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A.C. Scartezini

Os contatos políticos dominaram a semana à espera do incerto ministro da Fazenda

Guido Mantega, demissionário e sem autoridade, vai a encontro do G20 Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Guido Mantega, demissionário e sem autoridade, vai a encontro do G20 Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

A presidente Dilma demonstra a ideia de encarar a mudança na economia apenas depois da escolha do novo ministro da Fazenda, coisa para mais adiante. Antes, deseja conhecer Brisbane, na Austrália, no próximo fim de semana. A cidade sediará a reunião do G20, grupo que, por ironia da história, ainda considera o Brasil uma das 20 economias mais fortes do planeta.

Ainda não se sabe se a presidente está disposta a nomear o novo ministro assim que voltar da viagem ou se os despachos com o companheiro Guido Mantega entrarão em dezembro, último mês do atual governo. O atual ministro é outro que deverá conhecer Brisbane, mas que autoridade teria para negociar se todos sabem que ele está com aviso prévio desde setembro?

A própria troca do ministro da Fazenda numa economia em decadência também é tratada pela presidente mais como uma peça de articulação política do que uma providência de gestão federal. A costura política domina a retomada da agenda presidencial há uma semana, desde a volta da praia baiana no domingo. Vejamos.

Na segunda-feira, a agenda ficou em branco, sem anunciar a visita noturna de Lula à residência no Alvorada. Na terça, Dilma foi ao Planalto conversar com o governador do Ceará, Ciro Gomes (Pros), sobre alianças. Na quarta, recebeu líderes do PSD para tratar da base aliada. Depois, pediu ao governador e ao prefeito do Rio, Luiz Fer­nando Pezão e Eduardo Paes, que tirem do deputado Eduardo Cunha a ideia de ser líder do PMDB.

Ainda na quarta, a presidente encerrou o dia com um programa social, sem conversa política: distribuiu a artistas populares medalhas do Mérito Cultural, coisa dos companheiros que atuam no Ministério da Cultura.

Na quinta, não foi ao Planalto, ficou no Alvorada para confraternizar com companheiros do PT entre vinhos, salgados e doces. O clima de festa com muita gente não permitiu aos petistas comunicarem à companheira o que ela já sabe: eles desejam maior participação no segundo mandato. Na sexta, foi ao escritório à tarde para receber o presidente do Uruguai, José Mujica.

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