Do Leitor
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Cartas

“Propaganda excessiva sobre o Coringa de Jared Leto em ‘Esquadrão Suicida’ foi o tiro no pé da Warner”

joker

Benjamim Santos

É inevitável não fazer comparações ao falar de “Esquadrão Sui­cida”. O título da matéria “Marke­ting exagerado é o maior vilão de Es­quadrão Suicida” [Opção Cultu­ral, 2145] não poderia ser mais acertado, visto que a Warner tentou repetir o sucesso de marketing alcançado por sua concorrente, Marvel, em “Dead­pool”. Não conseguiu. O marketing foi bem feito, sobretudo com as milhares de notícias que circularam sobre a “genial” interpretação de Jared Leto como o Coringa, mas o filme deixa muito a desejar. Aliás, essa propagação toda sobre o Coringa foi o tiro no pé da Warner, afinal Leto é melhor cantor que ator.

Ok, não deram espaço o suficiente para que ele mostrasse sua “genialidade”, mas isso não é argumento. Talvez não tenham dado porque ele é mau ator. Ganhou um Oscar por seu papel em “Clube de Compras Dallas” unicamente pelo fato de ter emagrecido tanto — a Academia ama esse tipo de atuação: Charlize Theron — que é uma boa atriz — também ganhou a estatueta com a ajuda de uma mudança corporal drástica, visto que engordou 13 quilos para viver a serial killer Aileen Wuornos no filme “Monster – Desejo Assassino” (2003); Christian Bale — que é muito melhor que Leto — também ganhou o Oscar por seu papel em “O Vencedor” (2010), para o qual emagreceu 28 quilos.

É possível dizer que Leto foi premiado, por assim dizer, pela persistência: em 2007, engordou 28 quilos para interpretar o assassino de John Lennon no filme “Chapter 27”. Anos antes, emagreceu 11 quilos para fazer o seu papel em “Requiem for a Dream”. Pronto. Foi isso. Nada demais. Não é que ele seja um excelente ator. Além disso, Leto teria que ser mais que genial para superar o Coringa de Heath Ledger em “Batman: o Cavaleiro das Trevas” (2008). É impossível não comparar.

Então, voltando ao argumento inicial: o marketing da Warner foi tão bom quanto o de “Deadpool”. A diferença é que Ryan Reynolds conseguiu entregar o que a propaganda vendeu; Leto, muito longe disso. Reynolds está muito bem no filme, que foi bem executado pelo estúdio e olha que estamos falando da Fox, aquela mesma empresa responsável por todos os desastres da franquia “X-Men”.
Além disso, por incrível que pareça, Leto não é Reynolds — e isso é algo triste de se dizer, afinal, Reynolds, como ator, é tão bom quanto o seu filme do “Lanterna Verde”.

Benjamim Santos é estudante de Letras.

 

“Tentaram dar mais profundidade às personagens, mas o tiro saiu pela culatra. Uma pena”

Thiago Burigato*

Muito boa a análise. Eu vi o filme no dia em que foi exibido em Goiânia com boas expectativas e até entendi o que os criadores quiseram fazer, tentando dar uma profundidade às personagens, estabelecendo um vínculo maior com o Batman, mas… o tiro acabou saindo pela culatra. Uma pena.

Thiago Burigato é jornalista.

 

“Ela disse tudo o que eu ia dizer”

Anderson Fonseca*

Adorei o artigo da Ana Amélia Ribeiro, no Opção Cultural, sobre o filme “Esquadrão Sui­ci­da”. Eu ia escrever para o mes­mo jornal, mas depois que li, pensei: “Ela disse tudo o que eu ia dizer!”.

Anderson Fonseca é escritor.

 

“Se Coco Chanel foi nazista, não sei, mas uma coisa é fato: tinha grande talento para a moda”

Coco Chanel considerava Adolf Hitler um “grande europeu”

Coco Chanel considerava Adolf Hitler um “grande europeu”

Greice Guerra*

Sobre o artigo: “Coco Chanel foi nazista e antissemita convicta” [Coluna Imprensa, 1884]
Não sabia desse lado de Coco Chanel. Já assisti documentários e filmes sobre sua vida, onde observei infância e juventude muito difíceis! Nunca ouvi ou vi nada a respeito deste “outro” lado de Coco. Deve ser uma leitura interessante. Não li o livro, mas talvez a mesma tenha tido essa postura por uma questão de sobrevivência. Claro que não justifica, mas pelos documentários e filmes que já vi a respeito de Coco Chanel, ela sofreu muito preconceito, opressão e até mesmo perseguição devido ao seu estilo “vanguardista” de ver a vida e a moda também. Era uma mulher muito à frente de seu tempo, sendo a criadora da calça comprida para mulheres, sendo uma das primeiras a usá-las.

Em Paris, principalmente na Champs-Élysées, existem várias homenagens e inspirações a Coco Chanel. Eu a adoro e a admiro! E gosto e uso seu “estilo”. Se ela foi nazista ou simpatizante, eu não sei e não vou julgá-la, mas uma coisa é fato: ela possuía grande talento para a moda! Independente de qualquer coisa, sou sua fã e seguidora de seu estilo. Adoro o estilo Coco Chanel!

*Greice Guerra é economista.

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