Ouça na íntegra áudio da conversa entre Temer e Joesley Batista

STF liberou nesta quinta-feira (18/5) uma das gravações utilizadas na delação premiada do empresário da JBS

O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou à Presidência nesta quinta-feira (18/5) uma das gravações que integram a delação premiada da JBS, que envolve o presidente Michel Temer. A conversa também foi divulgada à imprensa.

O áudio tem 39 minutos, mas os 11 primeiros minutos são apenas ruídos. Ouça:

É possível ouvir Joesley Batista dizendo que está “se defendendo”, ao falar dos vazamentos e das investigações sobre a JBS. “O que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora. Tô de bem com o Eduardo [Cunha]”, afirma e em seguida é interrompido pelo presidente: “Tem que manter isso, viu?”; “Todo mês, também, eu tô segurando as pontas, tô indo”, responde o empresário.

Delação

Segundo informação publicada pelo colunista de “O Globo” Lauro Jardim, o empresário e presidente da J&F (holding que controla a JBS), Joesley Batista, entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o conteúdo de uma gravação na qual o presidente Michel Temer (PMDB) dá o aval para a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O encontro teria acontecido no dia 7 de março, no Palácio do Jaburu, em que Joesley Batista aparece contando a Temer que estava dando a Cunha e ao operador Lúcio Funaro — ambos presos no âmbito da Operação Lava Jato — uma mesada de R$ 500 mil para que não assinassem qualquer tipo de colaboração ou delação. Diante da informação, o presidente teria respondido: “Tem que manter isso, viu?”.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato, autorizou abertura de inquérito contra o presidente. Na Câmara, pelo menos oito pedidos de impeachment já foram protocolados. Dois ministros deixaram o governo: Bruno Araújo (Cidades) e Roberto Freire (Cultura).

Em coletiva de imprensa, Temer negou veementemente todas as denúncias e que não irá renunciar à Presidência da República. “Registro que a investigação será território onde surgirão todas as explicações. No Supremo, demonstrarei minha inocência. Não renuncio!”, bradou.

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