Mesmo com denúncias, novatos mantêm apoio à mesa diretora da Câmara

Emilson Pereira e Kleybe Morais dizem que são do G-8 original, grupo que acabou ficando de fora dos cargos mais importantes

Kleybe Morais (PSDC) e Emilson Pereira (PTN) dizem que por, enquanto, ainda são base da diretora eleita| Fotos: Reprodução / Facebook

Apesar de terem votado para a eleição da chapa do presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Andrey Azeredo (PMDB), os vereadores Kleybe Morais (PSDC) e Emilson Pereira (PTN) ouvidos pelo Jornal Opção preferem a cautela na hora de se posicionarem a respeito de denúncias da influência do setor imobiliário na composição da mesa diretora e das comissões da Casa.

Eles negam veementemente participação em qualquer tipo de acordo com membros de setores alheios ao Legislativo. “Em todas as reuniões das quais participei, nunca foi sequer sugerido qualquer forma de negociação ilícita”, afirmou Kleybe.

Tanto ele, quanto o vereador do PTN, porém, não se dizem parte do chamado G-21, mas sim do G-8, grupo inicial de novatos, que depois aglutinou apoios.

“Eu sou do grupo que chamamos de G-8, que começou a se reunir logo após o primeiro turno das eleições. Não digo que é impossível que tenha havido negociatas, mas isso não diz respeito ao meu grupo, que é o G-8. Éramos um grupo de novatos que não tinha candidato, mas que tentava articular para conseguir representatividade dentro da Casa. Daí, vimos a oportunidade de fazer uma aliança com o G-5, que hoje é o grupo que ficou com os cargos mais importantes”, explicou Kleybe.

Em entrevista, ele ainda minimizou as denúncias feitas e afirmou que ainda está na base do presidente eleito. “Pelo que acompanhei, tudo ainda é muito superficial, não existem provas. Muitas pessoas estavam lá no dia da eleição, assessores, familiares, políticos, muitos conversando, articulando, mas nada suspeito que eu tenha de fato presenciado.”

Já o vereador Emilson Pereira, se mostrou preocupado em manter o discurso que empunha o grupo de novatos desde a eleição: o de renovação das práticas políticas dentro da Câmara de Goiânia. “Fiquei sabendo de todas as denúncias não no dia da eleição, mas depois, pela imprensa e pelas denúncias do Kajuru [PRP]. Se for mesmo o caso, que isso seja apurado. Tenho certeza de que este também é o posicionamento da maioria dos meus pares.”

Assim como seu colega de partido, Sargento Novandir, ele também afirma que permanece na base. “Eu sei do que eu participo. Para fazer qualquer tipo de afirmação ou tomar qualquer posicionamento eu teria que ter convicção. Por enquanto, não sou oposição nem à mesa nem ao prefeito.”

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