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Elder Sales

Pânico!!! Botão do pânico ajuda mulheres, mas de que pânico estamos vivendo? Vai ter botão pra todo mundo?

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PÂNICO…

Neurologicamente poderia representar uma condição de alerta que invade o sistema nervoso a partir de um estímulo do ambiente que traz algum risco… Uma tempestade de neurotransmissores noradrenérgicos que ativam várias áreas do cérebro e numa mistura de medo, superexcitação e ansiedade vários sistemas se colocam a disposição para fugir, correr ou até lutar e agredir, enfrentamento? Talvez! Diria que o pânico no nosso país é multifatorial…

Mas que pânico poderíamos falar?

O da Band que paradoxalmente ao avanço da força feminina “bundaliza” a televisão e mais parece um açougue de belas carnes expostas num final de domingo? Sem falso moralismo, mas em meio ao caos é inevitável não passar e dar um espiadinha. É o consumo de um dos produtos mais vendidos da história: O corpo feminino. Pior, sua banalização.

Seria o pânico na floresta? Não, isso é filme que até foi satirizado e transformado de terror para o humor negro com pitadas de paródias de gosto discutível, mas que, para descontrair, acabou atingindo a população. A violência é escrachada e o sangue motivo de piada. É se não dá pra mudar a realidade o escape talvez seja como um analgésico para uma doença crônica!

Mas e o pânico da reeleição? Que cenário cinematográfico é esse? Um acidente de avião reconduz a sucessão política no Brasil. Um acidente tão confuso que mais parece o capitulo de uma das novelas que minam a sociedade. Como um raio, Marina “ressurge” e a presidência pode cair no seu colo uma vez que, caso haja segundo turno, os eleitores de Aécio tem na raiz um antilulismo piorado com Dilma e o seu pré sal.

Pânico por quê? Por, mais uma vez, podermos ter um representante votado às avessas não por opção primária, mas por desmotivação e a tentativa de mudança, mesmo imaginando que tudo pode continuar como antes na terra de… Nossa terra!

E são vários os “estados de alerta”, Estados, literalmente.

Entre eles, violência e impunidade num circulo alimentado a todo instante pela empresa das drogas e pelo ensimesmado poder judiciário, aristocrata, distante do povo num autismo esquizofrênico? Que pais vivem nossos legisladores?

Ao menos um pânico traz esperança e merece ressalvas de congratulações. Não o pânico em si, na maioria das vezes tão devastador, mas da concretização de socorro formatada em um aparelho conhecido como “Botão do Pânico” que ao ser acionado proporciona ajuda as vitimas de agressão e as mulheres são mais representativas. Ótima a iniciativa. Prática, real, não apenas discurso! Esse aparelho tem sido usado pela policia do Pará entre outros com bons resultados.

Não por maldade e oportunismo, mas o povo precisa desse botão quando vai ao supermercado, quando atravessa Brs com pedágio, quando vai aos hospitais e colocam os filhos na escola, o povo precisa do botão do pânico para o horário político para onde migram as melhores e mais altruístas almas preocupadas com esse povo mesmo que seja até o fim das eleições.

Cadê o nosso botão?

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