Do Leitor
Do Leitor

“Grande notícia para a literatura feita no Brasil”

Adalberto de Queiroz

O apoio financeiro conseguido pela tradutora Alison Entrekin é uma grande notícia para a literatura feita no Brasil, pois o português é falado por poucos milhões e não é língua em que se obtenha a mesma difusão e fortuna crítica que o inglês (ou o alemão, para o qual consta tradução de Guimarães Rosa). O livro “Grande Sertão: Veredas” completa 60 anos de seu lançamento neste ano de 2016, portanto, há razões de sobra para celebrarmos o compatriota que já pode ser lido em italiano.

Não é tarefa fácil lê-lo, portanto, imagino que quase impossível de ser traduzido em outras línguas pela enormidade de neologismos e criatividade linguística. Paulo Rónai (que era tradutor de primeira, o pai da matéria) dizia que ler “Grande Sertão” era por si só realizar um pouco a obra, quase tornar-se coautor. Isso é grandioso e generoso, por parte de um crítico (só mesmo alguém da estatura de Rónai para afirmar isso) que assim se pode resumir: “Como prêmio pelo esforço exigido pela leitura, saímos dela com a impressão de termos participado um pouco da obra de ficção, de termos compartilhado não só as vicissitudes das personagens, mas também a alegria criadora do autor”. É tarefa para maturidade do leitor – é prazer para o jovem; é afirmação da grandeza do místico universal que foi o mineiro João Guimarães Rosa.

Por fim, há uma versão alemã de 1964, assinada por Curt Meyer-Clason. Houve uma longa correspondência entre autor e tradutor, lembrando que Rosa fora diplomata e era fluente em Alemão. Isso gerou um livro: “J. G. Rosa: Correspondência com seu tradutor alemão”. [“Alison Entrekin consegue apoio financeiro e tradução de ‘Grande Sertão: Veredas’ para o inglês deve ser publicada”, Jornal Opção Online]

Adalberto de Queiroz é escritor e empresário.

 

“Todos têm direito de lutar pelo que acham certo”

Jeane Oliveira

Tristes esses comentários. É fácil destilar o ódio quando não se trata de uma tragédia ocorrida na própria família. Deveriam pensar antes de escrever e pensar em quem são, para evitar escrever tanta crueldade. Espero que nunca precisem clamar por Deus. Não gosto de política, mas creio que todos têm direito de lutar pelo que acham certo. Meus sentimentos aos familiares e amigos dessas vítimas da sociedade. [“Internautas destilam ódio em comentários sobre assassinato de jovem militante”, Jornal Opção Online]

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“O Brasil só não está pior porque ainda existem jovens como ele”

Nadia Ciriaco

Grande decepção “pessoas” apoiarem um ato de um pai que agiu com tamanha crueldade e rancor. Ninguém tem o direito de tirar a vida e nem o direito de interferir e agredir um pensamento diferente. O Brasil só não está pior porque ainda existem jovens como ele, que lutam por um futuro melhor, pessoas que pensam. E são tachados como loucos pela sociedade. Que desgosto!

E-mail: [email protected]

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