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Frederico Vitor

A aparência é de marasmo, mas partidos operam a todo vapor nos bastidores

Neste início do mês de abril, para quem analisa a política Anapolina, a aparência é de completa calmaria e de nenhuma movimentação. Porém nem tudo é o que parece, e as lideranças das legendas com capilaridade eleitoral estão a todo vapor, operando nos bastidores. Até o momento, oficialmente, o PT, sigla do prefeito João Gomes e do ex Antônio Gomide, continua naturalmente como o grupo mais poderoso e influente. Ao redor do PT anapolino orbitam o PMDB, PSB, PTB, PCdoB, PSC, PPL, SD, PR e PRB.

Gomide, que será o coordenador de campanha de reeleição de João Gomes, afirma que o grupamento político liderado pelo PT está aberto a conversação com outros partidos. “A aproximação é natural e estamos abertos para todas as agremiações para conversar, nossa gestão é bem avaliada e nada mais natural que venhamos a agregar mais partidos para disputa eleitoral.”

Em segundo plano, o grupo liderado pelo PSDB do deputado federal Alexandre Baldy, tem sido o referencial da oposição. O presidente municipal da legenda, Valto Elias, afirma que os tucanos anapolinos se concentram na reorganização da sigla tendo em vista que em maio haverá convenções partidárias para a renovação do diretório municipal. Ele diz que a meta é chegar forte em 2016 com uma ampla aliança com vários partidos. Contudo, há grande probabilidade de Alexandre Baldy ser o candidato à prefeitura em 2016. As lideranças tucanas não confirmam, mas o quadro parece ser o único capaz de bancar ou trazer uma grande estrutura eleitoral para enfrentar a hegemonia petista na cidade.

G-4

A terceira agremiação política com maior capilaridade eleitoral em Anápolis é composta pelo PHS, PSD, PPS e PEN, o denominado G-4. De acordo com o presidente mu­ni­cipal do PHS, o pastor Elismar Veiga, o grupamento vai continuar com a reuniões temáticas que vão ocorrer até o ano que vem, com diferentes temas acerca da administração municipal.

Na semana que vem, o encontro vai versar sobre a questão da saúde pública. Em relação às discussões políticas, o líder partidário afirma que o grupo está atento a possibilidade do fim das coligações proporcionais. Enquanto a isso, ele diz que os quatro partidos estarão coligados majoritariamente, porém cada sigla terá uma chapa completa à proporcional. A expectativa do G-4 é de que em 2016 o grupo lance 120 candidatos a vereador, o que significaria cerca de cinco minutos de horário eleitoral na televisão. “O nome que for apresentado para prefeito pelo movimento será abraçado por todos”, diz.

Além do PT, PSDB e do G-4, o Solidariedade do deputado estadual Carlos Antonio tem angariado notoriedade política em Anápolis e, apesar de a sigla compor a prefeitura, o partido pode se considerar uma força política em ascensão.

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