Manifestante morre em confronto entre neonazistas e antirracistas nos EUA

Estado da Virgínia assiste assustado a um movimento que prega o ódio contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus

Pelo menos uma pessoa morreu neste sábado (12/8) no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, depois que grupos racistas estadunidenses entraram em confronto com manifestantes antirracistas. A morte foi confirmada por Mike Singer, prefeito da cidade de Chaslottesville, onde ocorreu a manifestação supremacista.

Repetindo cenas de sexta-feira (11/8), quando um protesto considerado “aquecimento” para o evento de sábado, que pretendia “Unir a Direita” em torno do ódio contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus, houve confronto com xingamentos, socos, objetos sendo arremessados e spray de pimenta. Eles também portavam tochas, em referência à seita Ku Klux Klan, bandeiras dos Estados Confederados e suásticas.

Antes do evento deste sábado, quando manifestantes armados e vestidos de militares começaram a andar pela cidade, e depois da morte confirmada, o governo da Virgínia declarou estado de emergência, proibiu o ato e, em seguida, a policia foi orientada a tirar as pessoas da rua. Além da vítima fatal, várias pessoas acabaram feridas e pelo menos um homem foi preso.

Na manifestação de sexta-feira, além das palavras de ordem como minorias, muitos chegaram a se declarar nazistas. A polêmica entre os extremistas começou quando a prefeitura decidiu retirar de um parque de Charlottesville uma estátua do general confederado Robert Lee e de outros líderes que defendiam a escravidão.

Deixe um comentário

wpDiscuz