Candidatos do MDB e do DEM devem travar duelo de gigantes pela Prefeitura de Mineiros

O governador Ronaldo Caiado está à procura de um candidato para tentar derrotar o candidato do prefeito Agenor Rezende

Mineiros está alvoraçada em termos políticos. Como foi reeleito, o prefeito Agenor Rezende, do MDB, não pode disputar eleição. O resultado é que os pré-candidatos, para o pleito que será realizado daqui a um ano e seis meses — um pulinho — “são”, como afirma um aliado do deputado federal José Mário Schreiner (DEM), “todos japoneses”. Quer dizer, iguais, ou mais ou menos iguais.

O preferido de Agenor Rezende é seu secretário de Governo, Aleomar de Oliveira Rezende. O problema é que são parentes e, na campanha, pode prevalecer a história da “panelinha”. O presidente da Câmara Municipal, Vinícius Vilela, corre por fora, mas colocou seu nome à disposição da base rezendista. Ambos são do MDB.

A base caiadista está em pé de guerra, pois acredita que chegou a sua vez de dirigir a prefeitura. Dois nomes despontam: o de Márcio Medeiros, do DEM, e o de Flávia Vilela, do Solidariedade. Grupos tradicionais do partido Democratas podem bancar a postulação dos empresários e agropecuaristas Osório Diniz ou Augusto “Pachá” de Carvalho (que disputou eleições em 2000 e 2004).

Comenta-se que Flávia Vilela, a Doutora Flávia, tende a sair do SD. Porque a cúpula do partido, que se resume a dois nomes, Armando Vergílio e Lucas Vergílio, pai e filho, não tem interesse em mantê-la nos seus quadros. Eles alegam que não receberam apoio da política no último pleito. Inicialmente, circulou a informação de que estaria indo para o DEM, mas, ao descobrir que o partido está “congestionado” — com mais caciques do que liderados —, Flávia Vilela estaria de olho no PSL do deputado federal Delegado Waldir Soares. Este diz que lançará candidatos a prefeito em todas as cidades de Goiás.

O PSDB aposta no vereador Marcelo do Vale, considerado atuante e popular (em 2018, mesmo sem estrutura, obteve 6 mil votos para deputado estadual em Mineiros). O passe de Marcelo do Vale está sendo disputado por outros partidos, um deles da base rezendista. “É o novo”, afirma um vereador. “E consistente”, acrescenta um aliado de Agenor Rezende.

O prefeito Aderaldo Cunha Barcelos, do PP, sustenta que vai disputar a eleição, pois a cidade estaria com “saudade” de sua gestão. Ele pode trocar o partido por outro, possivelmente o PSDB, o PSL, o PSB ou o PPS. Sua mulher, Neiba Barcelos, foi prefeita de Mineiros, duas vezes, pelo PSDB.

A vice-prefeita, a médica Ivane Campos Mendonça, pode sair do PT e disputar por outro partido, ainda não definido, mas deve ser da base do governo de Ronaldo Caiado. O prefeito Agenor Rezende já declarou, para emedebistas, que não a apoia, porque não pertence ao seu círculo político de confiança. O MDB só aceita sua filiação se aceitar chegar como “soldado” e não como “oficial”.

O PDT planeja lançar o ex-deputado Ernesto Vilela ou o vereador José Sávio.

Por que tantos pré-candidatos? Por dois motivos básicos. Primeiro, a tendência é que, num segundo momento, os partidos se reúnam para composições. Aleomar Rezende trabalha para ter um vereador como vice, por exemplo. Segundo, com o fim das coligações proporcionais, cada partido tem de lançar suas próprias chapas de vereador e contar apenas com seus votos. Partido que não tiver candidato a prefeito pode acabar não conseguindo montar uma chapa consistente para vereador — o que reduzirá sua força política no município.

A batalha mais renhida deve ser, no final, entre o candidato do caiadismo e o candidato do rezendismo (Agenor Rezende não apoiou Ronaldo Caiado, em 2018, optando por apostar no candidato de seu partido, Daniel Vilela). Sabendo da força do governo estadual, Agenor está tentando montar um frentão, com políticos até do PSDB, para enfrentar o candidato do caiadismo.

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