Frederico Vitor
Frederico Vitor

Muitas dúvidas e poucas certezas na pré-campanha

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Já está valendo. Diferente­mente dos outros anos, há quem diga que devido à mudança na legislação eleitoral, a pré-campanha se tornou mais importante do que a campanha eleitoral propriamente dita. Portanto, os personagens que, oficialmente, entrarão na disputa à Prefeitura de Anápolis se movimentam para consolidar cada vez mais os seus nomes.

Não é segredo para ninguém que o prefeito João Gomes (PT) tentará se reeleger, mantendo a supremacia política do PT na cidade. Vice de Antônio Gomide nas eleições de 2012, o chefe do Executivo municipal adquiriu personalidade administrativa própria, ou seja, já não depende mais da sombra de Gomide para governar. Nestes dois anos, o volume de obra entregue e iniciada pelo petista é enorme, dentre elas a implantação de seis corredores do trans­porte coletivo urbano, um empreendimento de R$ 77 mi­lhões provenientes do Minis­té­rio das Cidades e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) — será a maior obra da história de Anápolis.

A dúvida que paira é: quem será escalado para a vice de João Gomes? O PT vai bancar uma chapa puro sangue, apesar de aglutinar uma dúzia de legendas satélites numa ampla aliança? Ou os petistas vão usar a vaga de vice para barganhar alguma outra legenda de peso eleitoral, como o SD do deputado estadual Carlos Antonio?

Enquanto isso, o líder do So­lidariedade em Anápolis segue articulando. Carlos Antonio teve um ano de 2015 de destaque na As­sembleia Legislativa e foi considerado por jornalistas que cobrem o par­lamento goiano o deputado do ano. Há indícios de que ele mantém conversações avançadas com João Go­mes e, ao mesmo tempo, estuda viabilizar candidatura própria. A definição sobre qual caminho o SD seguirá somente será conhecida em maio.

Já o PSDB segue no impasse e dá impressão que já jogou a toalha. Inclusive ventilou-se a ideia dos tucanos indicarem um vice para o petista João Gomes, possibilidade esta que já foi afastada. Enquanto isso o deputado federal Alexandre Baldy continua em cena ou rascunhando um balão de ensaio em torno de uma possível candidatura ao Executivo de Anápolis. Em sua espreita o vereador Fernando Cunha articula politicamente com vistas a engatar um projeto político que o alce à Prefeitura. Assim como no SD, o posicionamento do PSDB somente será conhecido depois de março, apesar de a pré-campanha ter maior peso no pleito deste ano.

Correndo por fora continua o G-4, grupo que reúne o PSD, PHS, PEN e PPS. Os dirigentes destas siglas promovem periodicamente alguns seminários com vistas em aglutinar lideranças de bases eleitorais, para que consigam chegar com força no momento das definições de alianças. Noutras palavras, se não houver candidato a prefeito oriundo da união destas legendas, o foco será negociar com outros grupamentos políticos, como o liderado pelo PT, por exemplo.

Outra incógnita que ainda tira o sono de muitos políticos em Anápolis é a possível candidatura do ex-prefeito Ernani de Paula, atualmente filiado ao Pros. De posições polêmicas e afastado da política anapolina depois de uma administração traumática, seu ressurgimento por meio de uma possível candidatura a prefeito deverá “bagunçar o coreto”. Outra dúvida que persiste é se Ernani desistiria de seu projeto à Prefeitura para prestar apoio a outro candidato. Será algo interessante de se acompanhar, levando em consideração que, recentemente, ele foi rejeitado ao tentar se filiar no PSB. Afinal, qual político vai querer posar para a foto com Ernani de Paula ao lado, em cima de um palanque?

Seja lá qual for o cenário, não há dúvida enquanto ao protagonismo político do PT e do PSDB do governador Marconi. O ex-prefeito Antônio Gomide será um personagem indispensável da campanha de João Gomes e seu nome foi escalado para coordenar a campanha da reeleição do prefeito.

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Erick

O PT pode ter errado muito, mas em Anápolis, as gestões petistas fizeram muito bem a cidade!