Prefeitura revoga chamamento para construção de casas para servidores municipais

Segundo secretário de Habitação, área será destinada a população de baixa renda, já que outro terreno no mesmo setor servirá para atender trabalhadores do município

A Prefeitura de Goiânia revogou, na última segunda-feira (13/2), um chamamento da administração Paulo Garcia (PT) que destinava uma área no Jardim Mariliza para a construção de moradias populares para servidores públicos municipais. Na semana passada, o vereador Jorge Kajuru (PRP) denunciou a situação e questionou qual seria a nova função do terreno.

Os servidores municipais afirmaram que a área é próxima a condomínios de classe alta e que, por isso, seria vendida pela prefeitura. De acordo com eles, o secretário de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh), Agenor Mariano (PMDB), teria afirmado que a atual gestão não vai aceitar que a área seja usada para construir casas e que a ideia seria vender o terreno para a iniciativa privada.

A área foi desafetada no ano passado, pela gestão Paulo Garcia (PT), quando a prefeitura chegou a realizar um chamamento para selecionar empresas interessadas em construir as casas, que fazem parte do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal. Segundo o secretário, no entanto, a área seguirá sendo destinada a habitação popular, mas não para os servidores municipais.

Agenor afirmou que já existe uma outra área no Jardim Mariliza destinada a construção de 300 apartamentos para os servidores públicos da chamada faixa 2 do Minha Casa Minha Vida, cuja renda varia entre R$ 1.800,00 e R$ 6 mil, que deverá ser iniciada em breve. “Nós temos que dividir as áreas do município para atender todas as demandas e queremos destinar a outra área para as pessoas que não têm essa renda e são as que mais precisam”, declarou ele.

No decreto que revogou o chamamento, no entanto, não fica especificado que a área será mesmo usada para moradias populares. O documento traz apenas que o chamamento será revogado “Considerando que há necessidade de um estudo mais detalhado a fim de atingir de forma mais adequada à destinação das áreas publicas municipais”.

Em seu Facebook, Kajuru questionou o secretário afirmando que a área tem 17 mil metros quadrados e que, de acordo com o decreto publicado na segunda-feira, há brecha para que parte do terreno seja vendida e outra parte, utilizada para a construção das moradias populares.

O Jornal Opção ainda aguarda pronunciamento oficial da Seplanh.

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O PODER IMOBILIÁRIO QUE DAR AS CARTAS NA SECRETÁRIA DE HABITAÇÃO.

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