, que é um verdadeiro vale-tudo. Parabéns, porque, hoje em dia raramente eu vejo alguém escrever tão bem.

E-mail: [email protected]

 

“Um texto muito lúcido”

Edergenio Vieira

O texto de Ketllyn Fernandes é primoroso. Poucas vezes li aqui nesse espaço um texto tão lúcido. Sim, é possível ter lucidez em meio ao lado sentimental, pois corpo e mente são um só. Pelo menos, para mim.

E-mail: [email protected]

 

“Dúvidas sobre improvável atentado serão desfeitas”

Bosco Carvalho

Ontem, durante, uma comemoração de aniversário de uma querida amiga, me perguntaram se não havia a possibilidade de que oposicionistas do falecido candidato estivessem por trás da queda do avião que resultou em sua morte. Respondi com as informações de que já dispunha, e mencionei o fato de que a aeronave já havia passado por uma pane dias atrás em Curitiba. Pelos relatos atuais, com a divulgação da gravação de um dos pilotos do jatinho ao afirmar que a visibilidade estava baixa e que iria tentar uma manobra para tentar uma nova aterrissagem em Santos, todas as dúvidas com relação a improvável atentado devem ficar definitivamente desfeitas.

Entre as inúmeras manifestações abomináveis que circulam na internet para desejar a morte de quem quer que seja, a mais falsa delas refere-se à data da promulgação do Decreto-Lei 12.970 [sobre restrição de acesso aos destroços em acidentes aéreos], promulgado em 9 de maio de 2014, e não no presente mês de agosto, como pode ser lido no site da Presidência da República.

E-mail: [email protected]

 

“São ‘estórias’, não histórias”

Moacir Romeiro

Quem cria essas estórias não possui nem um pouco de criatividade. São estórias, e não histórias, muito ridículas.

E-mail: [email protected]

 

“Nosso lado escuro está além da conta”

Marcelo Luiz Correa

Essas afirmações irrefletidas, maldosas e irresponsáveis quando acontecem tragédias são típicas da alma de pessoas superficiais, mas a reação às mesmas, caso sejam ampliadas e de divulgação excessiva, mostram duas coisas: o lado escuro do ser humano está aumentado além da conta e a credibilidade de quem nos representa está na faixa vermelha. Ou seja, tanto escolhemos mal nas urnas quanto a fórmula de escolha dos representantes é capenga e carrega distorções graves.

E-mail: [email protected]

 

“Não se respeita nem a morte de um ser humano”

Maria Carolina Amaral

Apoio total à jornalista Ketllyn Fernandes e ao jornal sobre a questão da repercussão da morte de Eduardo Campos. Não se respeita mais nem a morte de um ser humano; nem a dor dos parentes e amigos e de outros seres humanos; os quais nada se sentem bem ao ter notícia de uma tragédia como esta que vitimou o candidato Eduardo Campos e mais outras pessoas que têm família, amigos etc. Lamentavelmente temos de ouvir e ler especulações e ofensas desumanas. Esquecem-se de que, antes de serem políticos, são pessoas, humanos e sentem dor, saudades, tristezas e mais; há seis pessoas envolvidas que também deixaram entes queridos sofrendo pelo filho, marido, mãe, pai, irmão… êta, povo que fala!

E-mail: [email protected]

 

“Morte de Eduardo em nada beneficia Dilma ou Aécio”

Antonio Alves

Tipos individuais que se prestam a publicar comentários dessa natureza só mostram a falta de capacidade racional. A morte de Eduardo Campos em nada beneficia Dilma Rousseff ou Aécio Neves. Ou melhor, ambos perderam um possível aliado no segundo turno e ganharam um provável adversário capaz de tirar um deles da disputa e ganhar a eleição do outro. Campos era um político com ideias comuns a tantos outros por aí: prometia multiplicar por dez o investimento em segurança e implantar a educação de tempo integral, ideias para quem quer ganhar eleições e distantes da nossa realidade.

E-mail: [email protected]

 

“Clima de emoção amealhará votos para Marina”

Gilberto Santel

Quem votou em Marina Silva em 2010, evidentemente votará nela novamente. Com o natural desgaste do PT, pelo longo tempo no poder, e Aécio Neves (PSDB) tisnado pelas denúncias recentes da construção de um aeroporto em propriedade de parentes, os votos do eleitorado nordestino, que eram de Eduardo Campos, claro que vão se transferir para Marina — além de ela ser uma candidata considerada íntegra, corajosa e, sobretudo, ética. Penso que os descontentes com o PT e que não votariam nem no Aécio nem no Eduardo Campos vão votar nela. Sem contar o clima de comoção, que é inegável e deve contribuir para amealhar votos em favor dela. O brasileiro é um ser muito emotivo. A morte trágica de Eduardo Campos, sem hipocrisia, será “explorada” nesta eleição. De que maneira, só o tempo dirá.

E-mail: [email protected]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.