Frederico Vitor
Frederico Vitor

Período pré-eleitoral deixa cenário mais claro

Já é possível enxergar quais serão os candidatos que vão entrar na disputa pela prefeitura que concentra o segundo maior orçamento municipal de Goiás

João Gomes pode tentar reeleição com um peemedebista na vice; Fernando Cunha, Frei Valdair, Elismar Veiga e Ernani de Paula: nomes já definidos como pré-candidatos a prefeito

João Gomes pode tentar reeleição com um peemedebista na vice; Fernando Cunha, Frei Valdair, Elismar Veiga e Ernani de Paula: nomes já definidos como pré-candidatos a prefeito

As eleições municipais deste ano, que ocorrerão no dia 2 de outubro, têm elementos diferentes dos pleitos passados. Isso significa que o período pré-eleitoral, ou a pré-campanha, é tão importante para os partidos e postulantes a prefeito e vereador quanto a campanha propriamente dita. Desta forma, de maneira antecipada, já é possível enxergar quais serão os candidatos que vão entrar na disputa pela prefeitura que concentra o segundo maior orçamento municipal de Goiás.

O prefeito João Gomes (PT) vai à reeleição. Sua administração está pautada em volumes de obras e ações que sejam perceptíveis ao olhar dos eleitores. É desta gestão a maior obra já executada na história de Anápolis, ou seja, a construção e reestruturação de seis grandes corredores para o transporte público nas principais vias da cidade — que custará R$ 77 milhões, oriundos do Ministério das Cida­des e do PAC da Mobilidade. Não somente isso, o petista acabou de confirmar reajuste salarial para os professores que recebem o piso nacional da categoria.

A incógnita deste momento é em relação ao vice de João Gomes. Há conversas de bastidores que indicam que a vaga poderá ser reservada a algum quadro do PMDB. Não porque a sigla seja um gigante do cenário político local, mas sim por questões relacionadas a 2018. A opção da vice por um peemedebista passa por uma engenharia política que mira as próximas eleições ao governo. Noutras palavras, o grupo do PT goiano capitaneado pelo deputado federal Rubens Otoni sinaliza que está aberto ao diálogo com o PMDB estadual, agora sob comando do também deputado federal Daniel Vilela.

Já o PSDB deve bancar a candidatura do vereador e superintendente do Programa de Desenvol­vi­mento Industrial de Goiás (Pro­du­zir), Fernando Cunha, após a desistência do deputado federal Alexan­dre Baldy. O projeto político tucano é de unir a base do governador Marconi Perillo, isto é, uma aliança formada pelo PSDB, PP, PSD e PPS. A tarefa não será fácil, levando em consideração que tais siglas fazem parte da atual administração municipal.

O vereador Frei Valdair, um velho conhecido do eleitorado anapolino, trocou o PTB do deputado federal Jovair Arantes pelo PSB da senadora Lúcia Vânia e do empresário e pré-candidato a prefeito de Goiânia Vanderlan Cardoso. O neo-socialista espera ser uma espécie de terceira via, ou seja, um candidato à parte da atual gestão petista e da oposição representada pelos tucanos.

O G4, grupo político formado pelo PHS, PEN, PPS e PSD, tem três nomes como pré-candidatos: o pastor evangélico e presidente do diretório municipal do PHS, Elismar Veiga; Thiago Sousa, do PSD; e Dominguinho do Cedro, do PEN. Mas, quando chegar a época das convenções partidárias e das definições de alianças, estes nomes apresentados tenderão a se dissolver e suas siglas deverão ser cooptadas por outras ou grupo de maior envergadura. De todo modo o G4 está em articulação e não se pode menosprezá-lo.

O deputado estadual Carlos Antonio (SD) ainda não disse se vai disputar a prefeitura, porém é um personagem a ser considerado. O parlamentar, que é radialista esportivo, detém um capital político importante, apesar de não circular com desenvoltura por todos os setores da sociedade anapolina. Mas o SD terá peso neste pleito, seja como aliado de alguma grande sigla ou protagonizando candidatura própria.

Correndo por fora e prometendo embaralhar o jogo político, o ex-prefeito Ernani de Paula é pré-candidato a prefeito pelo nanico PSDC. Para arrepio de alguns e desespero de outros, o empresário promete balançar a cidade e deverá desempenhar o papel do candidato sem papas na língua, que não fugirá de polêmicas dentro do debate eleitoral.

Guardada as devidas proporções, Ernani chega para desempenhar em Anápolis o mesmo papel que o deputado federal Waldir Soares (PSDB, mas prestes a deixar o partido) fará em Goiânia. O ex-prefeito tem a expectativa de ser um fenômeno eleitoral graças a um apelo nas redes sociais e em cima do descontentamento de uma parcela do eleitorado em relação aos políticos tradicionais. Ao encarnar o personagem do candidato não convencional, Ernani de Paula promete surpreender.

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João Alberto Martens

Por que o Pedro Canedo não consta nesta reportagem?