Frederico Vitor
Frederico Vitor

Eleições municipais de 2016 tem movimentado os bastidores da política anapolina

Alexandre Baldy é o nome do PSDB; Prefeito João Gomes vai tentar reeleição e PT pode sair em chapa pura; Carlos Antônio deve vir pelo Solidariedade; e Elismar Veiga quer formar terceira via | Fotos: reprodução / Facebook

Alexandre Baldy é o nome do PSDB; Prefeito João Gomes vai tentar reeleição e PT pode sair em chapa pura; Carlos Antônio deve vir pelo Solidariedade; e Elismar Veiga quer formar terceira via | Fotos: reprodução / Facebook

Ainda é cedo para que as eleições municipais de 2016 ganhe prioridade na pauta de debate na sociedade anapolina. Mas não é este o pensamento das lideranças dos partidos que protagonizam a cena política local. Apesar da aparente calmaria, dirigentes e correligionários tem se movimentado nestes últimos dias dando início aos primeiros ajustes de olho no pleito do ano que vem.

O prefeito João Gomes (PT) vai tentar a reeleição surfando na onda da bem avaliada administração que teve início no período de seu antecessor Antônio Gomide (PT). A grande incógnita é em relação à vice. Há setores do PT anapolino que desejam uma chapa puro sangue, ou seja, a mesma que triunfou nas eleições de 2008 e 2012. Neste caso, as especulações recaem em torno do presidente estadual da sigla e secretário de Comunicação da prefeitura, Ceser Donizete, como provável candidato à vice. Há um reduzido grupo que deseja que o partido se aproxime de aliados próximos, mas é uma corrente pouco expressiva, sem muita força dentro do diretório municipal petista.

João Gomes vem mantendo o mesmo ritmo de seu antecessor e a boa fase tem sido bem avaliado pela população. Ele deve contar com a presença de Antônio Gomide que, neste período pré-eleitoral, deve desempenhar o papel de coordenador de articulação política com o objetivo de fortalecer ainda mais o projeto político do PT na cidade. Aliás, o ex-prefeito tem sido uma peça fundamental nesta engrenagem e sua presença — juntamente com o deputado federal Rubens Otoni (PT) — vai ser de extrema importância para pôr fim às especulações acerca de uma possível candidatura de outro petista no lugar do atual chefe do Executivo municipal.

Reorganizar diretório

Do lado da oposição, o PSDB vai aguardar o mês de fevereiro para as primeiras conversações em relação a 2016. O presidente municipal da legenda, Valto Elias, afirma que os tucanos anapolinos estão aguardando o fim do processo de formatação das equipes de governo na esfera estadual para iniciar as primeiras reuniões. Ele adianta que a pauta prioritária do partido do governador Marconi Pe­rillo em Anápolis será a organização da sigla tendo em vista que em março haverá convenções partidárias para a renovação do diretório municipal.

Valto Elias diz que a estratégia do PSDB anapolino para chegar forte em 2016 é a formação de uma ampla aliança com vários partidos. O PPS já foi procurado e demais agremiações políticas serão sondadas para a órbita tucana até o início do processo eleitoral do ano que vem. “É um momento de expectativa, estamos preocupados em organizar internamente o partido para, na convenção de março, termos uma composição de convergência”, ressalta. Em relação aos nomes que podem surgir como candidatos tucanos se destacam a ex-deputada estadual Onaide Santillo e o vereador Fernando Cunha. Mas, o quadro mais cotado é o do empresário e deputado federal Alexandre Baldy.

Terceira via

O presidente do PHS municipal, Elismar Veiga deu o pontapé inicial de seu projeto político para prefeitura de Anápolis. No fim da semana passada foi realizado um evento que reuniu lideranças de seu partido juntamente com o do PSD e PEN que juntos formam o grupo político chamado de G3. A frente vai promover uma série de reuniões temáticas — saúde, segurança pública, educação — nas diversas regiões da cidade até a elaboração de uma carta dirigida à sociedade anapolina. Elismar Veiga afirma que o G3 é uma força política com pretensões de ser uma terceira via e não descarta a adesão de outras legendas.

Quem pode ser candidato também é o deputado estadual Carlos Antônio (SD). Ele afirma que o Solidariedade é um dos grupos que vão dominar a cena política anapolina, apesar de a sigla ter na atual administração o secretário municipal de Obras Ilmar Luz — um ferrenho defensor do projeto político liderado por João Gomes e Gomide. O parlamentar sinaliza para uma candidatura própria do Solidariedade na cidade, apesar de acreditar que, a partir do momento em que o processo for afunilando, novos partidos poderão aderir ao grupo. “O Solidariedade não participa de frente nenhuma, ele é na verdade uma das frentes”, diz.

Neste cenário, é dado como certo as candidaturas do ex-deputado José de Lima (PDT) e do vereador Frei Valdair (PTB). Apesar de isolados, ambos de matizes políticas trabalhistas, devem se lançar em mais uma aventura eleitoral.

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