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A.C. Scartezini

Numa semana ocupada por quatro pesquisas, nenhuma sorriu para a reeleição

Com a queda do prestígio da presidente em amostragens diferentes, petistas concluem que cabe a Dilma fazer-se mais do mesmo 

Dilma Rousseff, do PT, caiu mais nas pesquisas do que Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB

Dilma Rousseff, do PT, caiu mais nas pesquisas do que Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB

A. C. Scartezini

A semana de dias úteis co­meçou na segunda e ter­minou na sexta ocupada por pesquisas de opinião com diversas origens. O mau humor brasileiro, visível nas ruas, domina o cenário e lança pessimismo em relação ao futuro. Na segunda-feira, uma pesquisa interna do PT constatou a mesma coi­sa. Na sexta, a última rodada do Da­ta­fo­lha confirmou o sentimento das ruas.

O Datafolha saiu a campo en­tre a terça e quinta-feira, uma se­ma­na antes do início da Copa do Mundo. Encontrou a quarta queda se­guida, neste ano, de votos a favor da reeleição da presidente. Em um mês, ela perdeu três pontos. Em maio, tinha o apoio de 37% dos eleitores. Na semana pas­sada, caiu para 34. Em fevereiro, tinha 44% das preferências.

Em compensação, o presidenciável Aécio Neves desceu um degrau entre maio e junho, caiu de 20% para 19. Em fevereiro, tinha 16%. A queda foi considerável para o concorrente Eduardo Campos (PSB). Entre maio e junho, ele perdeu em torno de um terço de seus eleitores. Caiu de 11% para 7, menos que os 9% que detinha em fevereiro.

O desencanto popular com a po­lítica pode explicar as quedas dos três, embora Aécio possa ser considerado estável porque a margem de erro da pesquisa é de dois pontos. A desilusão popular ajuda a entender porque todos perderam, nenhum dos três ganhou. Os votos perdidos teriam se transformado em nulos, brancos e indecisos, que engordaram no período.

O número de eleitores indecisos saltou de 8% em maio para 13 em junho. Os nulos e brancos eram 16% e foram a 17. Somados, os três grupo alcançam quase um terço dos eleitores: 30%. É o maior índice desde a volta da eleição presidencial direta em 1989, há 25 anos. Desde então, esta é a sétima eleição. Quatro presidentes diferentes se elegeram até agora.

Se a eleição fosse hoje, como diz o bordão, haveria o segundo turno. A soma dos votos de Aécio e Campos representa 26%. Os outros nove candidatos a presidente reúnem 10% – em quarto lugar, continua o Pastor Everaldo (PSC), com quatro pontos, mais do que a metade dos 7% de Campos. Juntos, todos eles somam 36% contra os 34 de Dilma.

E o pessimismo? A inflação vai aumentar, na opinião de 64%. Sete por cento acreditam que cairá. Ficará como está, é a opinião de 21%. A economia vai piorar, pensam 36%. Ficará como está, preveem 32%. Evoluirá para melhor, conforme 26%. O desemprego? Aumentará, para 48%. Ficará como está, de a­cordo com 28%. Dimi­nuirá, esperam 18%.

Caiu a aprovação do governo Dilma: estava com 38% em maio e desceu a 33 – um terço dos eleitores. O governo é ruim ou péssimo, pensam 28% — em maio, eram 26. O governo é regular, na cotação de 38%, como em maio.

Uma resposta para “Numa semana ocupada por quatro pesquisas, nenhuma sorriu para a reeleição”

  1. Avatar Marcelo Luiz Correa disse:

    O modelo presidencialista brasileiro está esgotado e falido, só o povão é que não vê isso, aliás, o povão só enxerga quando as letras na frente de seu nariz são garrafais! E a incompetência do PT aumentou tanto, que essa leitura pode vir a ocorrer.

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