A.C. Scartezini

Pasadena cruza a reeleição da presidente Dilma Rousseff e Aécio Neves volta a ser referência

O tucano cresceu nas duas pesquisas da semana, pelo Ibope e Datafolha; Dilma subiu no primeiro e estabilizou no segundo; e Marina estacionou Ibope e caiu no outro

Delação premiada de Paulo Roberto Costa jogou um balde de água fria no crescimento eleitoral de Dilma Rouseff

Delação premiada de Paulo Roberto Costa jogou um balde de água fria no crescimento eleitoral de Dilma Rouseff

Os fantasmas da Petrobras voltam a assustar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). No sobe e desce das pesquisas, Dilma prometeu bater à porta do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana, atrás do ministro Teori Zavascki, relator de escândalos da petroleira. Não deixaria de ser uma forma de tentar impor sua autoridade ao Supremo, onde o PT nomeou sete dos atuais 10 ministros. O que o tribunal poderia fazer? Proibir vazamentos à polícia?
“Não é possível”, bradou Dilma em mais uma de suas entrevistas à imprensa no comitê eleitoral do Palácio da Alvorada, na tarde de sexta-feira, 19. Ela não aceitava que a imprensa recebesse informações de fonte anônima sobre escândalos na Pe­trobras que ela desconhecia, em­bora seja presidente da República.

O nervosismo, novamente, relacionava-se à compra da refinaria em Pasadena, no Texas, há seis anos, aprovada em reunião do conselho administrativo da Petrobras sob sua presidência como conselheira e chefe da Casa Civil de Lula. Enquanto isso, os jornais publicavam outro vazamento de delação premiada do ex-diretor Paulo Roberto Costa, em busca da redução de sua pena no presídio.

Na véspera, a televisão divulgou que Costa confessou ter recebido a propina de R$ 1,5 milhão para ajudar na aprovação da compra de Pasadena. Ao todo, o ex-diretor teria estimado que o roubo de dinheiro, pelo PT, na Petrobras teria chegado a R$ 70 bilhões, aplicados na compra de apoio político ao Planalto. Mais um mensalão.

A presidente disse não se conformar porque, informalmente, a imprensa recebe informações que ela pediu, mas não recebeu da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República. No mesmo dia que a televisão divulgou a última do ex-diretor Costa, o procurador-geral Rodrigo Janot negou o acesso da presidente aos depoimentos dos presos pela Operação Lava Jato, como Costa.

A duas semanas do primeiro turno, a eleição presidencial avança em direção incerta, sujeita a solavancos para a reeleição, como os da Petrobras. Tudo é possível, numa dinâmica onde os candidatos à Presidência não divulgam programas de governo para não desagradar algum eleitor. Até Dilma foi aconselhada pelo PT a não defender ideias trabalhistas que o governo não aplique hoje.

No momento, o negócio é a­companhar os movimentos de Aécio Neves (PSDB), pelo menos por duas ra­zões. Uma é ver se a evolução do candidato provoca nova reviravolta que o recoloque no segundo turno. Outro motivo é observar como as eventuais altas e baixas da candidatura tucana se redistribuem na cotação da concorrência.

Quanto a altas e baixas, Marina Silva (PSB) também é uma referência se considerado o rumo que podem tomar as promessas de voto da ambientalista, a que parou de crescer nas pesquisas, abatida pelo tiroteio da concorrência, com as mentiras e ameaças vindas do PT. A má-fé petista procura voltar à velha polarização com os tucanos, vítimas de fraudes históricas criadas por Lula.

A fixação petista no duelo com o PSDB se respalda nas pesquisas de opinião, que apontam Aécio como o concorrente mais fraco para Dilma num segundo turno. Uma das razões para a fragilidade do tucano é a circunstância de ser menos conhecido pelos eleitores. Outra é o fato de sua origem se identificar com o PT menos do que a trajetória de Marina.

Um mês depois do início do horário eleitoral na televisão e rádio, Aécio ainda se apresenta ao público dos programas. No cartão de visita, registra obras realizadas como governador de Minas. É um estágio de distribuição de currículo que veio em seguida à fase onde se mostrava como mineiro afeito à política por parte de pai e mãe, neto de Aécio Cunha e Tancredo Neves.

Num movimento contrário, a propaganda de Dilma omite o fato de que ela é candidata à reeleição. É uma forma sutil, esperta de anular na mente de eleitores a memória de que é presidente há quase quatro anos, comprometida com desvios administrativos e éticos que muitos não aceitam. A propaganda se fixa, então, no que considera a parte sadia da gestão, obras.

Uma resposta para “Pasadena cruza a reeleição da presidente Dilma Rousseff e Aécio Neves volta a ser referência”

  1. luiz disse:

    se falar morre e melhor entrar mudo e sair vivo hahahaha

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