Yago Rodrigues
Yago Rodrigues

Líderes de partidos apontam os nomes que deverão ir à Câmara e à Assembleia

Rubens Otoni (PT), Alexandre Baldy  (PSDB) e Frei Valdair (PTB), segundo os presidentes, irão para a Câmara Federal

Rubens Otoni (PT), Alexandre Baldy (PSDB) e Frei Valdair (PTB), segundo os presidentes, irão para a Câmara Federal

A escolha dos representantes para Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa se dificulta com a quantidade de inscritos deferidos. São 97 candidatos a deputado federal e 717 a deputado federal. Ou seja, mais de 800 nomes espalhados apenas pelo Estado de Goiás. A eleição de determinado candidato, comumente, tem relação com a proximidade do elegível com o município ou bairro. Sem contar as causas que eles defendem e apresentam em suas campanhas.

Contudo, poucos são os que têm reais chances de serem eleitos. No caso de Anápolis, os números não alcançam duas casas. As apostas de líderes de diferentes siglas dão como certa a eleição daqueles mais populares ou, como diz Valto Elias, presidente do PSDB anapolino, “os que têm uma campanha mais presente em Anápolis”: Alexandre Baldy (PSDB), Rubens Otoni (PT) e Frei Valdair (PTB). Esses são os candidatos à Câmara que têm chances reais de eleição. Eles também são citados por Eduardo Machado, presidente nacional do PHS, e Ceser Donisete, presidente do PT, ainda que acreditem apenas em um ou dois nomes.

Já quanto aos candidatos anapolinos que bem representariam o município na Assembleia, os líderes pouco especificam nomes, mas apostam na eleição de três a cinco candidatos da cidade pelo eleitorado de Anápolis. Darlan Braz (PPS) cita André Almeida e Rosângela Correia, companheiros de partido. Já Eduardo Machado aponta Elismar Veiga, a principal aposta da legenda em Anápolis.

Em um panorama mais amplo, considerando àqueles que, de fato, podem ser eleitos, Carlos Antônio, líder do Solidariedade no município, é o favorito absoluto entre os candidatos a estadual. Do PT, Dinamélia Rabelo se destaca. José de Lima, do PDT, também é uma boa aposta. Mas há outros prováveis nomes. Foram citados também: a neo-tucana Onaide Santillo, o Coronel Nonato (PSD), José Odilon (PTN), Pedro Canedo (PP), que tem chances, e o Sargento Pereira (PSL).

Proporcionalidade

O baixo número de eleitos para uma cidade do porte de Anápolis, levanta a questão: são suficientes para uma boa representatividade nas Casas? Para Ceser Donisete, se a cidade eleger dois federais e três estaduais, estará dentro do previsto. “Em proporcionalidade de votos, Anápolis tem tudo para ficar bem figurada na Câmara e na As­sembleia”, diz. Valto Elias pondera. Para ele, há uma campanha na cidade para que os anapolinos votem nos anapolinos: “Temos um eleitorado muito grande que, se concentrasse votos, poderia eleger três deputados federais e quatro estaduais. Nós queremos eleger um número maior de candidatos da cidade nessas eleições e esperamos que os cidadãos deem prioridade a eles”.

Ainda que acredite na capacidade de eleição de três deputados federais e cinco estaduais, Eduardo Machado entende a situação como resultado de uma escolha da própria população que não vota em candidatos da cidade. Já Darlan Braz ressalta a falta de uma articulação conjunta das forças políticas do município. Ele pontua ainda que a situação é a mesma em outros municípios como Rio Verde, Itumbiara, Morrinhos e Caldas Novas: “Trata-se da falta de reconhecimento da importância que tem a representatividade política da cidade seja na Câmara ou na Assembleia. Quanto maior a representatividade, maior a visibilidade e a capacidade de atrair investimentos e eventos. Por isso, é muito importante que tenhamos esse reconhecimento”.

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