Justiça pode convocar nova eleição para presidente da Câmara Municipal de Goiânia

A presença de “vereadores informais” na disputa pelo comando do Legislativo pode levar a Justiça a convocar novo pleito

Andrey Azeredo na mesa diretora | Foto: Fernando Leite

Há possibilidade de a Justiça optar pela convocação de nova eleição para a Câmara Municipal de Goiânia. A Justiça pode avaliar que a presença dos chamados “vereadores informais” — Wladmir Garcez e Leopoldo da Veiga Jardim (dizem, em tom de blague, que tem o dom da onipresença), apontados como lobistas profissionais — nas discussões para se eleger o presidente do Legislativo pode ter sido indevida, até “criminosa”. O regimento interno proíbe a presença, no sentido de articulação, de “pessoas estranhas” ao poder. Portanto, a eleição pode ser considerada “maculada”, daí a possibilidade se convocar outra eleição, para garantir a lisura dos atos.

No caso de nova eleição, como não está devidamente caracterizada a conduta criminosa de Andrey Azeredo — ainda que se diga que tenha sido financiado por empresários (o vereador Jorge Kajuru tem feito denúncias graves e candentes) —, o peemedebista poderá disputar e, segundo vereadores, tende a ser eleito.

Dois vereadores, aliados de Andrey Azeredo, sustentam que a Justiça não vai e não tem como anular a eleição. Tese deles: “Apesar do barulho que tem sido feito, notadamente por Jorge Kajuru, não há indício algum de envolvimento do presidente da Câmara em qualquer maracutaia. Assim, não como incriminá-lo e, portanto, como retirá-lo da presidência do Legislativo”.

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