A.C. Scartezini

As cotações dos presidenciáveis mais fortes se congelaram com o favoritismo da reeleição

As pesquisas do Ibope e Datafolha indicam que não há mais espaço para oscilações súbitas nas preferências por Dilma, Marina e Aécio

Marina Silva e Aécio Neves: os dois sofreram queda, sobretudo a primeira

Marina Silva e Aécio Neves: os dois sofreram queda, sobretudo a primeira

A uma semana do primeiro turno, parece não haver mais espaço para mu­dan­ça brusca na su­cessão presidencial. As cotações dos três principais candidatos a presidente no turno inicial se apresentam em harmonia nas duas pesquisas divulgadas durante a semana, se considerarmos que o Ibope e o Da­ta­folha admitem a margem de erro de dois por cento para cima ou para bai­xo. Todos eles em situação estável.

A presidente Dilma continua a liderar, mas sem avanço fora da margem de erro. No Ibope, divulgado na terça-feira, 23, ela apresentou 38% contra 36% uma se­mana antes. No Datafolha, anunciado na sexta-feira, 26, ela exibiu 40% contra 37% uma semana an­tes. No Ibope, Dilma os­tentou no­ve pontos a mais do que Ma­ri­na Silva (PSB/Rede). No Data­folha, a vantagem subiu para 13%.
Em segundo, Marina ficou com 29% no Ibope, contra 30% uma semana antes.

No Datafolha, a queda foi maior: somou 27 pontos contra 30 na semana anterior. Aécio Neves (PSDB) não se mexeu. No Ibope tinha 19% e lá permaneceu. No Datafolha, subiu um degrau, foi de 17 pontos para 18.

A maior diferença está na disputa de segundo turno entre Dilma e Ma­rina. No Ibope, ambas empataram com 41%. No Data­fo­lha, Dilma saiu à frente, com 47 pon­tos contra 43. Uma semana an­tes, pelo Ibope, Marina estava na fren­te com 43% a 40%. O Da­tafolha confirmou a liderança de Marina na semana anterior por 46% a 44%.

No segundo turno contra Aécio, pelo Ibope, Dilma venceria por 46% a 35%. Uma semana antes, a presidente venceria 44 pontos a 37. Entre uma semana e outra, Dilma subiu dois degraus e Aécio desceu outros dois. No Da­tafolha, a presidente venceria por 50% a 39%. Na semana anterior, era a mesma coisa, 49% a 39%.

No Ibope, Dilma foi a principal herdeira dos votos perdidos por Ma­rina nos dias anteriores. Nos três se­gmentos em que mais recuou a co­tação de Marina, a presidente abo­canhou a maioria dos migrantes. A maior queda de Marina foi no Nor­deste, onde desceu de 29% para 22% em uma semana. Ali, Dilma subiu três pontos e chegou a 51%.

Entre os mais pobres, com ren­da até um salário mínimo (R$ 704,00), Marina perdeu quatro pontos e ficou com 20. Ali, Dilma subiu três degraus e chegou aos mesmos 51% nordestinos. Enfim, junto aos mais escolarizados, Marina perdeu cinco pontos, desceu para 32. Dilma ganhou três pontos e foi a 25.

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