Elias Vaz admite que pode ser candidato a prefeito de Goiânia e critica governo de Ronaldo Caiado

O deputado federal diz que pode assumir o comando do PSB e afirma que gestão de Caiado alimenta-se do passado e que Iris faz gestão apagada

Consta que o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, teria dito, certa feita: “O Elias Vaz sozinho é uma Câmara de Vereadores”. De fato, quando vereador, o líder do PSB movimentava a Câmara e deixava o alcaide acuado. Na Câmara Federal, o parlamentar ainda está tateando, mas já começa a participar de maneira mais ativa.

Entrevistado pelo Jornal Opção, na sexta-feira, 15, Elias Vaz, que alguns chamam de “Faz” — porque trabalha —, afirma que está “gostando” de Brasília. “Estou começando a engrenar, e estou aprendendo muito, observando e lendo tudo. Na Câmara, a participação é mais difícil, mas claro que não é, claro, impossível. No Senado, onde não há baixo clero, qualquer senador que queira falar tem espaço no microfone e na mídia. Jorge Kajuru está ocupando um espaço privilegiado. Ele se dedica ao mandato, chega às 7 horas da manhã e participa de tudo. Há quem brinque e diga que é ‘onipresente’.”

Kajuru disse ao Jornal Opção que não pretende disputar o governo de Goiás em 2022. “Ele quer ser um senador eficiente, atendendo Goiás e contribuindo para melhorar o Brasil. Sua prioridade, uma questão de honra, é fazer um mandato de qualidade. Montou uma equipe boa e articula com bons senadores. Está focadíssimo. Mas acredito que pode, sim, disputar o governo de Goiás.”

A respeito do governo de Iris Rezende, Elias Vaz afirma que, como fica em Brasília a maior parte do tempo, não está acompanhando direito. “Mas, quando volto para Goiânia, percebo que a cidade continua abandonada, e não se sente a mão do gestor público. Ele é ausente. Se disserem que a cidade não tem prefeito, é difícil não acreditar.”

Sobre o governo de Ronaldo Caiado, Elias Vaz frisa que ele “está reproduzindo a velha política. A população já sabia que havia problemas, mas, insistir no discurso de terra arrasada, até para justificar a inação inicial, é uma tática tão velha que não pega mais. Caiado foi eleito não para falar só de problemas, e sim para resolvê-los. Percebe-se que Caiado está ‘mal localizado’, sem entender que é governo, e não oposição. Quero que dê certo, para o bem de Goiás, dos goianos. Mas não estou otimista com o seu governo. Ele tem dificuldade para governar, para encontrar um rumo. Na prática, repete a velha política — falando mais do passado do que do presente. O povo quer falar do presente e do futuro, não se preocupa com ajustes de contas entre políticos, aliás, nem gosta disso. O populismo já era. Não há iniciativas concretas na saúde — a regionalização, por exemplo, foi incentivada no governo de Henrique Santillo, principal aliado de Marconi Perillo — e os problemas com UTIs continuam, ainda que, no caso de Goiânia, a prefeitura é a principal responsável pelo problema. O que se pode dizer é que Caiado é mais do mesmo. Não basta ser ético, é preciso trabalhar e apresentar resultados, e menos discursos”.

Inquirido se pretende disputar a Prefeitura de Goiânia, Elias Vaz disse que, no momento, está “focado no mandato”. “Mas admito que não descarto ser candidato a prefeito. Os vereadores Felisberto Tavares, Alysson Lima e Cristina Lopes, o deputado Eduardo Prado, o senador Jorge Kajuru e eu estamos discutindo, sim, o lançamento de um candidato em Goiânia e nas cidades mais importantes de Goiás. Mas nós estamos discutindo projetos — não exatamente nomes e filiações. É possível que Cristina Lopes se filie ao PSB, mas não necessariamente. Trata-se de uma política de alta qualidade — séria, íntegra e posicionada. Tê-la ao nosso lado nos engrandece.”

Em Anápolis, as conversas passam por Jorge Kajuru. “Nós vamos lançar candidato a prefeito na cidade, assim como em Aparecida de Goiânia”, conta Elias Vaz.

Sobre o comando do PSB, Elias Vaz destaca que não há nada definido. Mas admite que pode assumir o comando, talvez em abril ou maio. “O fato é que tenho profundo respeito pela ex-senadora Lúcia Vânia.”

Quando o assunto é Reforma da Previdência, Elias Vaz chega a ficar irritado. “O nível de crueldade com a população é impressionante. Por isso, atendendo à realidade, o governo deve admitir mudanças no projeto. A tendência do PSB é votar contra. A espinha dorsal da reforma não tem salvação, porque penaliza as pessoas mais pobres.”

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