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Frederico Vitor

PT e PSDB podem caminhar juntos nas eleições de 2016? Em Anápolis é possível

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João Gomes e Alexandre Baldy na mesma aliança? É difícil, não impossível

Para quem acompanha política de perto, ainda mais nestes tempos em que as discussões e o embate ideológico estão acalorados, provavelmente deve pensar ser improvável – se não impossível – PT e PSDB, duas siglas antagônicas, caminharem juntos nas eleições municipais de 2016. Mas em Anápolis, a segunda cidade mais rica de Goiás e o terceiro maior colégio eleitoral do Estado, isso pode vir a acontecer.

Não seria a primeira vez em que petistas e tucanos viriam a fechar aliança para a disputa do pleito municipal. Uma provável união, ou aproximação, entre PT e PSDB não é nada inédito. Em 2004, por exemplo, o deputado Rubens Otoni (PT) foi candidato tendo como seu vice o vereador tucano, José Vieira.

O prefeito João Gomes (PT) sempre manteve, como seu antecessor Antônio Gomide, um ótimo relacionamento com o governador Marconi Perillo (PSDB), o expoente máximo do tucanato em Goiás. A proximidade republicana entre os chefes do Executivo estadual e municipal tem sido historicamente pautada com muita cordialidade, com os interesses do município em primeiro plano, deixando as questões políticas em segundo lugar.

Prova disso é o volume de obras do governo estadual executado na cidade, e não é pouca coisa. O monumental terminal aéreo de cargas será o segundo maior do País, e o Centro de Convenções será o maior e mais moderno espaço para eventos do Centro-Oeste. Tal folha de serviços requer entendimento afinado entre prefeitura e Palácio das Esmeraldas, relação que está muito acima de cor partidária.

No plano político, o deputado federal Alexandre Baldy (PSDB) se apresenta como o parlamentar do PSDB representante e defensor dos interesses de Anápolis no Congresso. O empresário é ventilado como pré-candidato ao pleito do ano que vem, mesmo ainda não se posicionando publicamente a respeito. Nos últimos dias, surgiu a notícia de que sua mulher, a empresária Luana Baldy, poderia se aventurar numa candidatura à prefeitura bancada pelo marido. Porém, os ventos políticos que sopram de Anápolis sinalizam que tal empreitada é praticamente inviável. Isso porque seria arriscado demais para a legenda do governador apostar em um nome quase totalmente desconhecido no meio político da cidade. Apesar de ser anapolina, ela não viveu e não tem nenhuma ligação com os políticos locais. Em linhas gerais, a cidade é importante demais para apostas de ocasião.

Outro tucano que sempre aparece na lista dos prováveis candidatos à prefeitura é o vereador e superintendente do Produzir, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Cunha Neto. Ele chegou a declarar recentemente que a legenda ainda não definiu o nome para prefeito, ou seja, que o deputado Alexandre Baldy não é o pré-candidato definido pela maioria do diretório municipal do partido. Inclusive, segundo ele, teria recebido carta branca do próprio governador Marconi para ir à disputa pelo Executivo municipal. Será?

Seja qual for o resultado das contendas e dos desentendimentos internos do diretório municipal do PSDB, do outro lado, o PT segue numa organização política orquestral no que se refere aos preparativos eleitorais de 2016. O ex-prefeito Antônio Gomide deve coordenar a campanha à reeleição de João Gomes, numa ampla frente partidária que deve proporcionar forte capilaridade eleitoral no município em que a sigla, ao contrário de Goiânia, sempre correspondeu às expectativas dos eleitores anapolinos, tanto que pode faturar a terceira eleição seguida.

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